quarta-feira, 21 de abril de 2021

Pais gays incomodam evangélicos; mas crianças sem pais, ou políticos torturadores e assassinos, não incomodam tanto assim


Tramita com pedido de urgência na Assembleia Legislativa de São Paulo um projeto de lei que proíbe a veiculação de publicidade com pessoas LGBTQIA+ ou famílias homoafetivas no Estado de São Paulo.

A autora do projeto é a deputada estadual Marta Costa (PSD), filha do pastor José Wellington Bezerra da Costa, o “dono” da igreja Assembleia de Deus (ministério do Belém) e patriarca de um clã de políticos que advogam em nome da igreja e da família (quase sempre a própria).

Além de Marta, são políticos eleitos seus irmãos Rute Costa (PSDB), vereadora e vice-presidente da Câmara Municipal de São Paulo; e Paulo Freire Costa (PL), deputado federal. O pai é um notório eleitor e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (veja as fotos).

Segundo a deputada Marta Costa, essas propagandas que ela pretende proibir trazem “desconforto emocional a inúmeras famílias” e mostram “práticas danosas” às crianças. Para ela, a proibição vai “evitar a inadequada influência na formação de jovens e crianças”.

Ao pé da letra, o projeto proíbe, por exemplo, uma propaganda do Dia dos Pais (ou Dia das Mães) com casais homossexuais. É “condenável” que pais gays ou mães lésbicas adotem crianças e ofendam a família tradicional brasileira.

Em compensação, a deputada e pastora Flordelis segue com mandato em Brasília. O Doutor Jairinho segue vereador e miliciano no Rio. O importunador Fernando Cury segue modelo de pai de família. Um pastor prega que o humorista Paulo Gustavo morra para acertar as contas com Deus por ter marido e filhos. E por aí vai...

A reação contra este projeto cretino, preconceituoso e inconstitucional está nas redes sociais: #LGBTnãoÉMáInfluência é a campanha que viralizou, mas vale a pena lotar as caixas de e-mails e comentários nos perfis dos deputados estaduais paulistas. #NaoAoPL504 #VergonhaAlheia

Hoje é 21 de abril, feriado para os políticos; mas parece um interminável 1º de abril


São Paulo amanhece trabalhando, diz a música. Mesmo em dia de feriado nacional, como hoje, afinal o comércio voltou a reabrir na segunda-feira, ainda em marcha lenta, entre idas e vindas na transição da fase vermelha para a laranja no enfrentamento da pandemia.

Mas o paulistano está confuso. Há poucos dias já foram antecipados dois feriados de 2021 (Corpus Christi; de junho; e Dia da Consciência Negra, de novembro) e até mesmo três feriados de 2022 (aniversário de São Paulo, de janeiro; Corpus Christi, de junho; e Dia da Consciência Negra, de novembro).

Nem bem saímos do feriadão emergencial prolongado e Tiradentes segue sendo feriado. Não para quem precisa trabalhar, claro. Afinal, se queremos chegar a 2022 (com menos três feriados, esses que foram antecipados), precisamos estar vivos. Se os políticos deixarem. Será? Porque, para eles, 21 de abril é feriado. E para você?

Os bancos e a Bolsa, por exemplo, fecham. Parques públicos, clubes, academias, barbeiros e cabeleireiros, restaurantes e praças de alimentação dos shoppings, entre outras atividades com público, também seguem fechados por mais uma semana.

No Congresso Nacional, amanhã é a data limite para a sanção do Orçamento de 2021. Estamos chegando quase na metade do ano e não temos aprovados ainda a previsão de receitas e o limite de despesas do governo federal. O Brasil é realmente uma piada de mau gosto!

Da última vez que isso aconteceu, o Orçamento aprovado no limite do prazo, a presidente era a Dilma. Foi o ano da pedalada fiscal e do impeachment. Bolsonaro dá pedaladas diárias, fiscais, morais, éticas, sanitárias. E aí? Nadica de nada da reação dos políticos.

Câmara e Senado seguem entre a inoperância, a omissão e a cumplicidade. Assembleia Legislativa e Câmara Municipal também param, mas a população talvez nem se dê conta. Estavam trabalhando?

Vá lá, os vereadores paulistanos se vangloriam de ter aprovado um auxílio emergencial complementar de 100 reais para famílias carentes, formado uma frente parlamentar contra a fome e liberado a compra de vacinas pela Prefeitura.

Na prática nada mudou, porque faltam vacinas. A Câmara não conseguiu ainda definir categorias prioritárias para a vacinação. Todo mundo quer furar a fila - e cada um tem seus argumentos válidos. Então tome indefinição.

É o mesmo caso do PPI (Programa de Parcelamento Incentivado), que deve ser aprovado na próxima semana. Reina a confusão e o corporativismo. Vereadores querem reinventar a roda.

O que deveria facilitar a vida do contribuinte paulistano com dívidas de IPTU ou ISS e que pode parcelar a sua dívida com redução de juros e multa, acaba beneficiando grandes devedores e malandros com influência na Câmara.

Por interferência do lobby de vereadores que atuam como verdadeiros despachantes de seus grupos de interesses, serão incluídas no PPI as igrejas (como se já não bastassem todos os benefícios e isenções que possuem), multas de trânsito e até grandes devedores que já estavam incluídos no último PPI e não pagaram as próprias parcelas da renegociação. Ê, Brasil!

O meu IPTU não teve desconto. O seu teve? Ninguém me perguntou se, em plena pandemia, eu tenho dinheiro para quitar esse pagamento. O meu trabalho está prejudicado. O meu lazer está impedido. Se eu ficar doente corro o risco de morrer na fila do hospital, sem vaga. A vacina, sabe Deus quando todo mundo vai estar imunizado.

Enquanto isso, os políticos fingem que se preocupam com o povo e nós fingimos que escolhemos nossos representantes de quatro em quatro anos. No resto do tempo é que descobrimos quem de fato eles são e o que representam. E vem mais eleição por aí...

Até lá, celebre este 21 de abril como se fosse um interminável 1º de abril. É isso! Vivemos no Brasil um interminável Dia da Mentira em looping. Aliás, amanhã é 22 de abril, dia do descobrimento. Mais uma mentira. Parabéns para você e suas descobertas diárias. Estamos f***, mal pagos e pessimamente representados.

terça-feira, 20 de abril de 2021

O vírus, o verme e a doença que acomete a política e a sociedade


Quando criticamos o presidente demente, a escória de lunáticos chia. Na cretinice típica da bolha ideológica bolsonarista (cada vez mais murcha, graças a Deus!), o fato de fazer oposição ao miliciano, sociopata e genocida nos torna inimigos.

Pois que seja assim. Realmente não queremos nenhuma proximidade do bolsonarismo, do negacionismo, do obscurantismo. Repudiamos essa corja. Rechaçamos tudo o que eles pensam, falam e fazem. Mas nem por isso precisamos ter outro político de estimação - e não temos. Esclarecido?

Agora vamos voltar ao debate racional sobre o nosso dia a dia. Cadê as vacinas para todos? Além da política e das estratégias de marketing eleitoral dos possíveis candidatos às eleições de 2022, o que temos de ações governamentais concretas e eficazes para preservar a saúde e a vida dos brasileiros?

O poder público, nas suas mais variadas esferas (municipal, estadual, federal) adota medidas emergenciais, mas muitas vezes conflitantes. É um abre-e-fecha confuso do comércio, um vai-e-vem incompreensível do rodízio de veículos, esmola para as famílias mais carentes na crise agravada pela pandemia e uma discussão interminável de prioridades na fila para a vacinação.

O Brasil, se comparado a qualquer país civilizado e governado por seres humanos racionais, virou referência de tudo aquilo que não se deve fazer no combate ao coronavírus. Uma besta com a faixa presidencial se negou a decretar um lockdown de 15 dias que bastaria para atenuar o caos e evitar centenas de milhares de mortes.

Pior, Bolsonaro faz campanha diária contra o isolamento social e o uso de máscara, prescreve como um falso médico, charlatão, o “tratamento precoce” que simplesmente não existe no mundo real (além da terra plana bolsonarista), nomeou paspalhos para o Ministério da Saúde, atrasando a compra de vacinas e insumos. Ou seja, é um agente funenário na cadeira de presidente.

Paralelamente à pandemia, a CPIs que prometem criar factóides pró e contra Bolsonaro, a brasileiros que despencam para a linha da fome e da miséria, à classe média cada vez mais pobre e, por outro lado, à faixa de muito ricos cada vez mais ricos, começam a despontar os candidatos à sucessão do mito dos tolos.

Aonde queremos chegar? Vamos lá: defendemos o impeachment de Bolsonaro, renúncia, interdição psiquiátrica ou qualquer outra saída que se queira dar. Mas já percebemos que esses políticos atuais, que transitam entre a omissão e a cumplicidade, são bundões demais para exercer suas responsabilidades.

Então, se é para resolver o problema só nas eleições de 2022 (tomara que não seja tarde demais e que todos estejamos vivos, inclusive a democracia), o melhor seria a união de todos contra Bolsonaro, para enterrar de vez essa fraquejada da humanidade. Na impossibilidade, qualquer um que chegar na eleição contra Bolsonaro terá o nosso voto.

Vamos desenhar: não vislumbramos, hoje, NENHUM candidato ideal à sucessão de Bolsonaro, mas QUALQUER UM que chegar lá vai ser melhor que ele. Por mais medíocre que seja o próximo presidente, será melhor, muuuuito melhor, que o pai da familícia. Ao menos teremos alguém no lugar deste verme. 

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Vamos desejar uma boa semana para o nosso político de estimação?


Como é possível que algum brasileiro deite a cabeça no travesseiro e durma em paz com 400 mil mortos na pandemia? Pior ainda se o sujeito for um político eleito pelo povo e tiver um pingo de dignidade e empatia. 

Não é possível que um mandatário não se sinta indignado e clame diariamente pelo impeachment de Bolsonaro e a punição de seus pares (inclusive governadores e prefeitos) corruptos, irresponsáveis, delinquentes, assassinos.

A política brasileira transita entre a inoperância e a incapacidade, a omissão e a cumplicidade, enquanto seguimos com um presidente demente, negacionista, canalha, genocida, que desestimula os protocolos sanitários, faz propaganda contra a máscara e a vacina, prossegue incentivando aglomerações, aperta a mão de centenas de pessoas e ainda posa feliz e desafiador com um bebê no colo.

Que tipo de sociopatia tem essa escória da sociedade, Bolsonaro e os bolsonaristas, seus eleitores, apoiadores, assessores, seguidores e partidários do demônio disfarçados em “cidadãos de bem”, defensores da família e conservadores dos bons costumes?

Que fraquejada da natureza e da humanidade pode ter ocorrido para empoderar esses vermes que oscilam entre o mais bárbaro obscurantismo e a prodridão da política do ódio com ações criminosas, opressoras, repressoras e exterminadoras de tudo aquilo que lhes pareça ameaçador (real ou imaginário).

E assim bolsonaristas atuam como cavaleiros da besta do apocalipse para destruir a democracia, as instituições republicanas, a cultura, a educação, a saúde, o meio ambiente, a diversidade, a liberdade, a esperança e a vida.

Se eu me oponho a Bolsonaro e ao bolsonarismo sou automaticamente carimbado na testa como comunista. Claro, nada mais elementar para um acéfalo ou lunático com poder.

Mas não sejamos injustos. O bolsonarismo é apenas o sintoma mais visível de uma doença muito maior que acomete o ser humano. Muito mais letal que o coronavírus. A política está deteriorada, surrada, batida. Os partidos estão desgastados, corroídos, envelhecidos.

Que tipo de político simboliza hoje o Brasil? A familícia Bolsonaro? A deputada e pastora Flordelis, assassina que segue com mandato na Câmara? O vereador Jairinho, torturador de crianças, idem? O importunador sexual Fernando Cury, que seus colegas exaltam como pai de família exemplar? Que país é esse? Que tipo de brasileiro e ser humano somos nós?

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Ah! Se não fosse o foro privilegiado...


A impunidade reina sob Bolsonaro no País das Maravilhas para milicianos, corruptos, negacionistas, lunáticos e imbecis que idolatram este presidente demente.

A última do desgoverno: um delegado superintendente da Polícia Federal denuncia crimes do Ministério do Extermínio do Meio Ambiente. O que faz o ministro da inJustiça, a mando de Bolsonaro? Troca o delegado, claro, e preserva o ministro criminoso.

É o modus operandi da familícia: proteger os seus! Todo mundo é igual nessa escória bolsonarista. Não à toa, a base de sustentação tem o Centrão, empresários cafajestes, religiosos de araque e todo o lixo da política que se junta em torno de qualquer presidente desde a ditadura militar.

O Congresso, entre a omissão e a cumplicidade, começa a discutir CPIs. Agora? Com 400 mil mortos? Isso devia ter sido feito há um ano. No momento a solução emergencial seria impeachment, interdição psiquiátrica e cadeia ou manicômio judiciário.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

São Paulo: na “cidade proibida” tudo se resolve com jeitinho


Quando dribles na lei, anistias recorrentes, incentivo aos parcelamentos com desconto de dívidas, regularização de obras clandestinas, puxadinhos e gambiarras deixam de ser a exceção e se tornam a regra vigente, o poder público está premiando os cidadãos malandros, inadimplentes, indisciplinados e legitimando a “cidade proibida”.

A Câmara Municipal de São Paulo, com alguns vereadores que não passam de lobistas ou despachantes de categorias e setores influentes da sociedade, é craque nesse expediente. Pior que os maiores beneficiados não são os paulistanos mais humildes e necessitados, ao contrário, são os mais “espertos” e com maior ace$$o ao lobby da vez.

Em pauta para ser votado na próxima semana está mais um PPI (Programa de Parcelamento Incentivado), para que contribuintes da capital paulista possam regularizar débitos fiscais gerados com a Prefeitura até o fim do ano passado. O problema é que gente mal intencionada (e bem relacionada) já deixa normalmente de pagar suas dívidas à espera desse “perdão” dos políticos.

Claro que um PPI ajuda o bom pagador que, por uma eventualidade (principalmente diante da crise agravada pela pandemia), não tenha conseguido honrar seus compromissos. Mas os maiores beneficiários dessas leis são geralmente os grandes devedores, de má índole - que deveriam ser punidos em vez de protegidos pelas autoridades.

É o mesmo caso da anistia a obras irregulares, aprovada e prorrogada com uma impressionante facilidade na Câmara (inclusive uma delas está em vigor). Fora os benefícios abusivos e sistemáticos a alguns segmentos que tem prestígio inabalável junto aos vereadores (igrejas evangélicas, construtoras, empresas de transporte etc.).

A oficialização desta São Paulo fora-da-lei agrava os problemas urbanos, sociais, políticos e econômicos. Uma cidade desigual, injusta, que cresce desordenadamente, sem planejamento e sem controle, passando pano para a clandestinidade. É a política do “jeitinho” que alimenta maus políticos, corruptos, populistas, hipócritas, demagogos. Basicamente quem se elege fácil no Brasil.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Leve-me ao seu líder! (F****!)


A frase é clássica das histórias de invasão alienígena. Difícil seria aplicá-la nesta “terra plana” do bolsonarismo se um OVNI pousasse no Brasil. O problema começaria para explicar aos ETs porque há tantos lunáticos entre os terráqueos. E líder, então? Está instalada a confusão!

Leve-me ao seu líder. Que líder representa o Brasil? Líder do Executivo, do Legislativo ou do Judiciário? E, mesmo dentro de cada um dos poderes, quem lidera de fato? O presidente demente, o vice patético, os ministros ineptos? O presidente da Câmara? Do senado? Os líderes do governo e da oposição? Os líderes dos partidos? Os líderes das duas turmas do STF?

Percebe que ninguém lidera p**** nenhuma no Brasil? Bolsonaro desgoverna o país e lidera, se tanto, a sua bolha ideológica idiotizada e a familícia de delinquentes amestrados. O presidente da Câmara lidera um bando de deputados fisiológicos, corruptos e ávidos por verbas e cargos, incapazes de fazer um O com copo. O presidente do Senado mal consegue botar para funcionar uma CPI.

Líderes governistas se assemelham aos líderes do PCC, cada qual com as suas quadrilhas do crime organizado - se é que podemos chamar de organizado o Centrão. Líderes da oposição lideram exércitos de zumbis, políticos omissos, cúmplices, inoperantes. Não existe unidade nem dentro dos próprios partidos, cada um interessado apenas em salvar o próprio rabo.

Nem líder de campeonato o torcedor sabe quem é, nem sequer se o seu time joga. Hoje em dia, líder mesmo é o escolhido no BBB (e ainda assim eles mudam semanalmente, nas provas de quinta-feira apresentadas pelo Tiago Leifert). A vantagem do reality é poder mandar alguém para o paredão e eliminar o brother na hora que a gente quiser.

Quando vamos repetir essa experiência no Brasil real? Num mundo em que predomina a inteligência artificial, parece que natural continua sendo a burrice, a ignorância, a canalhice. Líder numa democracia é o povo, que deve se unir e agir para fazer valer a sua vontade dentro do estado democrático de direito. Entendeu?

ET... Telefone... Minha casa... CPI... Impeachment... Novo líder! É hora de provar que existe vida inteligente na Terra. Ou é isso, e que funcione a consciência coletiva para um Brasil e um mundo melhor, ou é torcer por um raio desintegrador extraterrestre ou por um meteoro daqueles que em outras épocas extinguiu até os dinossauros.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Olha a prova do crime de responsabilidade aí, gente!


O #KajuruGate provoca reação no Cidadania. 

#VergonhaAlheia

#ForaKajuru #ForaBolsonaro #Kajuru #Bolsonaro #CPI #STF