segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Bolsonaro: apesar da rejeição recorde ao presidente neste 1º ano, o bolsonarismo segue firme e forte

A mais recente pesquisa de avaliação sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro mostra um quadro praticamente inalterado de apoio e rejeição: 36% reprovam e 30% aprovam Bolsonaro, segundo o Datafolha (ahhhh, mas o Datafolha... mimimi).

Enfim, quem duvida até que a Terra é redonda não vai acreditar em estatística ou em instituto de pesquisa, não é mesmo? Ainda mais da Folha... Faz sentido.

Mas, dane-se a pesquisa e o instituto, o que vemos nos números é o desenho da realidade da polarização e do antagonismo nas ruas: apenas um terço do eleitorado se declara realmente de oposição, enquanto Bolsonaro tem o apoio ou a neutralidade cúmplice de dois terços dos brasileiros. Este é o quadro a ser analisado.

Resumo da ópera (ou o paradoxo da polarização burra)

1) Apesar da rejeição recorde (a maior entre todos os presidentes no primeiro ano de governo), Bolsonaro mantém seu eleitorado cativo, que seria suficiente para levá-lo ao 2º turno (e novamente à vitória) se a eleição presidencial ocorresse hoje.

2) A oposição, embora numerosa e ruidosa, permanece minoritária, fragmentada, confusa, sem um discurso coerente com a prática nem uma pegada persuasiva.

3) O tal "centro democrático", fragorosamente derrotado em 2018, segue espremido entre os dois pólos, ainda sem nenhuma força para ocupar espaço do bolsonarismo ou do lulismo, conquistando fatias do eleitorado à direita ou à esquerda.

Os números não mentem

Porque, avaliando esses índices da pesquisa, 30% de ótimo e bom reúne a fina flor do bolsonarismo, a bolha de gente iludida, desinformada ou mal formada, mesmo. 

Os 32% de quem considera o governo regular é ainda influência do anti-petismo, com otimistas inveterados (que torcem para tudo dar certo, independente do presidente), os fãs da Lava Jato (que votariam em qualquer um, menos no PT) e os já consagrados "isentões".

Uma parcela ínfima (1%) não sabe ou não respondeu.

E, por fim, os restantes 36% são a oposição declarada ou, na visão bolsonarista, os "comunistas", a esquerdalha e os inimigos do Brasil.

Para desgosto e revolta dos bolsonaristas, estamos nesse time da oposição. Então, obviamente, somos alvo preferencial da milícia de fanáticos, lunáticos e adoradores do "mito" por sermos "do contra".

Podem atacar. Faz parte. Mas ser a favor do boçalnarismo não dá, né?

Estamos do lado da democracia, dos princípios republicanos, do estado de direito. Contra fanáticos de direita ou de esquerda, contra ditaduras, contra a censura, contra corruptos, contra quem admite a tortura.

Acreditamos que, em breve, os oposicionistas e eleitores arrependidos de Bolsonaro serão maioria. A política é cíclica e a contagem regressiva para o fim dessa onda obscurantista já começou. Até lá, vamos levando. 

Vejamos outros números da pesquisa:


Confiança em Bolsonaro

O instituto perguntou aos entrevistados se eles confiam no que o presidente diz.

Confiam: 19%
Confiam às vezes: 37%
Nunca confiam: 43%
Não sabe/não respondeu: 1%


Comportamento

O Datafolha perguntou aos entrevistados se o presidente tem comportamento condizente com o cargo. A maioria considera que não.

Sempre se comporta de forma adequada: 14%
Nunca se comporta de forma adequada: 28%
Se comporta adequadamente na maioria das ocasiões: 28%
Se comporta adequadamente na minoria das ocasiões: 25%


Expectativa

Em relação à expectativa com o futuro do governo, 43% esperam que Bolsonaro faça uma gestão ótima ou boa. Em agosto, eram 45%; em julho, 51%, e em abril, 59%.

Outros 32% acreditam que o presidente fará uma administração ruim ou péssima, contra os mesmos 32% em agosto, 24% em julho, e 23% em abril;


Economia

O Datafolha também pediu aos entrevistados que avaliassem o desempenho do governo na área econômica.

Ruim/péssimo: 44% (43% em agosto)
Regular: 29% (35% em agosto)
Ótimo/bom: 25% (20% em agosto)
Não sabe: 2% (2% em agosto)

Sobre a crise econômica que o país atravessa, 5% responderam que já acabou, 37% acham que vai acabar logo e 55% disseram que vai demorar.

Segundo a pesquisa, 43% dos entrevistados acham a situação econômica do país vai melhorar (eram 40% em agosto); 31% entendem que vai ficar como está (os mesmos 31% de agosto); e 24% responderam que vai piorar (eram 26% em agosto).


Combate ao desemprego

A atuação do governo no combate ao desemprego é considerada ruim ou péssima, de acordo com a pesquisa.

Ruim/péssimo: 59% (65% em agosto)
Regular: 24% (21% em agosto)
Ótimo/bom: 16% (13% em agosto)
Não sabe: 1% (1% em agosto)


Atuação do presidente

O Datafolha verificou, ainda, se os entrevistados acreditam que o presidente age ou não como deveria. Veja os percentuais:

Age como deveria: 14% (eram 15% em agosto, 22% em julho, e 27% em abril)
Na maioria das ocasiões age como deveria: 28% (eram 27% em agosto, 28% em julho, e 27% em abril)
Em algumas ocasiões age como deveria: 25% (eram 23% em agosto, 21% em julho, e 20% em abril)
Em nenhuma ocasião age como deveria: 28% (eram 32% em agosto, 25% em julho e 23% em abril)


Principais problemas do país

Os entrevistados elegeram ainda os principais problemas do país:

Saúde: 32%
Educação: 14%
Segurança: 13%
Desemprego: 13%
Corrupção: 8%
Economia: 8%

O levantamento mostra que, para os entrevistados, a imagem do Brasil no exterior melhorou, segundo 31%, piorou para 39%, e é mesma para 25%.


Combate à corrupção

Metade dos entrevistados pelo Datafolha classificou como ruim ou péssimo o combate à corrupção no governo Bolsonaro, segundo a pesquisa:

Ruim/péssimo: 50% (44% em agosto)
Ótimo/bom: 29% (34% em agosto)
Regular: 19% (20% em agosto)
Não sabe: 2% (2% em agosto)


Meio Ambiente

A pesquisa apurou a avaliação dos entrevistados sobre a atuação do governo em relação ao meio ambiente:

Ruim/péssimo: 43% (49% em agosto)
Regular: 32% (28% em agosto)
Ótimo/bom: 23% (21% em agosto)
Não sabe: 3% (2% em agosto)

Outros presidentes

Os percentuais de reprovação (ruim e péssimo) dos últimos presidentes após o primeiro ano de mandato foram os seguintes:

Fernando Collor (1990): 34%
Fernando Henrique Cardoso (1995): 15%
Luiz Inácio Lula da Silva (2003): 15%
Dilma Rousseff (2011): 6%
Bolsonaro (2019): 36%


Os percentuais de aprovação (ótimo e bom) dos últimos presidentes após o primeiro ano de mandato foram os seguintes:

Fernando Collor (1990): 23%
Fernando Henrique Cardoso (1995): 41%
Luiz Inácio Lula da Silva (2003): 42%
Dilma Rousseff (2011): 59%
Bolsonaro (2019): 30%

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

#Cidadania23 reafirma seu compromisso com os movimentos cívicos, enquanto torce e trabalha pela definição da candidatura de Luciano Huck



Na semana em que apresenta seu “Manifesto em Defesa da Liberdade” (leia abaixo), o #Cidadania23, partido oriundo do PPS com a adesão de lideranças e representantes dos mais diversos movimentos cívicos surgidos nos últimos anos como estímulo à renovação da política e ao fortalecimento da democracia, participa ainda de outros dois atos que reafirmam a abertura da legenda e o compromisso firmado com integrantes do Agora, Livres, Acredito, RAPS e RenovaBR.

Neste sábado, 7 de dezembro, acontecem em São Paulo dois eventos simultâneos com a participação de lideranças do partido e dos movimentos. Das 12h30 às 16h30, no Hotel Luz Plaza (Rua Prates, 145, Bom Retiro), alunos e alunas do curso do RenovaBR para potenciais candidatos em 2020 às prefeituras e câmaras municipais dialogam com diversos partidos. Das 14h às 16h, no Hotel Pergamon (Rua Frei Caneca, 80 - Centro), o Cidadania também promove um bate-papo com integrantes dos movimentos.

É notório o trabalho e a torcida, tanto no partido quanto entre os integrantes desses movimentos, para que o empresário e apresentador de TV Luciano Huck confirme a sua candidatura presidencial. A ideia é que ele abrace e ajude a consolidar esses princípios expressos no “Manifesto em Defesa da Liberdade”. É uma aposta declarada do chamado "campo democrático", avesso aos extremos da política, e uma alternativa de peso para quebrar a polarização entre o bolsonarismo e o lulismo.

O Cidadania comemora ainda o apoio público de Luciano Huck à prisão em segunda instância, assunto bastante polêmico e que vem sendo discutido a partir de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) apresentada e defendida pelas bancadas do partido na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Leia mais sobre o Cidadania, os movimentos cívicos e Luciano Huck:

Luciano Huck é a aposta de um novo Brasil

Vai, Luciano Huck! Representa esta nossa geração!

Acredito. Renova Brasil, Agora!

Cinco minutos com Luciano Huck sobre política

Huck encara sucessão de 2022 como ‘maratona’


#Cidadania23: Manifesto em Defesa da Liberdade

O mundo está mudando. A revolução digital e o engajamento de novos atores na dinâmica política atual transformam as relações humanas e o mundo do trabalho. Nesse contexto, surgem novas formas de militância que estão ressignificando a atuação dos partidos e dos movimentos da sociedade civil. E, diante da pluralidade de novas demandas e bandeiras, se faz necessária a reflexão sobre o futuro que queremos para a nossa democracia.

Nós que fazemos o Cidadania entendemos que é necessário ampliar o esforço coletivo em busca do bem comum. Colocamo-nos frontalmente contrários a toda e qualquer medida que vise tolher a atuação dos movimentos cívicos no Brasil. Os partidos que adotam essa postura restritiva, ao nosso ver, não estão entendendo o novo espírito do tempo e servem, nesse caso, a projetos de poder ultrapassados.

Por isso, lançamos este breve manifesto coletivo em defesa da liberdade. O Cidadania recebe esses movimentos de braços abertos, sempre com profundo respeito à autonomia e independência dos movimentos. Da mesma forma, modificamos o nosso próprio estatuto e programa, oferecendo uma importante abertura à participação da sociedade civil. Assim, deixamos claro que estamos preocupados com o fortalecimento da nossa democracia interna, para que a nossa existência permaneça no lugar de vanguarda.

É hora de unir forças para que tenhamos um Brasil mais eficiente e próspero. Um Brasil que esteja em sintonia com a modernidade, para reencontrar o caminho do desenvolvimento político, social e ambiental. Um Brasil que saiba superar os seus problemas históricos com coragem e responsabilidade e que não sirva a projetos personalistas e atrasados. Queremos um País menos aparelhado e burocrático, que possa mudar de vez essa cultura paternalista que ainda define nossa identidade política. Nós sabemos que isso é possível. Porque há muita gente com vontade de fazer diferente, de mãos dadas e apostando em diálogos abertos.

Brasília, 04 de Dezembro de 2019

Roberto Freire
Presidente nacional do Cidadania

Eliziane Gama
Líder do Cidadania no Senado

Daniel Coelho
Líder do Cidadania na Câmara dos Deputados

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

São Paulo: Do voucher na educação ao Dia do Cão

Os vereadores paulistanos aprovaram, com 37 votos favoráveis e 9 contrários, o Programas Mais Creche, que institui o "voucher" (ou vale-dinheiro) na educação infantil paulistana, destinado às famílias com crianças na fila de espera de creches e escolinhas da rede pública e que, portanto, terão seus filhos matriculados em entidades privadas cadastradas e pagas pela Prefeitura.

A Prefeitura se compromete a pagar R$ 727 por criança encaminhada às creches particulares. Hoje são aproximadamente 340 mil crianças matriculadas nos CEIs (Centros de Educação Infantil) da rede pública. Há, porém, um déficit de cerca de 75 mil vagas. Pelo projeto aprovado, poderá ser atendido o equivalente a 10% das vagas abertas, algo próximo a 34 mil vagas.

As demais crianças na fila, que não forem atendidas pelo Programa Mais Creche, poderão entrar em outro novo programa aprovado pelos vereadores nesta quarta-feira, 4 de dezembro, o Bolsa Primeira Infância. Com isso, cada família poderá receber R$ 100 por criança sem creche , desde que atendidos os critérios de vulnerabilidade social.

Plenário Virtual

Na pauta submetida nesta semana ao voto digital dos vereadores, há algumas datas comemorativas inusitadas, intervenções religiosas e uma mistura de doenças a serem lembradas, talvez por inspiração da tendência de associar cada mês a uma cor e doença diferente, como "outubro azul", "novembro rosa" etc.

Assim, estão pautados, por exemplo, o Dia da Conscientização da Síndrome de Edwards, a Semana de Prevenção e Conscientização dos Males Causados pela Endometriose e a Semana de Luta Contra as Hepatites. Há ainda uma Semana da Conscientização de Vagas de Estacionamento para Deficientes.

Na seara evangélica, as propostas são o Dia do Congresso do Fogo de Avivamento para o Brasil e a inclusão, no calendário oficial de eventos da cidade de São Paulo, do Festival Anual da Música Gospel.

As datas inusitadas são o Dia do Dominó, a Semana Municipal do Tchoukball (pronuncia-se chuquibol), que se autodefine como "um esporte coletivo desenvolvido na década de 1960 a partir dos pensamentos de um médico suiço, o Dr. Hermann Brandt, com o objetivo de ser uma ferramenta para trazer felicidade" e, para finalizar, o Dia do Cão.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

De salvador a exterminador do futuro, o papel do Brasil na preservação ambiental e nas conferências climáticas



Na semana em que começa a COP 25, conferência do clima da ONU em Madri, líderes mundiais enfrentam crescente pressão popular - principalmente das gerações mais jovens, por meio da mobilização nas redes sociais - para agir com maior efetividade e responsabilidade no controle do aquecimento global.

O evento que vai até o dia 13 de dezembro e reúne representantes de quase 200 países adotou o slogan "Hora da Ação" ("Time for Action"). Desde 2015, quando foi assinado um grande acordo climático mundial, o Acordo de Paris, as conferências anuais do clima têm se dedicado a estabelecer como colocar em prática medidas para evitar os impactos mais catastróficos do aquecimento global.

A Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, foi o primeiro grande encontro sobre meio ambiente realizado no mundo. Vinte anos depois, ocorreu no Brasil a Cúpula da Terra, megaevento ambiental também conhecido como Eco-92 ou Rio-92. Há dez anos, em 2009, ocorria em Copenhague, na Dinamarca, outra histórica Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. 

Nos primórdios da discussão ambiental, a pauta basicamente se resumia a tratar da preservação da camada de ozônio, conservar a biodiversidade e introduzir a ideia de um modelo de crescimento econômico menos consumista e mais adequado ao equilíbrio ecológico. Ou seja, era o surgimento das teses do desenvolvimento sustentável.

Da ecologia à sustentabilidade, o #ProgramaDiferente mostra o que mudou nesse tempo todo (passado quase meio século da primeira conferência na Suécia, três décadas após a Rio-92 e dez anos depois da COP-15, na Dinamarca). Qual a situação das mudanças climáticas no mundo de hoje? Quais os efeitos e danos à saúde? Como interferem na economia global?

De acordo com a ONU, as emissões de gases causadores do efeito estufa continuam subindo – e não caindo, como deveria ser. Eventos climáticos extremos no mundo inteiro, como enchentes e queimadas, estão ligados ao aquecimento global causado pelo ser humano, conforme demonstram estudos científicos realizados em diferentes países.

Por aqui, após uma sequência de escândalos ambientais, como o aumento das queimadas nas florestas e o derramamento de óleo nas praias do Nordeste, o Brasil do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Ricardo Salles regride a passos largos no contexto da governança sustentável e enfrenta a desconfiança mundial. Assista.

Não é possível que alguém com mais de dois neurônios funcionando ainda se orgulhe de ser bolsonarista

Leonardo Di Caprio bota fogo na floresta.

Os Beatles vieram instaurar o comunismo no mundo.

A Terra é plana.

O rock é satanista.

Elvis Presley foi outro agente infiltrado da União Soviética para derrotar os Estados Unidos e o capitalismo ao destruir a moral da juventude e das famílias.

Saudades do AI-5.

Brilhante Ustra é herói.

A Globo é de esquerda.

Até Hitler era de esquerda. 

O Brasil foi governado mais de 30 anos seguidos por comunistas, até o bolsonarismo nos salvar.

Não é possível que um cidadão minimamente civilizado e com mais de dois neurônios, que eventualmente tenha votado em Jair Bolsonaro por um, digamos, justificado sentimento anti-petista, não esteja arrependido.

Será que esses fanáticos descerebrados não tem nenhuma vergonha de se declararem bolsonaristas?

E, outra, como é possível alguém reunir tanto lunático e imbecil num mesmo governo, em tão pouco tempo?

São os mesmos obscurantistas desmiolados e ideologistas da barbárie que atacam Fernanda Montenegro, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil.

Os mesmos que dizem que não tem corrupção nesse governo. Só tem amigo miliciano e assassino, Queiroz ladrão sumido, acordo para poupar investigação de depósitos suspeitos nas contas dos filhos e da primeira-dama, candidatos laranjas que desviaram recursos públicos na campanha, ministro denunciado, líder de governo investigado, base parlamentar corrupta etc. etc. etc.

Agora deram de proibir até cartazes de filmes clássicos do cinema brasileiro, como O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, e Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha.

Os mesmos ignorantes que se orgulham de dizer que não se informam pela grande imprensa, mas apenas pelos grupos de whatsapp que reúnem idênticos boçais, todos submetidos à lavagem cerebral no padrão olavista.

Aonde um bolsonarista estiver, ficaremos do lado oposto. Assim, a probabilidade de estarmos do lado certo será sempre extraordinária.

#ForaBolsonaro #VergonhaAlheia #DitaduraNuncaMais

Câmara de São Paulo vota abertura de crédito de até R$ 1,2 bilhão em ano eleitoral e reforma administrativa do prefeito Bruno Covas, candidato à reeleição

Volta à pauta da Câmara Municipal de São Paulo, agora em segunda e definitiva votação, o Programa Mais Creche, que institui o "voucher" (ou vale-dinheiro) na educação infantil paulistana, destinado às famílias com crianças na fila de espera de creches e escolinhas da rede pública e que, portanto, terão seus filhos matriculados em entidades privadas cadastradas e pagas pela Prefeitura.

Entre outros temas polêmicos, que vão do orçamento impositivo ao estabelecimento de novas regras para as eleições dos conselhos tutelares (e vem sendo travado na pauta pela bancada evangélica, sempre interessada no aparelhamento desses conselhos), as maiores novidades vem do Executivo, com operações de crédito de até R$ 1,2 bilhão em ano eleitoral e um "plano de reorganização da administração" para, segundo o prefeito Bruno Covas (PSDB), "expandir e melhor qualificar a prestação de serviços públicos aos munícipes".

E o que seria este projeto, afinal, recém encaminhado à Câmara e já pautado em regime de urgência?

A Prefeitura propõe reduzir de 22 para 14 o número de entidades da chamada "administração indireta", bem como promete cortar cargos efetivos e em comissão, ainda sem muito detalhamento. Por outro lado, afirma que pretende "fortalecer o poder regulatório e de indução da administração municipal" com a criação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo, a SP Regula, e da Agência Paulistana de Desenvolvimento e Investimentos, a SP Investe.

A SP Investe deverá acumular as atuais responsabilidades da Agência São Paulo de Desenvolvimento (ADESAMPA) e da São Paulo Negócios (SP Negócios). A SP Regula, por sua vez, será criada para controlar e fiscalizar as concessões de serviços que hoje funcionam em órgãos diversos, como Limpeza Urbana (AMLURB e LIMPURB), Serviço Funerário e Departamento de Iluminação Urbana (ILUME).

Para se ter uma ideia, pelo novo projeto essa autarquia funcionará com uma diretoria colegiada de cinco membros, incluindo um diretor-presidente, e até 800 novos servidores de carreira, sendo 200 analistas de regulação e 600 técnicos em fiscalização, a serem admitidos por concurso público. 

Estão propostas outras mudanças, como a extinção da Fundação Paulistana de Educação, Tecnologia e Cultura, conhecida como Fundação Paulistana, que terá suas funções incorporadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Isso atinge, por exemplo, o Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes e a Escola Técnica de Saúde Pública Professor Makiguti, que serão transferidos respectivamente às pastas do Trabalho e da Cultura.

Também deve ser extinta a Fundação Theatro Municipal de São Paulo, recentemente envolvida em uma série de suspeitas e escândalos, passando suas atividades diretamente à Secretaria da Cultura. Na área da Saúde, será extinta a Autarquia Hospitalar Municipal (AHM). Outros órgãos considerados obsoletos ou já inativos serão formalmente extintos, como a Fundação Museu da Tecnologia de São Paulo e a Autarquia Municipal de Serviços Auxiliares de Saúde. Será extinta ainda a atuante e importante São Paulo Turismo S/A (SPTuris).

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

"Filho meu não morreria aí". Ufa, que alívio!

Ontem perguntamos que tipo de verme comemora os nove jovens mortos em ação da PM no baile da Favela de Paraisópolis?

Tivemos uma amostra bastante simbólica e significativa nos comentários postados aqui. É de embrulhar o estômago.

Indiferença, ódio, preconceito, intolerância, racismo, hipocrisia, autoritarismo, desumanidade. Vimos um pouco de tudo. Sinal dos tempos. Um horror!

Pois estes são os "bandidos", os "drogados", os "vagabundos" e a "prostituta" que parte dessa nossa sociedade podre e doente celebrou a morte. Nove mortes, pouco entre mais de cinco mil. Quase o "efeito colateral" de uma necessária e reivindicada ação para acabar com o incômodo dos pancadões, essas festas barulhentas que reúnem música ruim, álcool, bebida, sexo, sujeira e seres indesejáveis por "gente de bem".

"Meus filhos nunca estariam ali!". Portanto, como foram os filhos dos outros que morreram pisoteados após a ação desastrada da PM, para alguns não cabe nenhuma empatia. "Eles não deviam estar lá. Se estavam, sabiam do risco que corriam".

Ora, porque famílias de bem obviamente controlam seus adolescentes. Jamais "filho meu" faria uma coisa errada. Nunca que ele estaria de madrugada numa festa estranha com gente esquisita. Tá certo. Tem pai que é cego, mesmo. Ou gosta de se iludir. Faz parte.

Entre os "vagabundos" que tiveram a vida ceifada aos 14, 16, 18, 20 anos, tínhamos estudantes, jovens aprendizes, um ajudante de oficina, um ajudante de tapeçaria, um atendente de telemarketing, outro que vendia produtos de limpeza.

Limpeza. Essa talvez seja a palavra mais apropriada. Ninguém quer ver tanta sujeita na porta de casa. É compreensível.

Os nove jovens gostavam de música, de festas, de jogos eletrônicos. Sonhavam ser médicos, advogados, professores, jogadores de futebol. Acabou.

Foram pisoteados por gente pobre e indesejada como eles mesmos, num espaço público que não pode ser ocupado pela sujeira de uma juventude incômoda e barulhenta. Espaço muitas vezes ocupado de forma irregular, mas que o poder público deve manter sempre limpo, silencioso e seguro, para tranquilidade das famílias de bem. Amém!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Que tipo de verme comemora os nove jovens mortos em ação da PM no baile da Favela de Paraisópolis?

Para quem não sabe, a favela de Paraisópolis fica encravada no bairro do Morumbi, sinônimo da riqueza paulistana, proximidade que gerou esta foto que é uma das mais emblemáticas já vistas da desigualdade dessa metrópole.

Agora, se não bastasse a miséria e a tristeza da notícia dos nove jovens mortos pisoteados em ação da polícia num "pancadão", o famoso Baile da 17, festa que reunia mais de 5 mil pessoas nas ruas da favela, o mais chocante é ter que ler nas redes sociais muita gente (se é que podemos chamar isso de gente) comemorando a tragédia.

Barulho, sujeira, bebidas e o uso de drogas seriam justificativas aceitáveis para as mortes. "Morreu foi pouco", diz um. "Lá ninguém é bonzinho, só tem drogado e prostituta", diz outra.

Tanto faz se os mortos tem 14, 16, 18, 20 anos.

Poderiam ser meus filhos ou seus? Não, nunca!

"É tudo bandido! Se morreram foi porque eles não estavam em casa com a família".

"Em vez do baile funk, porque não frequentam uma igreja?".

Meu Deus! Que tipo de sociedade é essa que construímos?

Por que as mortes de nove pessoas numa favela (a maioria - não por acaso - com sobrenomes Silva ou Santos) não causam a mesma comoção social de outras mortes em bairros mais nobres?

Por que a repressão da polícia ao barulho, ao álcool e às drogas é relativizada numa festa de favelados e seria inadmissível em qualquer megaevento numa arena ou em alguma casa de shows frequentada por gente descolada das classes média ou alta?

Quem, afinal, pode apanhar ou ser morto pela polícia e quem deve ser protegido?

domingo, 1 de dezembro de 2019

O rascunho virtual de um balanço do Brasil e do mundo em 2019 sob o ponto de vista do bolsonarismo raiz

Num ano em que a realidade parece mais inverossímil que a ficção, é muito difícil fazer um balanço minimamente isento ou imparcial deste 2019.

Há, aqui e ali, quem tente racionalizar e traduzir ao que resta da civilização em meio à barbárie os acontecimentos no Brasil e no mundo.

Eu jamais teria esta pretensão. Nem capacidade. Por isso, abandonei de vez essa tentativa insana e vou descrever sob efeito dos filtros virtuais e ideológicos da atualidade o nosso mundo real.

O cinema, por exemplo, linguagem universal, tentou mandar seus recados em 2019 por meio de imagens e roteiros provocativos. Entende quem quer, se quer, como quer e, suprema liberdade, até mesmo o que bem entender.

Uma sequência de filmes bastante emblemáticos - como o brasileiro Bacurau, o norte-americano Coringa, o argentino A Odisséia dos Tontos e o coreano Parasita - parece tentar nos comunicar algo nessa espécie de código imagético com mensagens cifradas. São partes de um todo. Jogos de encaixar.

A arte imita a vida ou a vida imita a arte? Tanto faz. Como disse lá em cima, eu desisti de refletir com imparcialidade sobre os acontecimentos do Brasil e do mundo real. Entreguei os pontos. Ao menos neste rascunho do balanço sobre 2019, vou me deixar levar pelo pensamento dominante, pela visão pragmática da maioria. Eles venceram. Aos perdedores, resta aceitar esta nova realidade. Quem não estiver contente, que vá pra Cuba ou pra Venezuela. Chupa, isentão!

Arte, Cinema... Blargh! Essa Cultura é toda dominada por comunistas infiltrados! A indústria hollywoodiana é uma máquina da destruição da família! Não é à toa que o Leonardo Di Caprio está financiando o fogo nas nossas florestas! Dinheiro sujo dessas organizações internacionais que inventaram essas histórias de mudanças climáticas. O Trump precisa nos ajudar nessa!

Chegou a hora de denunciar esses criminosos que posam de bons moços e artistas de respeito, daqui e de fora. Fernanda Montenegro, Caetano Veloso, Chico Buarque, Mark Ruffalo, Morgan Freeman... bom, esse não me angana desde que foi o Todo Poderoso (ainda por cima negro, para afrontar a Bíblia e nosso Deus verdadeiro com esse discurso anti-racista!).

Agora quem manda é a direita conservadora, o cidadão de bem, a tradicional família brasileira pelo resgate da moral e dos bons costumes sob influência dos incontestáveis ensinamentos cristãos. Vou resumir tudo isso sob o ponto de vista bolsonarista - embora reconheça que há várias outras ramificações e influências, do olavismo ao fundamentalismo religioso, dos terraplanistas aos armamentistas e nostálgicos da ditadura. Mas o bolsonarismo é, hoje, o Esperanto dessa gente.

Então, vamos lá! Filtro instalado, sem mimimi esquerdista (Fora esquerdalha!), após mais de 30 anos de governos comunistas no Brasil, enfim este primeiro ano do presidente Jair Bolsonaro veio resgatar o Brasil de verdade para o nosso povo. Chega de ditadura gayzista, de imprensa manipulada (Abaixo a Rede Globo! Basta de Folha de S. Paulo!), eis que o whatsapp nos trouxe a verdade dos fatos e a informação livre!

Finalmente alguém teve coragem de dizer tudo aquilo que sempre tivemos vontade de berrar ao mundo e que estava entalado na nossa garganta. Demorou mas chegou a nossa vez! Fora corruptos! Pelo fechamento do Congresso, queremos cadeia para deputados e senadores de esquerda! Pelo fim desse antro de mafiosos que é o Supremo Tribunal Federal, dominado pelo Foro de São Paulo! Impeachment para todos os juízes nomeados por FHC, Lula e Dilma. Não precisamos de tribunais de cartas marcadas!

Pela primeira vez, desde o movimento de 1964 que salvou o Brasil dos guerrilheiros comunistas (obrigado, militares!), podemos nos reunir com liberdade para dizer o que pensamos. Viva o nosso capitão! Bolsonaro é mito! É #B38 até 2026! Ninguém mais vai calar a nossa voz com esse blablablá de justiça e democracia para meia dúzia de privilegiados. A nossa bandeira nunca será vermelha! Volta AI-5! Viva Brilhante Ustra!

Agradecemos primeiro a Deus e em seguida à família Bolsonaro, o pai e os filhos, com seu exército de eleitores e seguidores leais, anjos iluminados. Dudu, Carluxo, Flavinho, Michelle Bolsonaro, Damares Alves, Abraham Weintraub, Ernesto Araujo, Ricardo Salles, Onyx Lorenzoni, Luciano Hang, Edir Macedo, Silas Malafaia, Sergio Moro. Homens de Deus pela nossa liberdade! Soldados da Pátria que nos orgulham!

Pelo direito de andarmos armados (você não pode ver, mas estou fazendo arminha com os dedos da mão esquerda enquanto escrevo esse texto com a direita), contra qualquer ativismo político, social, cultural, ambiental. Contra a ideologia de gênero! Pela escola sem partido! Fora feministas, ambientalistas, abortistas. Pelo fim das ONGs, da grande imprensa e dos partidos de esquerda e de centro! Lula tá preso, babaca! (não está, mas vai ser preso de novo!)

O Brasil precisa de um partido único, de direita legítima, raiz, liberal na economia e conservador nos costumes: nada de 17, mudamos, isso é passado! O PSL tá dominado pelos traidores! O 17 agora é o Lula, 17 anos de cadeia! (kkkkk) O nosso partido é o 38, três-oitão, é Aliança Pelo Brasil! (parei de fazer arminha e fiz agora coraçãozinho com as duas mãos). Ihaaaaaaa!!!!!

Que venha 2020.

Mauricio Huertas é jornalista, líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do #Suprapartidário, idealizador do #CâmaraMan e apresentador do #ProgramaDiferente.

sábado, 30 de novembro de 2019

Editorial da Folha desnuda o autoritarismo de Jair Bolsonaro, a mais recente fraquejada da democracia

Para desespero dos lunáticos e fanáticos extremistas e nostálgicos da ditadura, o editorial deste sábado do jornal Folha de S. Paulo coloca o dedo na ferida do bolsonarismo e desnuda a excrescência que é o governo de Jair Bolsonaro, o meme que se elegeu presidente.

Nosso apoio integral e irrestrito ao texto, na defesa intransigente da democracia, dos princípios republicanos, do estado de direito e das liberdades individuais e coletivas.

FANTASIA DE IMPERADOR

Bolsonaro é incapaz de compreender a impessoalidade da administração republicana

Jair Bolsonaro não entende nem nunca entenderá os limites que a República impõe ao exercício da Presidência. Trata-se de uma personalidade que combina leviandade e autoritarismo.

Será preciso então que as regras do Estado democrático de Direito lhe sejam impingidas de fora para dentro, como os limites que se dão a uma criança. Porque ele não se contém, terá de ser contido —pelas instituições da República, pelo sistema de freios e contrapesos que, até agora, tem funcionado na jovem democracia brasileira.

O Palácio do Planalto não é uma extensão da casa na Barra da Tijuca que o presidente mantém no Rio de Janeiro. Nem os seus vizinhos na praça dos Três Poderes são os daquele condomínio.

A sua caneta não pode tudo. Ela não impede que seus filhos sejam investigados por deslavada confusão entre o que é público e o que é privado. Não transforma o filho, arauto da ditadura, em embaixador nos Estados Unidos.

Sua caneta não tem o dom de transmitir aos cidadãos os caprichos da sua vontade e de seus desejos primitivos. O império dos sentidos não preside a vida republicana.

Quando a Constituição afirma que a legalidade, a impessoalidade e a moralidade governam a administração pública, não se trata de palavras lançadas ao vento numa “live” de rede social.

A Carta equivale a uma ordem do general à sua tropa. Quem não cumpre deve ser punido. Descumpri-la é, por exemplo, afastar o fiscal que lhe aplicou uma multa. Retaliar a imprensa crítica por meio de medidas provisórias.

Ou consignar em ato de ofício da Presidência a discriminação a um meio de comunicação, como na licitação que tirou a Folha das compras de serviços do governo federal publicada na última quinta (28).

Igualmente, incitar um boicote contra anunciantes deste jornal, como sugeriu Bolsonaro nesta sexta-feira (29), escancara abuso de poder político.

A questão não é pecuniária, mas de princípios. O governo planeja cancelar dezenas de assinaturas de uma publicação com 327.959 delas, segundo os últimos dados auditados. Anunciam na Folha cerca de 5.000 empresas, e o jornal terá terminado o ano de 2019 com quase todos os setores da economia representados em suas plataformas.

Prestes a completar cem anos, este jornal tem de lidar, mais uma vez, com um presidente fantasiado de imperador. Encara a tarefa com um misto de lamento e otimismo.

Lamento pelo amesquinhamento dos valores da República que esse ocupante circunstancial da Presidência patrocina. Otimismo pela convicção de que o futuro do Brasil é maior do que a figura que neste momento o governa.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Hoje é chique ser brega no #ProgramaDiferente



O maravilhoso mundo da música brega no #ProgramaDiferente.

O que é brega? O que é chique?

Por que cantores românticos, de diferentes estilos e gerações, como Reginaldo Rossi, Waldick Soriano, Odair José, Nelson Gonçalves, Falcão, Ovelha, Sidney MagalNelson Ned, Wando, Agnaldo Timóteo e Cauby Peixoto, entre outros, são ídolos tão populares, atemporais e fazem tanto sucesso?

Artistas execrados pela crítica mas adorados pelo público ao explorar a dor de cotovelo e desafiar até a ditadura e a censura. Assista.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Prisão dos brigadistas do Pará é um escândalo

Mais grave que qualquer declaração deste governo pregando algo como o AI-5 é o que pode estar ocorrendo por trás da prisão dos quatro jovens brigadistas do Pará.

Se comprovado que a polícia forjou provas a partir de trechos de conversas grampeadas, vai ser mais um escândalo mundial. Um absurdo repugnante!

Será que tudo isso é apenas para justificar o ódio do bolsonarismo contra o ativismo social, político, cultural e ambiental, o estado de direito e a democracia? Será que alguém está querendo criar outra situação para incriminar ONGs e ativistas, agora no episódio dos incêndios na floresta, como já tentaram no caso do vazamento do óleo nas praias do Nordeste?

Que vergonha alheia, meu Deus! Aonde o Brasil vai chegar nas mãos desses lunáticos, covardes, levianos e irresponsáveis?

Entenda os fatos aqui:

Inquérito contra brigadistas presos reúne grampos sem evidência de crime

Investigação federal apontava envolvimento de grileiros, e não de brigadistas, no incêndio em Alter do Chão

Ministério Público no Pará requisita inquérito que acusa brigadistas por incêndio

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Nem Bolsonaro, nem Lula, nem Centrão. Como faz?

Se eu critico Bolsonaro, sou acusado de ser petista, esquerdista, comunista, defensor de corrupto. Se eu critico Lula e o PT, sou tachado de bolsonarista, direitista, antipetista, conservador, retrógrado. Se eu me oponho a ambos ao mesmo tempo, sou rotulado de isentão, alienado, tucano ou jogado no balaio do velho Centrão - e ainda me mandam sair de cima do muro. Mas, e se eu não me identifico com nenhuma dessas três vias tradicionais, como faz?

Pior que a polarização habitual, uma divisão pura e simples da política em bolhas ideológicas de direita e de esquerda, é a polarização burra e idiotizada que toma conta do Brasil (e das redes sociais). Nos dois extremos há intolerância, ignorância, ódio, preconceito e aversão à democracia. Mas o centro também não está isento de todos esses defeitos, somados ao oportunismo, ao fisiologismo e à hipocrisia típica desses políticos e partidos que vivem leiloando apoio ao governo da ocasião.

Defender uma solução política fora dos extremos, uma saída equidistante da confrontação entre direita e esquerda, alheia às torcidas pró-Lula ou pró-Bolsonaro, com mais diálogo, racionalidade, responsabilidade, convergência e total respeito ao estado democrático de direito, não me iguala à massa amorfa e fisiológica do Centrão. (Por favor, me inclua fora dessa!)

Afinal, o que me afasta de partidos como o PSL ou a Aliança pelo Brasil, de um lado, e do PT, do PSOL ou do PCdoB, no lado oposto, também não me aproxima de PP, DEM, PSD, Solidariedade, PTB, PL e outras tantas legendas que transitam pelo poder desde a chegada do Cabral (do navegador, Pedro Álvares, ao Sérgio, ex-governador condenado e preso).

Até porque essa balança político-ideológica no Brasil (e no mundo) pende para os dois lados, alternando de tempos em tempos. Os movimentos entre liberais e conservadores, entre progressistas e reacionários, são cíclicos. O eleitorado é volúvel. A maioria é relativa, eventual, pontual, passageira.

Não parece à toa que assistimos a constante inversão de papéis entre governo e oposição. Basta notar como aqui no Brasil já predominaram forças distintas, todas com amplo apoio popular: da ditadura militar ao movimento das diretas; de Sarney a Collor; de FHC a Lula; de Dilma a Bolsonaro. Todos já surfaram na onda da popularidade, viveram seu auge e o declínio. Até chegar a vez do próximo. A fila anda.

Bolsonaro é a bola da vez. Que o fim vai chegar, é inevitável (graças a Deus!). O que não sabemos é quanto vai durar esse ciclo retrógrado (e o tamanho do estrago). Que resultados terá o bolsonarismo nas eleições de 2020? E em qual situação chegará Bolsonaro para a reeleição em 2022 (se chegar)? Quem será seu principal oponente à esquerda? E como vai se recompor o tal centro democrático?

A vantagem do surgimento dessa Aliança pelo Brasil, aberração populista, fundamentalista e autoritária desses nossos tristes tempos, é o filtro natural que instala na política ao reunir sob a nova legenda grande parte dos lunáticos e inimigos da democracia. Isso é bom: o carimbo na testa, que não deixa dúvidas.

Do lado inverso está a tentativa insana de manter o monopólio da esquerda em torno de Lula, avesso à autocrítica e incapaz de reconhecer todos os erros que levaram à ojeriza ao PT e consequentemente à eleição de um inepto, irresponsável, desqualificado e boçal direitista, o meme que virou presidente. Resultado: estão preservados os dois polos que apostam na repetição do "nós x eles".

O bolsonarismo e o lulismo são fenômenos que se retroalimentam. A relação é simbiótica, interdependente. Um mito só sobrevive se o outro for o seu antagonista. Daí que essa polarização burra e idiotizada une para sempre Lula e Bolsonaro, bem como arrasta e mantém seus exércitos e milícias de fanáticos e lunáticos nas redes, nas ruas e nas urnas.

Qualquer tentativa de quebra dessa polarização será atacada igualmente por lulistas e bolsonaristas. Em 2018 funcionou: eles simplesmente aniquilaram qualquer opção de alternativa aos dois extremos. As candidaturas de Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Alckmin, Álvaro Dias, Henrique Meirelles e João Amoedo foram trucidadas. Outras cogitadas, como as de Joaquim Barbosa, João Doria e Luciano Huck, nem foram adiante.

Agora o movimento se repete: Doria e Huck, principalmente, despontam como possíveis candidatos do centro, que tenta se realinhar. Nomes como Ciro, Marina e Barbosa serão sempre lembrados. Ainda no topo de todas as pesquisas aparece Sérgio Moro, que enfim precisa definir se passará à história como herói da Lava Jato ou serviçal do bolsonarismo. São as peças colocadas hoje no tabuleiro eleitoral. Isso dá jogo? Qual o seu lado?

Mauricio Huertas é jornalista, líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do #Suprapartidário, idealizador do #CâmaraMan e apresentador do #ProgramaDiferente.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

"Dossiê 2020": Luciano Rezende no #Suprapartidário

O #Suprapartidário dá continuidade a uma série de entrevistas sobre o atual momento do Brasil e as perspectivas para 2020.

Reunimos personalidades da política e da sociedade, dos mais variados partidos e das mais diversas tendências, para responder a uma sequência idêntica de cinco perguntas.

O #Dossiê2020 já apresentou entrevistas com Eduardo JorgeSoninha Francine e Gilberto Natalini. Hoje é a vez do prefeito de Vitória, a capital do Espírito Santo, Luciano Rezende.

Nascido em Cachoeiro de Itapemirim, município famoso por ser a terra natal do cantor Roberto Carlos, o prefeito capixaba Luciano Santos Rezende está no seu segundo mandato (portanto, já reeleito uma vez, não pode ser candidato novamente nas eleições de 2020).

Filho de uma professora de escola pública e de um sapateiro, foi atleta campeão brasileiro e sul-americano de Remo e é médico formado pela Universidade Federal do Espírito Santo com Pós-graduação em Medicina Esportiva na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Em Vitória, atuou como médico da Prefeitura. Foi vereador por quatro mandatos (1995 a 2008), secretário municipal de Educação e de Saúde, secretário estadual de Esporte e Lazer e deputado estadual (2010 a 2012). Foi eleito prefeito de Vitória em 2012 e reeleito em 2016 pelo PPS (que desde março deste ano se tornou o #Cidadania23).

Faz da "gestão compartilhada" a marca da sua administração transformadora e reconhecida nacionalmente. A Educação e a Saúde de Vitória, por exemplo, foram eleitas as melhores do país no Ranking Cidades Inteligentes, pela Revista Exame/Urban System. Ainda no mesmo ranking, Vitória conquistou o primeiro lugar geral entre cidades até 500 mil habitantes na categoria Cidade Inteligente e Humana.

Já o Instituto Ethos, de São Paulo, elegeu sua gestão como a mais transparente entre as capitais do Brasil. A Folha de São Paulo divulgou o Ranking de Eficiência dos Municípios, onde Vitória também ficou em primeiro lugar entre as prefeituras que entregam mais Saúde, Educação e Saneamento com menos recursos.

Entre outras conquistas, Vitória se tornou uma das capitais mais seguras do país. A cidade registrou queda expressiva nos números de homicídios e ocorrências envolvendo uso e tráfico de drogas. O Cerco Inteligente de Segurança da Prefeitura de Vitória, que é a identificação de veículos por meio de câmeras, foi premiado como iniciativa inovadora para modernizar as cidades no Smart City Business Brazil Congress & Expo 2019, um dos principais eventos de negócios para cidades inteligentes.

O prefeito Luciano Rezende destaca que tem buscado mecanismos na área de tecnologia para prestar serviços e fazer com que Vitória tenha verdadeiramente uma gestão representativa e emblemática do século 21. "Além de horizontal e compartilhado, o governo precisa também ser RETO (Rápido, Eficiente, Transparente e Online)”, afirma.

"Assim, uma cidade inteligente faz mais com menos, faz melhor, faz para quem mais precisa e se torna uma cidade mais justa, mais humana e mais feliz. Atualmente, oferecemos cada vez mais serviços online aos moradores e trabalhamos para que todos esses serviços estejam na palma da mão".

Cerco Inteligente de Segurança, agendamento online das consultas médicas e para os Centros de Referência em Assistência Social (CRAS), avaliação da alimentação escolar e dos serviços de saúde, confirmação das consultas agendadas para otimizar a oferta de vagas (Confirma Vitória), Botão do Pânico e Procon Online, entre outros, são alguns dos serviços inovadores instituídos na sua gestão.

1) Que momento é esse que o Brasil vive? A democracia corre riscos? Como fazer política diante de tamanho descrédito da população nos partidos e nas instituições?

O Brasil vive um momento que acompanha uma tendência mundial de diminuição da solidariedade, aumento da intolerância, discursos de solução mágica pra situações complexas, populismo, nacionalismo, a estupidez na moda... Essa é uma tendência, como se vê, acontecendo no mundo inteiro.

Porém, a democracia brasileira tem, na minha opinião, instituições e massa crítica da sociedade que fazem com que ela possa sobreviver a esse momento difícil que a gente observa em vários países do mundo.

É muito importante que os agentes políticos entendam que a população precisa de resultados. Pouco importa se o gestor é de esquerda, de direita, de cima, de baixo, ou de banda, ela quer saber se os seus desafios do dia-a-dia estão sendo resolvidos.

Aqui em Vitória a gente desenvolve a tese do governo RETO (Rápido, Eficiente, Transparente e Online) pra que a gente possa atender as demandas da população e fazer com que a crença na política possa voltar a ficar forte diante de resultados melhores apresentados por quem faz gestão pública.

2) Como enfrentar a atual polarização nas urnas, nas redes e nas ruas? O que propor e como vencer o ódio, o preconceito, a intolerância e as fake news?

Bom! Primeiro, o que é errado agora, era errado antes e será errado depois. O preconceito, a intolerância, o ódio, devem ser enfrentados, não com mais ódio, mais intolerância, mais preconceito, mas com argumentação e com coragem pra poder enfrentar o senso comum, o caminho mais simples, o caminho mais fácil, que às vezes se coloca e às vezes é muito difícil defender o que é correto quando se tem uma massa irritada, frustrada, mas é preciso que a gente faça esse enfrentamento.

As fake news não são um fenômeno novo. Elas não surgiram com as redes sociais. Elas ganharam um novo formato com as redes sociais, mas a mentira, a desinformação, a distorção de fatos sempre existiram e o agente político tem que ter coerência, tem que ter nas suas atitudes conexão com o seu discurso e enfrentar, como eu falei, com a argumentação sólida essas situações que se colocam.

3) Que situação teremos nas eleições municipais de 2020? Que tipo de diálogo e de composição na política e na sociedade são necessários para garantirmos a eleição de alguém digno para a Prefeitura e para a Câmara Municipal? Existe uma receita?

As eleições de 2020 são eleições municipais. O foco será no poder local. Portanto, apresentar candidatos que possam dialogar com a comunidade, enfrentando os desafios daquela comunidade vai ser fundamental. Tentar nacionalizar o debate pode não dar em nada, porque o que o cidadão quer é escolher o seu prefeito, que é um síndico da sua comunidade - e também os vereadores.

Isso tem que ser levado em consideração para que a gente possa dialogar com a comunidade dentro da expectativa dela, e não fazer um debate nacional no momento em que a escolha é local. É lógico que as coisas têm relação, mas precisa ter o foco no poder local e nos desafios locais.

4) Sendo uma pessoa influente e exercendo incontestável liderança, seu nome sempre é lembrado como opção para as eleições. Qual o seu projeto e as suas expectativas para 2020 e para 2022?

Eu digo aqui em Vitória que eu sou candidato, nesse momento, somente a cuidar de Vitória, a continuar cuidando de Vitória com muito carinho. O meu desejo é que a cidade de Vitória escolha um prefeito responsável, honesto, capaz de liderar essa cidade.

Vou trabalhar muito pra enfrentar as ameaças que estão surgindo no horizonte da cidade, para que a gente possa deixá-la em boas mãos. E tenho a intenção de continuar sendo bem avaliado. A última pesquisa feita agora nas capitais pelo Instituto Paraná nos deu 63,7% de aprovação e a nossa intenção é aumentar essa aprovação, até pra poder ter mais credibilidade pra poder apoiar algum candidato na eleição de 2020.

5) Que legado você, particularmente, gostaria de deixar para as futuras gerações com a sua trajetória e história política?

O legado já está colocado. Vitória se modernizou e se transformou numa cidade inovadora, com gestão fiscal exemplar e responsável. Tivemos ações que mudaram a forma de prestar serviço público. A cidade está toda conectada e online, se tornou a cidade inteligente.

Os serviços da Prefeitura estão cada vez mais online, dispensando filas, sofrimento físico em repartições. A Prefeitura de Vitória facilitou a vida de quem empreende se tornando a melhor capital pra se empreender no país, segundo a revista Exame. Os fiscais em Vitória não recebem por multa aplicada, só recebem quando cooperam com o empreendedor. Isso é revolucionário e será um caminho que o Brasil todo vai ter que seguir.

A mobilidade na cidade foi toda modernizada. Nós demos prioridade ao transporte coletivo, às bicicletas, calçadas cidadãs, colocamos estacionamentos rotativos em toda a cidade pra acabar com a rua sendo privatizada por quem utilizava a rua como garagem... Enfim, e uma gestão fiscal séria, honesta, transparente, que marca a nossa gestão. É uma gestão que ficará marcada com uma gestão inovadora, séria, e que transformou a cidade de Vitória. Inclusive, colocou a cidade de Vitória como um dos pólos de destinos turísticos mais importantes do país.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

#Cidadania23: ponto para a civilização contra a barbárie



Verdade seja dita: se há um partido que tem a qualidade de se posicionar claramente contra abusos autoritários e desvios antidemocráticos, condenando igualmente ditaduras de direita e de esquerda, bem como repudiando atos que atentem contra as liberdades e os direitos individuais e coletivos, este é o #Cidadania23.

Se não bastasse todo o seu histórico nas lutas pela redemocratização no Brasil, este partido presidido por Roberto Freire, cada vez mais aberto aos movimentos cívicos e escorado por militantes e parlamentares combativos e atuantes, dá mostras cotidianas do seu compromisso com a democracia e o estado de direito.

Dois exemplos concretos se deram nesta semana com o repúdio imediato a dois deputados bolsonaristas em atitudes absolutamente condenáveis: um que rasgou uma obra em exposição contra o racismo na Câmara dos Deputados e outro que pretendia realizar homenagem ao ditador chileno Augusto Pinochet na Assembleia Legislativa de São Paulo.

A civilização vai vencer a barbárie. A resposta da sociedade aos excessos abomináveis dessa escória que se elegeu em torno do meme que virou presidente nos dá um alento e forças para continuar acreditando na boa política. O #Suprapartidário segue firme e alerta nessa trincheira da resistência contra lunáticos e reacionários.

Além da nota pública divulgada pelo Cidadania, que é um bálsamo democrático em tempos de tanto retrocesso político (leia abaixo), foi a ação do presidente municipal do partido pelo whatsapp, Carlos Fernandes, que mobilizou o governador João Doria (PSDB), em viagem à Califórnia, para se posicionar rapidamente contra o ato na Assembleia paulista.

Também merecem registro postagens e pronunciamentos emblemáticos de lideranças deste partido, como o próprio Roberto Freire, o deputado federal Arnaldo Jardim, presidente do diretório estadual de São Paulo, e os vereadores paulistanos Soninha Francine e Claudio Fonseca, em franca oposição ao "boçalnarismo" vigente. Assista.


Veja a nota do Cidadania:

Ao povo de São Paulo

Como presidente do diretório estadual do Cidadania em São Paulo, venho a público repudiar com veemência a proposta feita por um parlamentar para que a Assembleia Legislativa paulista realize sessão de homenagem ao ex-ditador Augusto Pinochet.

É absurda a solicitação de homenagem póstuma ao ex-ditador que impôs ao Chile uma ditadura sanguinária. No período em que governou o país, mais de 200 mil pessoas foram para o exílio. Milhares de mortes ocorreram em decorrência da truculência do regime.

A Assembleia de São Paulo, por sua tradição democrática, não deve compactuar com aquilo que a história repudia como um dos mais criminosos ditadores da América Latina. Na Casa Legislativa são homenageadas pessoas que têm alguma relação com o estado e que prestaram grandes serviços à sociedade. Apelamos aos parlamentares para que deixem de realizar a referida sessão, sob o risco de Assembleia passar para a história como benevolente com atos ditatoriais ocorridos no Chile.

Acrescento que o legislativo paulista tem valores democráticos que não coadunam com tais atrocidades praticadas pelo torturador Augusto Pinochet.

A vontade de uma pessoa não pode se confundir com a vontade do povo de São Paulo. Nesse sentido, é preciso urgentemente cancelar tal homenagem.

Brasília, 20 de novembro de 2019

Arnaldo Jardim
Deputado federal e presidente estadual do Cidadania de São Paulo

O uruguaio Pepe Mujica no #ProgramaDiferente



Há 10 anos, José Alberto Mujica Cordano, conhecido popularmente como Pepe Mujica, era eleito presidente do Uruguai pela coalizão de esquerda Frente Ampla. Governou o país de 2010 a 2015. Agora, aos 84 anos, acaba de se eleger novamente Senador.

No ano passado ele havia renunciado ao cargo no Senado, quando justificou que "estava cansado da longa viagem" e se afastaria "antes de morrer de velho".

Ao decidir retornar à política, Mujica foi candidato pelo Movimiento de Participación Popular (MPP), que faz parte da Frente Ampla, há 15 anos no poder. O partido disputa a Presidência do Uruguai com Daniel Martínez contra o candidato de direita Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional. A eleição ocorre neste domingo, dia 24 de novembro.

Agricultor e ativista político, ele teve importante papel no combate à ditadura militar no Uruguai. Passou 14 anos na prisão, de onde só saiu com a redemocratização do país, em 1985. Mas, afinal, como ele virou o queridinho da esquerda mundial? Quem é Pepe Mujica, o que ele pensa e o que pensam dele? Assista.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Para diminuir falta de vagas, Câmara de São Paulo começa a discutir "voucher" na educação infantil

A pedido do prefeito Bruno Covas (PSDB), entra na pauta do dia da Câmara Municipal de São Paulo, para discussão em primeira votação, o Projeto de Lei 754/2019, que cria o "Programa Mais Creche", ou oferece o chamado "voucher" (vale-dinheiro) para tentar diminuir a fila de crianças à espera de vagas na rede de educação infantil.

O valor máximo da mensalidade será de R$ 727 por criança. A justificativa do projeto é garantir a matrícula e permanência de crianças de até três anos de idade que não estejam atendidas nas creches e escolas de educação infantil da rede pública por falta de vagas.

Assim, em vez de aguardar a construção de novas creches ou o convênio com outras existentes, a Prefeitura fará o pagamento individual por criança na rede particular, "em caráter provisório e emergencial", para instituições de ensino que sejam definidas nos seguintes critérios: "sem fins lucrativos, comunitárias, confessionais ou filantrópicas".

O projeto prevê ainda que essa situação temporária de "vulnerabilidade socioeconômica, as condicionantes atreladas ao recebimento do benefício e as prioridades de atendimento" serão estabelecidas por meio de decreto do Executivo, posterior à sanção da lei.

Está definido um limite máximo de 10% do total de matrículas da rede municipal para os novos beneficiários do Programa Mais Creches. Hoje, isso representaria 33 mil crianças (para um déficit estimado de 70 mil vagas). O custo da Prefeitura com essas mensalidades seria de R$ 296 milhões por ano pagos às instituições particulares.

A vantagem, segundo os defensores do projeto, é o atendimento pontual aonde estão faltando vagas. Por exemplo, em bairros onde uma quantidade ínfima de crianças esteja sem atendimento da rede pública, o que não justificaria a implantação de novas creches ou escolas, a solução seria imediata.

Os críticos da iniciativa, por outro lado, acusam uma tentativa disfarçada de privatização do ensino infantil e um descontrole sobre a qualidade e a uniformidade dos serviços prestados, inclusive na alimentação fornecida e nos materiais utilizados. Alguns questionam também a constitucionalidade do projeto.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Dia da Consciência Negra no #ProgramaDiferente



No Dia da Consciência Negra, o #ProgramaDiferente valoriza a igualdade entre as pessoas e o combate ao racismo e ao preconceito, ao reafirmar a história e a identidade da população negra, além de explicar a importância deste 20 de novembro dedicado à reflexão e à luta pela inclusão social, econômica e cultural.

O papel simbólico e didático de Zumbi dos Palmares, morto em 1695, como herói negro e ícone da libertação de todos os oprimidos. O fim da escravidão no Brasil, que foi o país que mais recebeu escravos no mundo e foi também o último das Américas a abolir o sistema escravagista, e a configuração de uma sociedade que discrimina e marginaliza grande parte do seu próprio povo. Assista.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Semana curta pelo feriado de Zumbi tem em pauta na Câmara Municipal conselhos tutelares tutelados, homenagem a Marielle Franco e retorno de projeto que ficou pendente por expor favorecimento político

Em uma semana curta por causa do feriado da Consciência Negra nesta quarta-feira, 20 de novembro, a Câmara Municipal de São Paulo pode votar hoje (terça, dia 19) novas CPIs. Temas propostos não faltam. O que não se encontrou ainda foi um consenso.

A pauta da sessão extraordinária segue basicamente com os itens restantes das últimas semanas, com projetos de vereadores e o 1º item que trata do funcionamento dos Conselhos Tutelares. O assunto pode travar a pauta, já que os vereadores da bancada evangélica parecem interessadíssimos em (trocadilhos à parte) tutelar estes conselhos.

Também está aberto mais um "plenário virtual" com projetos de denominações e honrarias. Das 11 propostas em votação até o dia 28 de novembro, a mais polêmica deve ser uma praça com o nome de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 14 de março de 2018.

Tem ainda Medalha Anchieta e diploma de gratidão ao cantor Tato, do grupo de forró Falamansa, e uma controversa concessão de salva de prata que ficou pendente no início do mês e expõe como essas honrarias são entregues sem critérios muito claros e podem ser usadas para troca de favores pessoais e políticos (lembre aqui).

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Os 50 anos do milésimo gol do Pelé



No dia 19 de novembro de 1969, Pelé marcava seu milésimo gol e oferecia aquele feito memorável às crianças pobres. O jogo foi disputado no Maracanã, contra o Vasco, com vitória do Santos por 2 a 1, em uma partida do Torneio Roberto Gomes Pedrosa.

Pelé anotou o segundo gol do Peixe na partida, em uma cobrança de pênalti contra o goleiro Andrada. Assim que atingiu a marca, Pelé caiu nas redes, beijou a bola e fez um apelo para o mundo: "Pelo amor de Deus, minha gente! Agora que todos estão ouvindo, faço um apelo especial a todos: ajudem as crianças pobres, ajudem os desamparados. É o único apelo nesta hora muito especial para mim", disse Pelé, emocionado.

Reviva no #ProgramaDiferente a história destes 50 anos, com imagens da época e entrevistas atuais. Será que mudou muita coisa neste meio século? E a situação da infância no mundo de hoje, está diferente? Futebol ainda é o sonho mágico de toda criança para um futuro melhor? Assista.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Políticos e cidadãos de esquerda e de direita, uni-vos!

Atenção, brasileiros, amigos, adversários, formadores de opinião, influenciadores, galerinha lacradora da internet; eleitores de Bolsonaro, Haddad, Ciro, Marina, Alckmin, Boulos, Álvaro, Meirelles, Amoedo e até do Cabo Daciolo, ou eleitor de nenhum deles; de simpatizantes partidários a cidadãos avessos à política e aos partidos em geral; de militantes a militontos; bons e maus políticos; dos adeptos da chamada nova política aos mais pragmáticos e tradicionais.

Aviso aos navegantes: estamos todos no mesmo barco, seguidores da direita ou da esquerda, liberais ou conservadores, progressistas ou reacionários. A guerra virtual instalada no Brasil e no mundo deixou de ser a velha disputa eleitoral de quem veste vermelho ou verde e amarelo. Virou guerra da civilização contra a barbárie. Dos democratas contra obscurantistas, defensores das ditaduras (e aí tanto faz se são de esquerda ou de direita), saudosos da censura e idólatras de torturadores e golpistas.

Já perceberam isso ou vão continuar presos à sua própria bolha ideológica nessa polarização burra e deletéria ao país e à democracia? O momento é de diálogo e convergência entre os diferentes. O que deve nos unir - partidos, candidatos, líderes e convicções à parte - é o respeito ao estado democrático de direito e o reconhecimento do espírito cívico legalista que precisa nortear as nossas relações políticas e as instituições republicanas.

Vivemos um período em que são crescentes e diárias as ameaças às conquistas da redemocratização brasileira. O ódio, o preconceito, a intolerância e a selvageria começam a se legitimar em atos recorrentes nas redes e nas ruas. A divergência de ideias cede lugar ao desejo de eliminar o oponente. Os conflitos, embates e antagonismos se deslocam do campo retórico para as ofensas pessoais, as agressões físicas, as humilhações, as ameaças e até o próprio extermínio do outro, que passou de adversário político a inimigo mortal.

Estão em risco os direitos mais básicos e essenciais da cidadania, o respeito à vida, aos direitos humanos e às liberdades individuais e coletivas, até então contidos nesta que é consagrada a "Constituição Cidadã". Agora, sob um falso apelo popular, tentam impor a descabida e extemporânea convocação de uma nova Assembleia Constituinte. São golpistas travestidos de democratas que flertam com o populismo autoritário e o fascismo mal disfarçado.

É o caso desse partido fisiologista de ultradireita que se anuncia para reunir todos os fanáticos e lunáticos em torno da família Bolsonaro e de seus milicianos de plantão. O nome - "Aliança pelo Brasil" - não poderia ser mais emblemático da tacanhez política, intelectual e ideológica do meme que virou presidente e de quem o alçou à condição de mito ou herói, salvador da pátria. Pura mitomania. Na prática, o que se vê é a involução do bolsonarismo para o boçalnarismo mais estúpido e cruel.

A institucionalização desta "Aliança pelo Brasil" (bálsamo para a escória que vibra a cada metáfora idiota de Bolsonaro sobre casamento, como Lula fazia com o futebol) remete à antiga Arena, sustentáculo da ditadura militar, e também a um tenebroso fundamentalismo religioso. Não é à toa que o novo partido se anuncia com o objetivo de "libertar a população da destruição de valores cristãos e morais" e se resume nos pilares da "fé, honestidade e família".

Este "PT da direita" já nasce governista e retrógrado, reproduzindo todos os erros e malfeitos que o Partido dos Trabalhadores cometeu para tentar se perpetuar no poder sem as qualidades do aprendizado na oposição e a história que a sua militância orgânica construiu durante décadas até fazer dele uma esperança concreta e objetiva de mudança. Depois, como se sabe, viria a frustração do eleitorado com as descobertas pela Lava Jato dos seus esquemas criminosos. Mas a gênese do bolsonarismo, ao contrário, é a completa desesperança e o desprezo pela democracia. Um horror.

O mínimo que se espera de cidadãos responsáveis, conscientes e civilizados é que se oponham às pautas golpistas e antidemocráticas que se amparam na radicalização do bolsonarismo. Trabalharemos pela união dos brasileiros que se identificam pelos mesmos princípios democráticos e republicanos, ao invés de se portarem como torcedores uniformizados ou, pior, como membros de gangues ou facções criminosas.

A primeira tarefa é listar pontos em comum para um pacto pela democracia e pela estabilidade política, social e econômica do país, reunindo lideranças progressistas e representantes de todos os espectros da sociedade, dos partidos de direita, esquerda e centro, dos movimentos cívicos, dos cidadãos e das instituições organizadas que tenham em comum a aversão a experiências autoritárias ou totalitárias e ao cerceamento de direitos e liberdades. Democracia sempre! Ditadura nunca mais!

Mauricio Huertas é jornalista, líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do #Suprapartidário, idealizador do #CâmaraMan e apresentador do #ProgramaDiferente.

Polêmica na Câmara Municipal: Plástico ou vidro, descartável ou retornável, saúde ou sustentabilidade

Depois da proibição dos canudinhos de plástico, agora a "guerra" na Câmara Municipal de São Paulo é contra as embalagens de uso coletivo de ketchup, mostarda, sal, molhos e maionese.

Há uma contradição evidente nestas duas iniciativas: menos embalagens descartáveis pela sustentabilidade ou mais embalagens descartáveis pela saúde?

Obviamente as duas preocupações são legítimas, pela sustentabilidade e pela saúde, mas um projeto em pauta na sessão de hoje expõe essa aparente incompatibilidade.

O PL 485/2014, já em segunda e definitiva votação, quer proibir a "utilização de embalagens plásticas flexíveis e de vidros ou quaisquer recipientes de uso coletivo para servir ketchup, mostarda, maionese, sal e molhos condimentados" em bares, restaurantes e lanchonetes.

A justificativa é melhorar o atendimento aos consumidores, "com medidas de reconhecida utilidade para evitar riscos à saúde da população". Com isso, quer permitir apenas aquelas embalagens descartáveis industrializadas, tipo sachês, que são de plástico.

O veto a ser aprovado é à utilização das bisnagas plásticas ou potes de vidro que ficam permanentemente nas mesas e balcões à disposição de todos os clientes, dos estabelecimentos mais descolados aos tradicionais "sujinhos" (que já são quase um patrimônio cultural paulistano).

A preocupação com a falta de higiene no uso das embalagens coletivas é natural: afinal o consumidor pode, por exemplo, encostar o bico da bisnaga no lanche ou salgado mordido, contaminando o recipiente.

Mas e a restrição às embalagens plásticas, que vem sendo a regra adotada em projetos recentes aprovados pelos vereadores, com o consequente incentivo a embalagens e recipientes laváveis e retornáveis, como fica?

Essa polêmica que contrapõe sustentabilidade, saúde e interesses comerciais vem à tona por conta da recente proibição de canudinhos em bares, restaurantes e lanchonetes, bem como do uso de embalagens plásticas descartáveis por empresas e aplicativos de entrega de alimentos a partir de 2021.

Na própria Câmara Municipal, para estimular o uso de copos reutilizáveis diariamente pelos funcionários, está vedado o uso de copos descartáveis, garantindo uma economia sustentável de cerca de 153 mil recipientes plásticos por mês que iam para o lixo a cada uso.

Outros projetos na pauta do dia

Entre os 28 projetos pautados para a sessão extraordinária desta quarta-feira, 13 de novembro, está aquele que por "contrabando" trata da concessão à iniciativa privada de terminais de ônibus (possibilitando a implantação de shoppings), de espaços localizados embaixo de pontes e viadutos e também de piscinões anti-enchente (permitindo construções e a exploração comercial sobre essas obras).

O problema é que esse pacotão foi embutido sem nenhuma transparência num projeto que tratava originalmente da cessão de área na avenida Nove de Julho à Associação dos Amigos do Museu Judaico (lembre aqui).

Também há projetos que tratam do funcionamento dos conselhos tutelares, das políticas públicas para a população de rua, do desmonte do Minhocão, do incentivo à moradia de servidores públicos no centro da cidade, de propaganda no mobiliário urbana contra o consumo de álcool, da obrigatoriedade da instalação de geradores elétricos em edifícios residenciais, do estágio para sexagenários na Prefeitura e até de um estatuto de proteção dos animais domésticos. Estamos de olho.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

"Dossiê 2020": Gilberto Natalini no #Suprapartidário

O #Suprapartidário dá continuidade a uma série de entrevistas sobre o atual momento do Brasil e as perspectivas para 2020.

Reunimos personalidades da política e da sociedade, dos mais variados partidos e das mais diversas tendências, para responder a uma sequência idêntica de cinco perguntas.

O #Dossiê2020 já apresentou entrevistas com Eduardo Jorge e Soninha Francine. Hoje é a vez do médico e vereador paulistano Gilberto Natalini.

Em seu quinto mandato como vereador de São Paulo, Gilberto Tanos Natalini, do Partido Verde, nasceu no Rio de Janeiro e se formou médico pela Escola Paulista de Medicina. É especialista em Gastrocirurgia e servidor licenciado do Hospital Municipal do Campo Limpo. Mantém ainda consultório em Santo Amaro e realiza atendimento voluntário no Ambulatório Médico do Centro Social Bom Jesus do Cangaíba há 43 anos, desde 1976.

Já foi secretário de Saúde de Diadema e secretário do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo. Iniciou sua carreira política em 1970, ainda como estudante, quando participou das ações estudantis lutando pela liberdade democrática no país. Desde então integra diversos movimentos populares. Foi preso político e torturado pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. A sua primeira eleição como vereador foi em 2000, pelo PSDB. 

Foi presidente da Comissão da Verdade Vladimir Herzog, da Câmara Municipal de São Paulo, e candidato do PV ao Governo do Estado de São Paulo, em 2014. É autor de mais de 300 projetos de lei, tendo 91 leis aprovadas. É o caso da lei que obriga a Prefeitura a utilizar água de reuso para lavagem de feiras, parques e ruas, por exemplo. Como resultado, o projeto já economizou bilhões de litros de água potável. Ele também é proponente da Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo, que está em sua 18ª edição.

1) Que momento que é esse que o Brasil vive? A democracia corre riscos? Como fazer política diante de tamanho descrédito da população nos partidos e nas instituições?

O Brasil vive um momento bastante delicado. Temos um país dividido em dois extremos, com um centro totalmente desorganizado. Avança no país um grande "ACORDÃO" para asfixiar a Lava Jato e liberar a impunidade. Não acho que a democracia corra risco, felizmente essa foi uma conquista difícil de ser revertida. Não está fácil fazer política, principalmente a boa política, ideológica, com ética e dignidade, mas eu não vou mudar e não vou desistir.

2) Como enfrentar a atual polarização nas urnas, nas redes e nas ruas? O que propor e como vencer o ódio, o preconceito, a intolerância e as fake news?

A polarização destrói a possibilidade de diálogo cívico, promovendo a desconfiança em relação àqueles que discordam. A polarização deve ser distinguida do conflito de ideias, valores e interesses, que reconhecem a legitimidade de visões plurais e dissidentes sobre os mais diversos temas.

A aceitação e a institucionalização de mecanismos de solução pacífica de conflitos estão entre as caraterísticas centrais da vida democrática. Precisamos reorganizar o Centro, fazer as pessoas entenderem que existe muito mais do que "esquerda" e "direita". Que a democracia existe para que cada um tenha a sua opinião e seja respeitado por isso, mesmo que discordando.

3) Que situação teremos nas eleições municipais de 2020? Que tipo de diálogo e de composição na política e na sociedade são necessários para garantirmos a eleição de alguém digno para a Prefeitura e para a Câmara Municipal? Existe uma receita?

Será uma eleição muito difícil. O povo está desacreditado, querem o "novo", mas que "novo"? Quando elegem um Bolsonaro como "novo", um político que está há anos na política, com uma família inteira de políticos profissionais, isso demonstra o quanto esse povo está perdido.

As eleições municipais deve trazer mudanças nas Câmaras e nas Prefeituras, mas eu duvido que os "poderosos" saiam, eles devem continuar. Não existe uma receita, mas a internet está aí para que as pessoas pesquisem a vida dos candidatos, não se "vendam" por qualquer coisa. Escolham o melhor, dentro daquelas bandeiras que lhe são caras.

4) Sendo uma pessoa influente e exercendo incontestável liderança, seu nome sempre é lembrado como opção para as eleições. Qual o seu projeto e as suas expectativas para 2020 e para 2022? 

Ainda estamos avaliando, mas devo sair candidato a vereador pelo Partido Verde.

5) Que legado você, particularmente, gostaria de deixar para as futuras gerações com a sua trajetória e história política?

Eu sou como um carro velho, sem nenhum arranhão na lataria. Faço política desde os 12 anos de idade e nunca me corrompi. Minhas eleições são na raça, sem dinheiro e sem grandes corporações, vota em mim quem acredita no nosso trabalho e a nossa rede de amigos. Foi assim que ganhei cinco eleições. 

Meus mandatos são ideológicos, éticos e de muito trabalho. Minha dedicação à cidade e aos paulistanos é total. Minhas principais bandeiras são saúde, meio ambiente e urbanismo. Da minha parte continuarei trabalhando por uma cidade mais humana e mais sustentável, apoiando o que é correto e combatendo com firmeza o que é errado. O bom político não é o "novo", o bom político é o ético, seja ele novo ou antigo.