quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Cansado dos tucanos, eleitor de São Paulo entrega a chave do galinheiro para as raposas


O próximo governador de São Paulo deve ser o carioca e bolsonarista Tarcisio de Freitas. Para o eleitor que desejava “mudança” não deixa de ser uma incongruência. Não pelo perfil populista e conservador, é claro. Afinal, por aqui já foram dominantes o ademarismo, janismo, malufismo, o apoio ao regime militar, e agora se consolida o bolsonarismo (que é um misto piorado disso tudo).

Mas o sujeito que nem sequer sabia aonde vota, que é capaz de se perder se for deixado sozinho na Praça da Sé, chega a São Paulo ciceroneado por Kassab e Afif Domingos, pelo Republicanos (o braço político da Igreja Universal), pelo Centrão e toda a base de sustentação dos governos do PSDB nos últimos 28 anos (e no 2º turno, veja a ironia, até pelo próprio PSDB).

A última experiência da importação de “um técnico, não político” do Rio de Janeiro, de quem se valorizava também as qualidades de bom administrador para “consertar” São Paulo, foi quando Paulo Maluf trouxe Celso Pitta para a capital e cunhou a frase da sua lápide política: “Se o Pitta não for um bom prefeito, nunca mais vote no Maluf”. Profético.

Pois agora os paulistas, avessos à coligação que reúne PT, PSOL, PSB, PV e Rede com o reforço dos ex-governadores Geraldo Alckmin e Marcio França, querem votar no “técnico” Tarcisio de Freitas. No “gestor”. Faz lembrar a última “técnica” eleita no Brasil, apresentada com essa expertise, Dilma Rousseff. Ou o último “gestor”, João Doria. Deu no que deu.

Tarcisio, cercado de todos os partidos e corruptos do mensalão, do petrolão e do orçamento secreto (PP, PL, MDB, PTB, PSD e a pqp), com a benção do OGROnegócio, segue a linhagem do “rouba mas faz”. Abraçado neste 2º turno ao governador derrotado Rodrigo Garcia (PSDB) e ao prefeito paulistano Ricardo Nunes (MDB), além de toda a escória da política paulista (reunindo seus mais novos e velhos representantes), deve controlar um orçamento anual de R$ 286 bilhões.

O eleitorado paulista cansou, com razão, da permanência do PSDB no Governo do Estado desde 1994. Claro que toda alternância democrática de poder é necessária e salutar. Mas, mal comparando, para botar ordem no galinheiro resolveu trocar os tucanos pelas raposas. Tem como isso acabar bem?

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Sem votos, sem vergonha, sem caráter



Sem votos, sem vergonha, sem caráter.

Essa é a política deplorável, canalha, oportunista do prefeito Ricardo Nunes e do governador Rodrigo Garcia em São Paulo e no Brasil.

Triste fim. 🤮

Não basta acabarem com o PSDB e o ex-PPS. É preciso destruir a história de ambos.

O mesmo vale para setores do MDB.

Que vergonha!

Deus, Pátria, Família e Liberdade


Os valores defendidos pelos bolsonaristas uniformizados (assim como historicamente se apresentavam integralistas brasileiros, fascistas italianos e nazistas alemães) não deixam dúvidas: o bolsonarismo é um movimento popular forte, arraigado na sociedade, fanático, apaixonado, organizado, crescente e que veio para mudar o Brasil.

Afinal, quem vai questionar o amor por Deus e pela Pátria do brasileiro que faz arminha com os dedos, a defesa da Família e da Liberdade? Só mesmo os inimigos da Nação, esquerdistas, comunistas, jornalistas, ateus, ambientalistas, gays, travestis, intelectuais, maconheiros, macumbeiros e todos esses tipos indesejáveis por homens e mulheres de bem. Mas a nossa bandeira jamais será vermelha!

Em nome de Deus. Que Deus é esse que defende Bolsonaro? Qual o Deu$ de Silas Malafaia, Edir Macedo, Valdemiro Santiago, e das igrejas caça-níqueis, e de pastores charlatões? Deus do ódio, do fundamentalismo preconceituoso, da intolerância, do anti-cristianismo, do dízimo que encobre a lavagem de dinheiro, do império de comunicação dessas organizações mafiosas de direita que se apoderam do Estado laico (inclusive com esquemas como aquele flagrado no MEC e os crimes defendidos pela bancada da Bíblia). Só por Deus, mesmo.

Em nome da Pátria. Quem negará o nosso amor pelo verde e amarelo, o orgulho de cantar o Hino Nacional a plenos pulmões, o prazer de ver a nossa bandeira tremular nas ruas e janelas? Tanto faz se estamos dominados por milicianos, militares, lunáticos, demagogos, hipócritas e os mesmos corruptos de sempre. Não me preocupo se Bolsonaro governa com o Centrão, orçamento secreto, foro privilegiado, sigilo de 100 anos e se o 22 na urna é do partido de mensaleiro preso. Importante é tirar o PT, porra!

Em nome da Família. Não podemos tolerar esse papinho de ideologia de gênero, gayzificação das nossas crianças (lembra do kit gay?), acesso livre à cultura que planta ideias subversivas no seio da tradicional família brasileira. Queremos escolas sem partido. Defendemos o direito do ensino domiciliar para proteger nossa juventude de professores comunistas infiltrados e adeptos dos métodos de Paulo Freire, que incluem o incentivo às drogas, ao nudismo, à prostituição e à pedofilia. (Repassem essa mensagem no whatsapp, por favor)

Em nome da Liberdade. Querem tirar o nosso direito de andar armado para defendermos a nossa honra, a nossa propriedade e fazermos justiçamento. Sem armas, como vamos nos defender de manifestantes de esquerda, socialistas, comunistas, ladrões, invasores sem-teto, pobres, negros, nordestinos, professores, jornalistas e atores da Globo lixo, cantores de MPB e de funk lulistas que mamavam na Lei Rouanet se não pudermos nos declarar colecionadores de armas ou caçadores? Por isso, viva Bolsonaro!

Talvez muitos ainda não compreendam a profundidade do poema “No caminho, com Maiakóvski”, de Eduardo Alves da Costa. Talvez um dia seja tarde demais.

“Na primeira noite eles se aproximam

e roubam uma flor

do nosso jardim.

E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem:

pisam as flores,

matam nosso cão,

e não dizemos nada.


Até que um dia,

o mais frágil deles

entra sozinho em nossa casa,

rouba-nos a luz e,

conhecendo nosso medo,

arranca-nos a voz da garganta.


E já não podemos dizer nada.”

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Precisamos falar sobre o Brasil que nós queremos


Afinal, por que tanta gente se identifica com Bolsonaro e vota nele com orgulho? Veste a camisa verde e amarela, pendura a bandeira na janela e estufa o peito para gritar com satisfação o número de ocasião do seu candidato: e tanto faz se é 22, 17, 11 ou 10. O voto é no “mito” ou em quem ele mandar. Toca o berrante que o gado segue. Simples.

Há uma confiança cega no “capitão”, nos filhos dele (01, 02, 03 e 04) e na primeira-dama (e podia ser qualquer uma das esposas anteriores, mas hoje é esta “princesa” evangélica da linguagem de sinais e mãe da única “fraquejada” que nasceu menina no seio da familícia, coitada).

Gente de bem, da tradicional família brasileira, com Deus e pela liberdade, vota no Bolsonaro e em quem ele indicar do círculo de amigos e comparsas. Daí votarem no ex-ministro do meio ambiente que prega a destruição ambiental. No ex-ministro da saúde que foi omisso na pandemia. Na ex-ministra dos direitos humanos que é contra todos esses direitos. No ex-ministro da ciência que ataca os cientistas. Ou em qualquer um.

Daria uma tese sociológica interminável buscar as causas mais profundas deste voto apaixonado dos fanáticos e lunáticos. Porém, numa análise simplista, minha tendência é apontar o analfabetismo funcional, distúrbios psicóticos, ingenuidade patológica ou desvios de caráter para alguém, depois de tudo que se conhece de Bolsonaro e do bolsonarismo, querer ser tachado de bolsonarista. Enfim…

Como explicar a ex-atriz famosa que diz ver em Bolsonaro traços do próprio pai - e ficar feliz com isso? Interpretações freudianas à parte, o fato é que, para muitas pessoas, Bolsonaro realmente é a cara do Brasil. Pior: seus traços autoritários e arrogantes, o pensamento raso e retrógrado, os atos populistas, demagógicos, hipócritas, machistas etc. são vistos como suas maiores virtudes.

O que para mim é asqueroso, indigno e revoltante, sinal inequívoco de despreparo e desequilíbrio, para muitos é o espelho de uma sociedade que se regozija deste personagem meio jeca meio macunaíma, simplório, preguiçoso, ardiloso, sem caráter. É quase cultural de determinado tipo de brasileiro o papel que ele espera do político (ou de qualquer “autoridade”) com seu poder patriarcal, do homem provedor, protetor e procriador, num estado paternalista.

O antipetismo se mostra hoje maior e mais influente que o antibolsonarismo. Lula até superou momentaneamente o preconceito das origens do PT, quando perdia qualquer eleição (vide o caso de Collor em 1989, então um almofadinha desconhecido que despontou na mídia como “caçador de marajás”). O eleitorado deu uma alforria a Lula no pós-FHC, quando o elegeu e reelegeu presidente, mas ele traiu essa confiança. Roubou ou deixou roubar. Deve, portanto, ser escorraçado pelos “cidadãos de bem”. Que seja encarcerado ou vá para Cuba.

Não importa se todos os políticos e todos os partidos chafurdem no mesmo pântano de ilegalidades, fraudes e corrupção. Ao “nove dedos” não foi concedida essa licença para errar. Ele não! Já não foi suficiente o operário iletrado ter sentado à mesa da Casa Grande? Quer mais privilégios? Basta! Essa esquerdalha não merece mesmo confiança. Vamos retomar o rumo nostálgico da direita, da ordem e do progresso. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.

Assim caminhamos para o segundo turno. Na minha visão de mundo não há nenhuma dificuldade para escolher entre a civilização e a barbárie. Mas será que todos querem o mesmo Brasil que eu desejo? Eu voto Lula porque é a minha opção pela democracia com viés social e liberal. Porque eu rejeito essa direita tosca, radical, boçal, alienada. Esses inimigos da República e da Constituição, saudosos da ditadura, apologistas da tortura, soldados do ódio, do preconceito e da morte. Deus nos livre!

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Vereadores que se elegeram deputados abrem espaço para suplentes completarem metade dos seus mandatos


Dos 18 vereadores paulistanos que se candidataram nestas eleições à Assembleia Legislativa ou à Câmara dos Deputados, apenas seis conseguiram se eleger neste domingo, 2 de outubro. Com isso, serão chamados os suplentes dos partidos para, a partir de 2023, concluírem a metade final dos respectivos mandatos, agora como titulares.

Pelo PT se elegeram deputados estaduais os atuais vereadores Eduardo Suplicy e Antonio Donato. Para deputada federal foi eleita Juliana Cardoso. Alfredinho será o 2º suplente de uma bancada de 11 deputados. Na linha de sucessão petista as vagas abertas serão dos suplentes de vereadores Reis (também eleito estadual), Manoel Del Rio, Hélio Rodrigues e Luna.

Pelo PSOL está eleita Erika Hilton para a Câmara dos Deputados. O vereador Toninho Vespoli não se elegeu mas será o primeiro suplente de uma bancada de seis deputados na Assembleia Legislativa. A suplência na Câmara Municipal será do coletivo Juntas Mulheres Sem Teto.

O MDB elegeu deputado federal o vereador de primeiro mandato, Delegado Palumbo. A vaga do partido será do suplente de vereador Dr. Nunes Peixeiro. Concorreram sem sucesso nas urnas George Hato, Marlon Luz e Janaína Lima.

Pelo União Brasil o eleito para a Câmara dos Deputados foi Felipe Becari, que em 2020 se elegeu vereador pelo PSD. Portanto, a suplência aberta é de Police Neto, do PSD, ex-presidente da Câmara Municipal que retorna ao Legislativo.

Outros vereadores que fracassaram na busca por mandatos federais foram Fernando Holiday (Novo), Missionário José Olímpio (2º suplente do PL), Eliseu Gabriel (PSB), Rodolfo Despachante (PSC), Sidney Cruz (Solidariedade) e Sandra Tadeu (nem ela nem o marido Jorge Tadeu foram eleitos pelo União).

Para a Assembleia Legislativa não se elegeram os vereadores George Hato (MDB) e Isac Felix (PL), que assistiu o padrinho Antonio Carlos Rodrigues se tornar deputado federal, ele que presidiu a Câmara de São Paulo por quatro mandatos consecutivos, foi ministro da Dilma e suplente de Marta Suplicy no Senado.

Outros vereadores fizeram campanha para parentes diretos, como o presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União), que reelegeu seus dois filhos, um na Câmara dos Deputados e outro na Assembleia Legislativa.

Os irmãos Tatto - Jair e Arselino, que fazem dobradinha na Câmara paulistana - repetiram a dose dupla em Brasília, elegendo Jilmar e Nilto Tatto deputados federais, e ainda emplacaram Enio Tatto deputado estadual, batendo recorde de eleitos pela chamada Tattolândia.

Em contrapartida, os irmãos Tripoli - Roberto (PV) e Xexéu (PSDB) - não tiveram o mesmo sucesso: nem o irmão Ricardo nem a sobrinha Giovanna Tripoli receberam votos suficientes pelo PSDB para a Câmara e a Assembleia, respectivamente.

Ainda no quesito parentesco, a vereadora Ely Teruel (Podemos) teve eleito o marido Fabio Teruel (MDB) para deputado federal. Gilberto Nascimento (PSC) viu o pai reeleito, ao contrário de Rodrigo Goulart (PSD). João Jorge (PSDB), Eli Correa (União) e Ricardo Teixeira (União) não elegeram seus filhos. Celso Gianazzi (PSOL) teve o deputado estadual reeleito Carlos Gianazzi como o 2º mais votado da Assembleia paulista.

São Paulo confirma: Viés direitista, conservador, retrógrado e fanático do eleitor bolsonarista fica ainda mais evidente


A eleição de tantos governadores e senadores vinculados ao presidente Jair Bolsonaro, além de - mais uma vez - fazer do seu partido de aluguel o que mais elege parlamentares (o PL agora, assim como foi o PSL em 2018), além dos agregados, mostra que o Brasil insiste em chafurdar no esgoto do bolsonarismo.

O astronauta Marcos Pontes vitorioso em São Paulo, a lunática Damares em Brasília e outros tantos representantes eleitos pela escória bolsonarista darão o tom de um Senado reformulado e empurrado também para o radicalismo ideológico que se via até então mais notadamente na Câmara dos Deputados.

Parcela significativa do entulho bolsonarista estará em Brasília. Representarão os paulistas novamente tipinhos como a fanática reeleita Carla Zambelli, a cria da familícia Eduardo Bolsonaro e o pastor charlatão Marco Feliciano, com “novidades” como o rei da boiada anti-ambientalista Ricardo Salles e o ex-ator canastrão Mario Frias. Argh!

Por outro lado, é curioso ver que perderam feio a eleição campeões de votos em 2018 e expoentes do bolsonarismo que neste ano foram considerados traidores da causa, como Janaína Paschoal, Joice Hasselmann e Alexandre Frota. A grande exceção nacional talvez seja o ex-juiz Sergio Moro, “traidor” eleito senador no Paraná, mas que para vencer voltou para o colo de Bolsonaro com o rabinho entre as pernas.

Na oposição ao bolsonarismo despontam Guilherme Boulos, com mais de 1 milhão de votos, Tabata Amaral, Erika Hilton, Marina Silva, Sâmia Bomfim, Sônia Guajajara, Juliana Cardoso e Luiza Erundina entre os principais destaques da chamada bancada “progressista” - e também como uma força feminina invejável.

Outras mulheres eleitas com destaque pelo eleitorado paulista são Rosângela Moro (a “conje” do novo senador paranaense), Rosana Valle, Renata Abreu, Adriana Ventura, Simone Marquetto e Maria Rosas - ainda que as mulheres continuem em significativa minoria (14 cadeiras entre as 94 disponíveis para São Paulo).

A bancada armada e fardada vem reforçada (para citar apenas os paulistas eleitos): Delegado Bruno Lima, Delegado Palumbo, Capitão Derrite, Delegado Da Cunha, Capitão Augusto e Delegado Paulo Bilynskyj estão entre os mais votados por supostas “pessoas de bem”.

Ficaram de fora da lista de eleitos (alguns com chance de assumir como suplentes na eventual ausência dos titulares) nomes tradicionais da política: Orlando Silva, José Serra, Vanderlei Macris, Vicentinho, Samuel Moreira, Ricardo Izar, Coronel Telhada, Rodrigo Agostinho, Paulinho da Força, Ricardo Tripoli, Frederico Davila, Ivan Valente, José Américo, Guilherme Campos, Antonio Goulart, Eli Correa Filho, entre outros.

Também não se elegeram celebridades e influenciadores políticos como Marco Antonio Villa (1º suplente da federação do Cidadania com o PSDB), Professor HOC, Augusto de Arruda Botelho, Ricardo Galvão, Fernando Holiday, Isa Penna, Felipe Folgosi, Douglas Garcia, Vladimir Safatle, Léo Aquilla, Sergio Camargo, Frederick Wassef, Nise Yamaguchi e Adrilles Jorge (amém!).

Na Assembleia Legislativa se destacam como os três mais votados Eduardo Suplicy, Carlos Gianazzi e a Bancada Feminista do PSOL, além de deputadas de esquerda como Ediane Maria, Professora Bebel, Monica do Movimento Pretas, Marcia Lia, Thainara Farias, Leci Brandão, Marina Helou e o jovem Guilherme Cortez.

Na linha de frente da bancada pró-Bolsonaro estão eleitos Bruno Zambelli, Major Mecca, Tomé Abduch, André do Prado, Tenente Coimbra, Delegado Olim, Gil Diniz, Capitão Conte Lopes, Marcos Damasio, Jorge Wilson, Marta Costa, Guto Zacarias, Valeria Bolsonaro, Lucas Bove, Altair Moraes, Gilmaci Santos, Edna Macedo e Capitão Telhada, entre outros.

Conclusão: Deus nos ajude, porque São Paulo vai precisar de uma mãozinha divina. E vamos ao 2º turno, com Haddad x Tarcisio, e Lula x Bolsonaro. Nada é tão ruim que não possa piorar.

domingo, 2 de outubro de 2022

Bolsonaro vai com tudo para se eleger no 2º turno


Uma primeira e rápida análise do 1º turno destas eleições: Não subestimem o bolsonarismo. A direita chucra nacionalista é fortíssima e está se movendo. Bolsonaro entra vivíssimo na disputa do 2º turno e eu já arrisco dizer que parte como favorito, apesar do que apontavam as pesquisas até ontem.

O estado de São Paulo deve também ser governado pelo carioca Tarcísio de Freitas. Dificilmente o ex-prefeito Fernando Haddad vai reunir o apoio necessário para quebrar as muralhas do antipetismo e do conservadorismo paulista após o melancólico fim da dinastia tucana.

A resistência lulista segue forte apenas no Nordeste, seu reduto tradicional. Porém, no restante do Brasil o bolsonarismo conseguiu demonstrar seu crescente peso político e eleitoral, que elegeu o presidente demente em 2018 e tem tudo para reelegê-lo em 30 de outubro. Será que nos resta ficar aqui reclamando com as paredes?

Se não houver uma mobilização nunca vista antes na história deste país em torno de Lula, os democratas de esquerda, centro-esquerda, centro e centro-direita, e todos aqueles que acreditavam sinceramente numa 3ª via, podem tirar o cavalinho da chuva e se preparar para mais quatro tristes anos de Bolsonaro.

Ou vai ver que é isso mesmo o que a maioria da sociedade quer e o Brasil merece? Talvez não sejamos tantos assim, os brasileiros que enxergam o bolsonarismo como uma tragédia humana e pretendem que a civilização vença a barbárie. Estamos ficando para trás.

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Tucano e bolsonarista disputam, voto a voto, uma vaga para enfrentar o PT


Quem vai encarar Fernando Haddad no 2º turno para o Governo do Estado de São Paulo: o atual governador Rodrigo Garcia (PSDB), com toda a estrutura do cargo e o apoio de uma infinidade de prefeitos, ou o forasteiro carioca Tarcísio de Freitas (Republicanos), uma espécie de interventor de Bolsonaro?

Será reeditada a polarização mais recente, entre petistas e bolsonaristas, ou a mais tradicional, dos petistas contra os tucanos, que não perdem uma disputa estadual desde 1994, nesta que pode ser a oitava vitória consecutiva do PSDB em três intermináveis décadas?

No domingo vai ser definido o cenário do 2º turno com características distintas de todas as eleições anteriores: desta vez o favoritismo é do PT, embora a rejeição de Haddad também seja muito alta, alimentada pelo forte antipetismo paulista. Isso cria uma situação inusitada: é mais provável até a vitória de Lula presidente do que a de Haddad governador.

As pesquisas indicam uma vantagem expressiva de Tarcísio, arrastado pelos votos bolsonaristas. Já Rodrigo Garcia tenta se desvencilhar da saturação do eleitorado com o PSDB e esconde sua vinculação com Doria. Também aqui entra outro detalhe curioso: Rodrigo nunca foi tucano. É cria do velho PFL e ex-parceiro de Kassab, que hoje apóia Tarcísio. A mudança de partido ocorreu por mera conveniência.

Haddad, por sua vez, além do voto lulista, reúne importante apoio dos ex-governadores Geraldo Alckmin e Marcio França, expandindo os limites da bolha petista e avançando para setores até então hostis ao Partido dos Trabalhadores desde a sua fundação, na década de 80. Esse movimento ousado pode viabilizar a primeira eleição paulista do PT (apesar de ter vencido a prefeitura paulistana em três oportunidades).

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Vou escrever antes do debate na Globo: que baixo nível, hein?


Quem conhece Bolsonaro, nem precisa assistir a participação do presidente demente neste último debate. E pode até arriscar uma previsão do constrangimento, sem medo de errar. Já sabemos que ele e o fantoche charlatão e fanfarrão Padre Kelmon vão baixar o nível para tentar frear o crescimento de Lula nesta reta final.

Contra a onda do voto útil todos vão se unir: além da dupla asquerosa da direita brochante, Ciro, Simone, Soraya e Davila também pretendem jogar as últimas fichas e pregar no deserto de ideias que é essa campanha eleitoral para tentar empurrar a definição para um perigoso 2º turno.

Se forem bem sucedidos, bom para Bolsonaro e ruim para o Brasil. Darão uma sobrevida a essa escória da política e fraquejada da humanidade. Lula está por um triz de vencer no 1º turno. Aí que está o grande risco do antipetismo: alimentar o monstro do bolsonarismo, a narrativa golpista e as ameaças antidemocráticas.

Eu não acho que a polarização entre Lula e Bolsonaro seja o cenário dos sonhos para o Brasil. Porém, ainda pior é reeleger este verme escroto. Ou lhe garantir mais 30 dias de ódio, armações, conspirações e fake news. Com o meu voto, não! Nem direto, nem indireto. Por mim a eleição se define no próprio domingo.

Concluindo as previsões: Lula pode levar no 1º turno ou vai bater na trave. Fará algo bem próximo de 50% dos votos válidos. Bolsonaro deve ter em torno de 37%. Ciro, na sua quarta disputa presidencial, terá a sua pior votação de todas (ele que já obteve perto de 11% em 1998, 12% em 2002 e 12,5% em 2018). Talvez fique mais próximo de Simone Tebet, ou até seja ultrapassado pela senadora do MDB, com algo na casa de 5%. O resto é figurante.

A conferir.

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Por que eu voto Lula neste domingo?


Ninguém precisa morrer de amores pelo Lula para votar contra o Bolsonaro. O voto é como a vacina contra a doença. O antídoto contra o veneno. Não sou petista, mas sou humano. Aliás, não idolatro político algum. Nem partido. Eu quero Lula lá para derrotar o bolsonarismo.

Bolsonaro e seus seguidores, fanáticos e lunáticos, essa escória que idolatra este verme, são perigosos. Eles ameaçam não apenas a democracia, mas a vida. Um exército do ódio. Milicianos, fascistas, armamentistas, desequilibrados, desqualificados, saudosos da ditadura, apologistas da tortura. São nojentos, asquerosos.

Por isso eu estou ao lado da civilização contra a barbárie. Tenho uma infinidade de divergências políticas, éticas e ideológicas com Lula e o PT. Mas com Bolsonaro e os bolsonaristas eu tenho incompatibilidade existencial. Então, precisamos enxergar a realidade e assumir a nossa responsabilidade. Eu me recuso a ser omisso ou cúmplice desta fraquejada da humanidade.

As diferenças políticas a gente resolve no campo democrático. As ilegalidades e os crimes, que cada um responda na forma da lei. Mas já que a polarização é inevitável, entre o ex-presidiário e o futuro presidiário (se Deus quiser e a justiça for feita), eu tenho lado. Voto consciente. Fora Bolsonaro. Voto Lula.

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Que o meu voto ajude a derrotar Bolsonaro, amém! 🙏🏻


O apoio a Lula reúne ao menos oito ex-presidenciáveis (de Alckmin a Boulos, de Marina a Meirelles, de Cristovam a Luciana Genro) com uma coligação partidária forte, mas limitada a seis partidos tradicionalmente de esquerda, porque outros se recusam até mesmo a conversar (de Ciro a Roberto Freire, do oportunista Kassab aos tucanos que hoje controlam uma legenda decadente).

FHC também já sinalizou apoio ao Lula, com seus principais amigos e assessores (da sua fundação, inclusive) declarando publicamente o voto. Mas a patrulha do PSDB impede algo mais incisivo.

As pesquisas indicam possibilidade de vitória do PT no 1º turno. Isso mostra que o eleitorado parece ver algum sentido em eleger Lula, certo?

Então, a “culpa” por não existir uma frente mais ampla, como criticam os analistas antipetistas, não parece ser única e exclusiva do PT.

O que outros partidos (PSDB, MDB, Cidadania, PSD, União) fizeram institucionalmente para dialogar com Lula (ao contrário de PSB, PV, Rede, PSOL, PCdoB)?

Aliás, o que esses partidos construíram de alternativa viável? Vai me dizer que a candidatura da Simone é pra valer? Ou de Soraya? Vá ver se os parlamentares desses partidos estão apoiando estas candidatas. Mentira!

De concreto, todos sabemos, a escolha é necessariamente entre Lula e Bolsonaro. Mais que isso: vai vencer quem tiver menor rejeição, numa guerra violenta entre o antipetismo e o antibolsonarismo.

Eu escolhi meu lado: quero derrotar Bolsonaro. Alguns isentões não julgam isso importante, ou nem tão primordial neste momento. Assim elegeram Bolsonaro em 2018 e podem ajudar a reeleger neste ano. Ou alimentar outras aventuras golpistas. Eu estou fora disso. Voto Lula.

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Artistas gravam vídeo Vira Voto pela eleição de Lula contra Bolsonaro


A campanha pelo voto útil ganhou o apoio de diversos artistas da música, do teatro e da TV que gravaram um vídeo de apoio à candidatura do ex-presidente Lula (PT) pela vitória em primeiro turno nas eleições do próximo dia 2. Cantando a música “Vira voto”, os artistas fazem o sinal da arma, que se transforma em um “L” de Lula.

Entre os participantes está Caetano Veloso, que, embora diga ser eleitor de Ciro Gomes, afirmou que o momento é de eleger o petista. “E agora, sinceramente, mesmo a gente adorando Ciro e respeitando o que ele planeja e promete, eu acho que é o negócio é [o artista aparece gesticulando um “L” com as mãos]… Tem que ser Lula”, afirma Caetano.

A atriz Malu Mader e seu marido, o músico Tony Bellotto, também gravaram vídeos de apoio ao ex-presidente Lula. Na mensagem, a atriz afirma que “todas as pesquisas mostram que Lula tem chance já no primeiro turno”. “Não se trata mais de gostar de um candidato ou de outro. Agora todos nós temos que nos unir para vencer o Bolsonaro”, argumenta.

“É preciso vencer a violência, a mentira, o desrespeito e o ódio que tomaram conta do Brasil nos últimos quatro anos”, defende Bellotto.

Nando Reis, Arnaldo Antunes, Margareth Menezes, Gal Costa, Maria Bethânia, Martinália, Daniela Mercury estão entre os cantores que estrelam o vídeo. Também aparecem Cissa Guimarães, Drica Moraes, Caco Ciocler, Deborah Evelyn, Denise Fraga, entre outros atores também se engajaram no movimento.

“Cada vira voto é coragem, resistência e esperança”, cantam os artistas. Em 1989, a campanha de Lula também reuniu diversos artistas para a gravação do clipe “Lula lá”. A peça é mais uma iniciativa dos apoiadores do petista para tentar atrair votos de indecisos e eleitores de outros candidatos com o objetivo de definir a eleição no primeiro turno.

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Contagem regressiva


Eu concordo que Bolsonaro seja o maior defensor da família e da liberdade.

É por isso que ele e os filhos delinquentes ainda não estão presos. Graças à defesa da liberdade da familícia Bolsonaro.

Mas o tempo deles está acabando…

domingo, 18 de setembro de 2022

O desespero de Moro, o imoral desmoralizado


Dá um misto de nojo e dó a reta final da campanha do ex-juiz Sergio Moro ao Senado no Paraná. Desesperado por votos, ele implora apoio do presidente Bolsonaro e do governador Ratinho Jr., enquanto dispara ataques baixos ao velho ex-aliado e agora concorrente senador Álvaro Dias.

Odiado por petistas e desacreditado por bolsonaristas, tachado de traíra, Moro parece ter deixado de lado qualquer resquício de escrúpulo e se joga nos braços da familícia que ameaçou denunciar em 2020 ao deixar o ministério de Bolsonaro. Mas agora corre de volta para o antigo dono abanando o rabinho.

Coerência realmente não faz parte do currículo do ex-juiz que se dizia imparcial mas sempre atuou com motivação política, ideológica e eleitoral. Agora deve fazer a “conje” uma das deputadas federais mais votadas por São Paulo, mas percebeu que ele próprio pode ficar sem mandato. Deu a louca no homem! Ô coitado!

Quer provas? Dá uma espiadinha nos perfis do candidato.

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Não tem como fugir dessa escolha


O que nós prevíamos desde o ano passado se confirma nesta campanha: ninguém conseguiu se apresentar como alternativa viável (com um programa consolidado e principalmente com votos) para se opor à polarização entre Bolsonaro e Lula. Parecia óbvio. Isso é um processo de construção que simplesmente não aconteceu.

A tal 3ª via para 2022 não existe, apesar do apelo “nem, nem” que se tentou. Mas nem Ciro Gomes na sua quarta tentativa, nem a estreante em eleições presidenciais Simone Tebet, nem ninguém se apresentou como opção capaz de sensibilizar o eleitorado com alguma chance real de ultrapassar Lula ou Bolsonaro nesta reta final.

O que muita gente parece não entender é que toda eleição é polarizada. Faz parte da nossa cultura. Pegue aí um recorte da política nacional, desde MDB x Arena, ou PT x PSDB, por exemplo. Sempre há polarização. O que acontece é que, de tempos em tempos, surge um novo pólo para substituir um antigo. Foi o que aconteceu em 2018, com o bolsonarismo tomando o lugar dos tucanos.

A política é cíclica. Para este ano, não havia a mínima possibilidade de alguém impedir o “nós” x “eles”, que no fim das contas vai medir o que é maior no Brasil: o antipetismo ou o antibolsonarismo. Nessa escolha inevitável, o meu lado é o da democracia, da constituição, da civilidade, do humanismo e da sustentabilidade. E o seu?

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Maus políticos e o crime organizado estão acabando com a cidade, o estado e o país


Quem vive em São Paulo nunca viu uma cidade tão esburacada, suja, abandonada, mal cuidada, desumana, insegura, entregue literalmente à bandidagem.

Os buracos que proliferam nas ruas, o lixo, a falta de cuidado e atenção, o atraso de obras essenciais, o descaso com a zeladoria e os serviços básicos são o retrato desta péssima gestão.

Não que a cidade vivesse antes às mil maravilhas. Longe disso. Mas ao menos em anos eleitorais os administradores públicos davam uma ajeitada no visual paulistano: limpeza, corte de mato, tapa-buraco, uma acelerada nas obras mais importantes. Agora, nem fingem que se preocupam com o cidadão.

O atual prefeito (quem é ele, mesmo?) teria dificuldade de ser contratado zelador de um desses condomínios que ele libera às pressas a construção, ignorando qualquer lógica sustentável, planejamento ou impacto urbanístico. Péssimo gestor.

Pobre São Paulo na mão desse bando de incompetentes. Vale tudo por dinheiro sob o domínio da política caça-níqueis implantada no Executivo e no Legislativo paulista e paulistano nesses últimos anos.

Não é à toa que flagrem com tanta frequência a presença do crime organizado em setores como transporte, habitação, educação, saúde, segurança, fiscalização, assistência social, comércio ambulante, licenciamento ambiental e outros.

Vereadores, deputados, prefeito, governador, senadores, presidente: quase ninguém se salva. Aqui nem é o caso de defender ideologia de esquerda ou de direita, criticar este ou aquele partido. A grande maioria dos políticos é mesmo de canalhas ambidestros. Uma vergonha!

terça-feira, 30 de agosto de 2022

Show de Simone e Soraya vai interferir na eleição? Lula e Bolsonaro perderam votos?


Começam a sair os resultados das pesquisas realizadas após o primeiro debate da Band, o início do horário eleitoral e a rodada de entrevistas no Jornal Nacional com os principais candidatos à Presidência da República.

Houve quase um consenso de que as duas mulheres candidatas, Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União), protagonizaram os melhores momentos do debate, que teve também participação bem destacada de Ciro Gomes (PDT) e Felipe D’Avila (Novo).

Mas nem a participação sofrível e bastante criticada de Jair Bolsonaro (PL) e de Lula (PT) no debate, após as boas entrevistas de ambos na Globo, serviu para ameaçar a polarização que domina o cenário eleitoral e certamente chegará até o 2º turno (essa é uma constatação óbvia, podem printar e me cobrar em 2 de outubro).

Simone e Soraya, Ciro e Felipe mostram que não será por falta de opção - da esquerda à direita, passando pelo centro - que a eleição seguirá polarizada entre Lula e Bolsonaro (e sobretudo entre antilulistas e antibolsonaristas).

Mas a 3ª via simplesmente não existe. É uma narrativa fake. A política no Brasil permanece dividida em dois blocos: governo e oposição. Não é à toa que o grupo de corruptos e oportunistas do Centrão seja tão majoritário e influente. Há décadas, com qualquer presidente, lá estão (e estarão) eles para negociar apoio em troca de favores, privilégios e interesses pessoais.

Só há expectativa de vitória com Bolsonaro ou Lula - e isso é o que move o mundo político. Enquanto existirem bilhões de reais dos cofres públicos destinados aos fundos partidário e eleitoral, orçamento secreto, emendas parlamentares e o monopólio desse sistema corrompido sobre as eleições, nada vai mudar. É um círculo vicioso.

Simone e Soraya deram um show? Sim, sem dúvida. Movimentaram o debate, pautaram os principais assuntos, denunciaram o machismo e a misoginia do presidente demente, mostraram a fragilidade dos favoritos… mas, e daí? Você conhece alguém que mudou o voto após o debate? Ou tudo isso só confirmou a intenção inicial?

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Uma eleição que não dá margem para omissão e covardia


Está na hora de ter coragem para assumir que a democracia que sempre defendemos (inclusive com os mesmos líderes que ajudamos a eleger e a governar por mais de 30 anos) tem um lado nessa polarização.

A terceira via seria ótima, se houvesse alguma viabilidade. Mas não tem, nunca teve e não terá em outubro, infelizmente. Não tivemos a competência necessária para construir uma opção política e partidária viável eleitoralmente. É a dura realidade.

Então, sejamos práticos. A movimentação corajosa de Alckmin (com quem muitos dos que hoje se dizem “democratas” estiveram por mais de três décadas, inclusive no governo paulista e em eleições presidenciais mal sucedidas) é o indicativo de que podemos nos unir a adversários pontuais para enfrentar inimigos maiores, quando o que está em jogo é o futuro do país.

Lula e Bolsonaro não são iguais, nem parecidos. Podemos fazer oposição ao Lula e divergir politicamente do PT, inclusive com restrições éticas. Mas de Bolsonaro devemos ter aversão, repúdio e reagir. É a civilização contra a barbárie.

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Será que o eleitor perdoa político e candidato que “esquece” do compromisso público ???

Às vésperas das eleições de 2020, todos prometiam brigar pelo Parque da Mooca em 100% da área descontaminada da antiga Esso.

A começar pelo então prefeito Bruno Covas com seu vice Ricardo Nunes, que participaram de manifestações no bairro, gravaram depoimentos e entrevistas (inclusive nesta página).


Hoje, menos de dois anos depois, parece que enterraram o compromisso público junto com o falecido prefeito. Uma vergonha!


Estão todos, outra vez, envolvidos diretamente nas eleições de 2022, seja com vereadores e vereadoras disputando cargo de deputado, seja apoiando familiares (pais, filhos, irmãos) e agregados políticos.


Enquanto isso o terreno da Esso foi liberado para a construção de pelo menos SETE grandes condomínios residenciais, preservando menos da metade do verde para servir de jardim privativo dos futuros moradores privilegiados desses empreendimentos de luxo.


Um atentado ao interesse público e à qualidade de vida em troca de ganhos financeiros.


Vamos cobrar e lembrar deste compromisso o tempo todo! Vcs não terão sossego por abandonar a promessa, podem ter certeza. Se momentaneamente venceu o poder econômico, a paz e a consciência tranquila vocês perderam eternamente.


#suprapartidario #mooca #parque #parquedamooca #parqueesso #esso #moocaverde #eleições

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Escolha bem seus candidatos a deputado federal e deputado estadual


Assim como fizemos nas eleições municipais de 2020, vamos divulgar aqui nesta página algumas candidaturas a deputado federal e deputado estadual, de diversos partidos, que valem a atenção dos eleitores.

São homens e mulheres que certamente vão marcar presença e fazer a diferença no Legislativo pelos próximos anos. Partiremos hoje de um mix de personalidades já bastante conhecidas no meio político e algumas jovens promessas.


Veja quem são os seis primeiros candidatos indicados para a Câmara dos Deputados: Marina Silva, Marco Antonio Villa, Guilherme Boulos, Erika Hilton, Mario Covas e Vladimir Safatle. 


E outros seis selecionados para a Assembleia Legislativa de São Paulo: Carina Vitral, Renata Falzoni, Eduardo Suplicy, Danilo Bifone, Fernando Puga e Guilherme Cortez.


Também há quem já está no cargo e disputa a reeleição, após um trabalho destacado e meritório, como a deputada federal Tabata Amaral e a deputada estadual Marina Helou. Isso é só uma pequena amostra, baseada em opinião pessoal. Informe-se, pesquise, questione e vote bem.

Veja nas postagens do instagram  e também no facebook os links para as páginas de cada um dos candidatos.

Com a cidade abandonada, prioridade na Câmara de São Paulo é eleger vereadores e seus parentes nas eleições de outubro


Parece incrível, mas nessas eleições de outubro, mais da metade da Câmara Municipal de São Paulo eleita há menos de dois anos está diretamente envolvida na campanha, seja com vereadores que são candidatos a deputado federal ou estadual, seja com a intenção de eleger seus familiares (pais, irmãos, filhos).

Num momento em que a cidade está entregue a verdadeiras quadrilhas, com o crime organizado comprovadamente infiltrado em áreas como transporte, obras, assistência social e comércio ambulante, por exemplo, a prioridade da maioria dos vereadores parece ser a perpetuação deles mesmos no poder a qualquer custo.

É vergonhoso que o legislativo paulistano seja encarado como simples trampolim para a carreira desses profissionais da política, enquanto a pauta na Câmara de São Paulo acaba servindo para aprovar projetos caça-níqueis a serviço da exploração imobiliária, de lobistas de setores privilegiados da sociedade e de máfias que controlam os cofres públicos.

Fora desse mundinho à parte dos políticos, a cidade segue esburacada, suja, abandonada, poluída, mal iluminada, com uma população crescente nas ruas, sem segurança, mal planejada, com praças e áreas verdes destruídas, enchentes, desemprego, submoradias, creches e escolas deterioradas, transporte insuficiente, corrupção.

Mas muitos vereadores e vereadoras estão em campanha permanente em busca do voto dos trouxas. Sim, nós! O eleitorado paulistano precisa reagir. Fiscalizar. Cobrar. Buscar informações. Exigir responsabilidade desses vereadores e do prefeito… quem é mesmo?

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Nenhum golpista vagabundo vai ameaçar a nossa democracia


O que dizer de um país que, em pleno 2022, precisa ainda reeditar manifestações pela democracia e pela manutenção do estado de direito porque o seu próprio presidente e a escória que o idolatra são um bando de golpistas, mentecaptos, canalhas e milicianos?

Ah, mas se a oposição vencer vai transformar o Brasil numa Venezuela, numa Cuba ou Argentina. Ora, paspalhos bolsotários, o mais próximo que já estivemos da situação venezuelana foi quando este presidente demente pregou o fechamento do Congresso e do Supremo, defendeu o fuzilamento de opositores e a volta da ditadura.

Eu entendo perfeitamente quem não gosta de Lula e do PT, ou de Ciro, ou de Simone Tebet, do PSDB ou do Novo, do PSB ou do PSOL, ou de qualquer outro partido ou candidato. Realmente a maioria não me desperta nenhuma simpatia. Mas daí a desejar Bolsonaro, vocês são o que? Sadomasoquistas, imbecis, cúmplices ou debilóides?

domingo, 7 de agosto de 2022

Campanha começa com #DebateNaBand


Hoje, com o primeiro debate dos candidatos ao Governo do Estado na Band, a partir das 21h, começa de fato a campanha eleitoral. Encerradas as convenções partidárias e definidas as coligações, enfim os eleitores podem buscar as melhores propostas.

São Paulo terá o confronto entre Fernando Haddad (PT), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Rodrigo Garcia (PSDB), Elvis Cezar (PDT) e Vinicius Poit (Novo). A escolha que se fará aqui, pelos cidadãos paulistas mais conscientes, será entre políticos e aventureiros.

É curioso que a justiça eleitoral barrou a candidatura por São Paulo ao Senado do ex-juiz Sergio Moro, alegando que ele mora e atua no Paraná, mas liberou o carioca Tarcísio de Freitas ao Governo, ele que jamais viveu em território paulista e apresentou domicílio eleitoral forjado. Cascateiro, mentiroso, falso, oportunista. Ou seja, típico do bolsonarismo, né?

Nunca foi tão fácil escolher.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Um gênio chamado José Eugênio Soares

Um dia muito triste com a morte de Jô Soares.

😢 🙏🏻

Viva para sempre, Jô!

Um beijo no gordo!

😘

Vá em paz e muito obrigado!

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Desgostos de agosto, ao gosto de Deus e do diabo


Estamos no tradicional mês do cachorro louco e das tragédias políticas. Atualizamos com sucesso esse folclore com as loucuras e cachorradas dos nossos políticos às vésperas das eleições, se bem que essa comparação canina é muita injusta com os pets, tão inocentes. Político é bicho ruim.

Mas é sério, precisa ser muito imbecil, ignorante, hipócrita ou cafajeste para engolir essa temporada de convenções partidárias que definem as candidaturas para outubro. No mínimo é formação de quadrilha. Das brabas. E não me venham com esse papinho de esquerda x direita. Ninguém escapa.

Bolsonaro com os presidiários Eduardo Cunha, Roberto Jefferson, Cristiane Brasil, Daniel Silveira, no partido do Valdemar Costa Neto, cercado de bandidos, golpistas, mafiosos. Ah, mas e o Lula? Sim, Lula com a banda podre do MDB, do mensalão, do petrolão, parte do Centrão (alguns com um pé em cada canoa, petista e bolsonarista).

A tal terceira via, então, com discurso de política honesta e limpinha, não passa num detector de mentiras nem na primeira peneira da ficha limpa. Ciro no PDT de Carlos Lupi, Simone Tebet com Mara Gabrili na aliança das viúvas de Temer, Aécio & cia. Ao menos vão perder com um inegável e inédito charme feminino. Menos mal.

No final das contas, a disputa estará mesmo polarizada entre bolsonaristas e lulistas, mas sobretudo entre antibolsonaristas e antipetistas. Será o voto da negação. O eleitor irá às urnas para derrotar a tragédia maior. Aí, me desculpe, mas eu tenho lado: não existe nada pior que Bolsonaro e a escória bolsonarista. Seja o que Deus quiser.

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Falta vergonha na cara dos políticos!


Enquanto o prefeito paulistano Ricardo Nunes e os vereadores que se dizem representantes da Mooca e região se calam, ignorando inclusive o compromisso do então prefeito Bruno Covas com a implantação de um parque em 100% da área que foi contaminada pela antiga Esso, as obras de infra-estrutura dos futuros condomínios de luxo seguem em ritmo acelerado.

É muita cara-de-pau e sem-vergonhice do poder público acabar com o último espaço disponível para um grande parque em todo o centro expandido, enquanto beneficia meia dúzia de endinheirados e entrega tudo de bandeja à exploração imobiliária.

Não vamos nos calar! Vamos denunciar esse crime contra o interesse da comunidade e expor quem está se beneficiando dessa canalhice. Uma vergonha!

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Quem será que ganha com a troca de um parque público pela construção de sete condomínios de luxo na Mooca?


No antigo programa “Domingo no Parque”, as crianças tinham que responder SIM ou NÃO quando a luz acendia, sem ouvir as propostas absurdas e divertidas do apresentador Silvio Santos, como “você troca uma bicicleta por uma meia furada?”.

Pois no Parque da Mooca a troca foi pior e mais triste: a Prefeitura de São Paulo trocou o prometido parque por um canteiro de obras, verdadeiro caça-níqueis num esquemão de empresários e políticos pilantras, que no futuro vai virar jardim privativo dos sete condomínios de luxo que serão erguidos no local.

Não foi por falta de aviso: há mais de 20 anos denunciamos as condições do terreno, que foi ocupado e contaminado até os anos 90 pela antiga Esso, e agora, ao invés de virar um grande parque como compensação ambiental para a cidade, na última grande área disponível para tal finalidade em todo o centro expandido, vai servir para enriquecer meia dúzia de inquilinos do poder.

O então prefeito Bruno Covas tinha assumido o compromisso do parque quando questionado por esta reportagem, numa entrevista em 2019. Mas parece que o sucessor Ricardo Nunes, bem como a maioria governista na Câmara Municipal, tem como prioridade outros interesses que não o bem público, a qualidade de vida e as mais justas reivindicações da coletividade. Uma vergonha!

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Alguém acredita que a candidatura da Simone Tebet é pra valer?


Que ela tem qualidades, nenhuma dúvida. A senadora Simone Tebet é uma mulher preparada, inteligente, bem relacionada e, ao que tudo indica, digna. Mas é aí que mora o problema, coitada. Como uma pessoa honrada vai confiar nos caciques do MDB, do PSDB e do Cidadania (ex-PPS)?

O MDB é aquela maçaroca de interesses regionais e feudos eleitorais, um amontoado de velhacos oportunistas, corruptos e traíras que seguirá para a eleição dividido entre apoiadores de Lula e cupinchas de Bolsonaro.

O PSDB não é nem sombra da sua origem social-democrata dos tempos de Montoro, Covas, FHC, Serra e Alckmin. Está nas mãos hoje da turma aliada do (des)governo, naquele nível rasteiro de Aécio & cia. Ou seja, deixou de ser partido e virou quadrilha.

O Cidadania, então, transformou o sonho de uma nova formatação política num pesadelo. Fez do histórico Roberto Freire uma rainha da Inglaterra, entronado na presidência da legenda sem nenhum poder, enquanto atua sequestrado no Congresso como um puxadinho do Centrão, beneficiário do orçamento secreto e de outros esquemas canalhas.

Ou seja, a natimorta candidatura da Simone Tebet é cortina de fumaça, narrativa para inglês ver. Serve para disfarçar os rabichos presos de cada parlamentar e mandatário destes três partidos falidos com quem está, de fato, na disputa. O golpe tá aí, cai quem quer.

terça-feira, 19 de julho de 2022

Prioridade do mundo civilizado é derrotar o bolsonarismo


Ver a situação política do Brasil dá um desânimo danado, né? Ainda mais com esse desgoverno do presidente demente, o descontrole da inflação, o crime organizado empoderado e toda uma corja dominante.

Nem precisa vir aqui diariamente postar sobre esses temas recorrentes. Já sabemos que o país vai de mal a pior, sob qualquer ponto de vista minimamente sensato e racional. Teremos pela frente décadas desta herança maldita.

Economia, meio ambiente, saúde, educação, cultura, emprego e renda, democracia, diversidade, direitos individuais e coletivos, civilidade: tudo é atacado pela doença do bolsonarismo.

Essa besta que se elege há mais de 30 anos com toda a família por meio das urnas eletrônicas, sabendo que vai perder as eleições, vem tentando desacreditar a justiça e o sistema democrático brasileiro. É mais um recado para a radicalização da disputa e prenúncio da tentativa de golpe.

Bolsonaro precisa ser derrotado no voto, investigado, denunciado, julgado e punido. Cadeia é o mínimo que se espera para esse vagabundo, cafajeste, irresponsável e criminoso. Sem foro privilegiado e sem o orçamento público para corromper o poder, será este o destino da familícia e da escória bolsonarista. Amém!

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Entre Bolsonaro e uma barata, o meu voto vai para…


O bolsonarismo é sinônimo de sujeira e canalhice. É um catadão de tudo aquilo que existe de pior na política e na sociedade. Fascistas, golpistas, racistas, preconceituosos, misóginos, machistas, homofóbicos, saudosos da ditadura e da tortura, ignorantes, imbecis, milicianos, psicopatas. Enfim, a doença da vez a ser combatida.

A nossa posição é muito clara: não há diálogo nem tolerância com bandidos, cafajestes, hipócritas, demagogos, oportunistas ou simplesmente idiotas que se juntam ao bolsonarismo, seja como candidatos, eleitores ou simpatizantes. Repudiamos e combateremos essa corja.

Às vésperas da campanha eleitoral, portanto, é sempre bom lembrar. Não queremos ser “isentões”. Apesar de não defendermos nenhum partido ou candidatura específica, sabemos contra quem devemos atuar: essa escória bolsonarista, herdeira dos maiores bandidos da política e da história brasileira.

Então é por isso que repetimos sempre: se tivermos que escolher entre uma barata e Bolsonaro, preferimos votar no inseto rastejante contra o verme asqueroso, inimigo da inteligência, do bom senso, da natureza, da humanidade, do mundo civilizado e da vida.

quinta-feira, 30 de junho de 2022

São Paulo está livre de projetos absurdos por 30 dias; mas a política segue dominada pelo crime organizado


Depois de aprovar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2023, ou seja, a previsão genérica das despesas e da arrecadação municipal para o ano que vem, com um orçamento estimado em R$ 90,1 bilhões, os vereadores paulistanos já entraram no recesso do meio do ano.

Claro que não faz nenhum sentido deixar de trabalhar em julho (num recesso anual que se soma a dezembro e janeiro e proporciona quase três meses de férias a esses “trabalhadores” que já são tão privilegiados). A única vantagem para a cidade é a certeza de que neste período eles não vão aprovar nenhum projeto esdrúxulo, como é praxe na Câmara Municipal.

Infelizmente há pendências que podem ficar esquecidas durante essa paralisação, como a necessária cassação do vereador racista Camilo Cristófaro (que trocou o PSB pelo Avante), aquele que foi flagrado num vazamento de áudio durante sessão pública afirmando que um ato que o desagradava era “coisa de preto”.

Faz tempo que o Legislativo paulistano funciona quase como um puxadinho do Executivo. A relação entre o prefeito e os vereadores é marcada por negociatas para a aprovação de projetos, acerto de verbas para seus currais eleitorais e a distribuição de cargos. Ou seja, imparcialidade e independência zero. Fora a atuação como despachantes de luxo de setores econômicos e empresariais.

Agora há ainda outro agravante: o crime organizado que atua na cidade, já reconhecidamente infiltrado em áreas como transporte, comércio ambulante, habitação e assistência social. Há até vereadores investigados pela polícia por vinculação direta com o PCC. É este o nível deplorável da nossa política e dos nossos políticos. Vamos de mal a pior. Pobre São Paulo.

terça-feira, 28 de junho de 2022

Bolsonaro acima de tudo e de todos


A essa altura do campeonato, não existe mais nenhum argumento racional, nenhuma desculpa, absolutamente nenhum motivo coerente, verdadeiro e objetivo que ainda justifique alguém civilizado, com boas intenções e bom caráter, apoiar o presidente demente.

O bolsonarismo hoje se resume aos muito bandidos, ou muito imbecis, ou muito cafajestes. Oportunistas, hipócritas, milicianos, corruptos, armamentistas, golpistas, racistas, fascistas, ou qualquer outro “ista” que se enquadra e se identifica com Bolsonaro e esses bolsonaristas criminosos e canalhas.

Proteger político corrupto e assaltantes dos cofres públicos é recorrente nestes anos de desgoverno. Defender os filhos delinquentes, esconder-se sob o foro privilegiado, comprar deputados e senadores, comprar delegados e juízes, patrocinar esquemas de desvio de verbas públicas para benefício pessoal (seja por meio de rachadinhas, ou dos cartões corporativos, ou de achaques diretos e indiretos) é o modus operandi dessa quadrilha.

Antecipar ao ex-ministro da Educação e aos pastores mafiosos que eles seriam investigados e presos pela Polícia Federal é a cereja deste bolo embolorado bolsonarista. Afinal, para eles tanto faz roubar dinheiro do ensino, ou da saúde, ou do meio ambiente, ou da cultura, ou da agricultura, ou do orçamento secreto como um todo. Vale tudo para manter essa escória no poder. O mal a ser combatido se resume a um inimigo imaginário, o “comunista” que vive embaixo da cama de cada lunático bolsonarista.

O que o PT fez merece ser condenado, claro. Lula, preso. Mas eles nem se envergonham de manter no poder todos os mesmos cúmplices dos governos petistas. A própria familícia Bolsonaro está filiada ao partido que é propriedade privada de um dos grandes presidiários do mensalão. Todos seguem saqueando os cofres públicos - e tudo bem! Quem não gostar que vá pra Venezuela ou pra Cuba. E se possível que morra no paredão - ou torturado, como merece todo opositor. Sem mimimi.

segunda-feira, 27 de junho de 2022

O mundo dividido entre “pessoas de bem” e nós, os antibolsonaristas


Todo mundo sabe que assim que perder o foro privilegiado e o controle da chave dos cofres públicos, o presidente demente vai ver o sol nascer quadrado atrás das grades (coisa que ele já conhece desde os tempos de militar medíocre, por “transgressões graves”). Não é de agora que Bolsonaro mostra ser um desequilibrado, desqualificado, sociopata e mau caráter.

Mas, convenhamos, o banditismo na política não é exclusividade da familícia e dos seguidores bolsonaristas. Essa escória que transbordou dos esgotos nas eleições de 2018 viria à tona de qualquer modo, mais cedo ou mais tarde, pois tem grande representatividade em setores podres da sociedade brasileira, em diversos partidos. Eleitores se identificam verdadeiramente com essa corja. E se dizem “pessoas de bem”. Ô, dó.

Veja as notícias que mobilizam a opinião pública neste início de semana: o caso do aborto negado por uma juíza para uma menina de 11 anos que engravidou após ser estuprada, a jovem atriz vítima de fofocas e de julgamentos canalhas pelo tribunal das redes sociais num episódio semelhante, entre outras mesquinharias que desviam a atenção de grande parte dos brasileiros, fazendo perder o foco dos problemas coletivos do país a três meses das eleições.

Se Bolsonaro vai nos deixar um único legado positivo, sem dúvida é esse grande filtro que permite separar a barbárie do humanismo, a ignorância do bom senso, o ódio da razão. Como sempre dizemos, o bolsonarismo é uma doença. Causa dor e retrocesso ao nos expor a males gravíssimos, mas ao menos nos permitirá buscar remédios democráticos e republicanos para nos empurrar de volta ao rumo da civilidade. Basta desses vermes, cafajestes e hipócritas.

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Bolsonarismo é um doença


Quando mataram covardemente o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips, o que os bolsonaristas fizeram? Postaram condolências? Repudiaram o crime brutal? Demonstraram um mínimo de empatia? Que nada! Subiram os nomes de Adélio e Celso Daniel para o top das redes sociais.

Você entendeu o nível da psicopatia e da cretinice dessa corja? Eles até admitem que Bruno e Dom foram mortos por denunciarem ilegalidades protegidas e incentivadas por Bolsonaro. Tanto que resgataram o episódio da facada na campanha de 2018 e o assassinato do petista em 2002 para tentar equiparar a bandidagem de direita e de esquerda, como se fosse tudo a mesma coisa.

Até para o caso do procurador cafajeste flagrado em vídeo agredindo a procuradora-geral da Prefeitura de Registro, no interior de São Paulo, essa escória procura argumentos para tentar relativizar a selvageria. Assim que foi revelado que o agressor é bolsonarista, o gado robotizado inventou nas redes que ele devia ser “perseguido pela chefe petista”.

É ou não é uma doença de corpo e alma esse mau-caratismo bolsonarista? Um mal que precisa ser exterminado pela raiz. Tirando Bolsonaro no voto, julgando os crimes dele, da familícia e de seus cúmplices, vermes da pior espécie. Punindo cada um desses políticos vagabundos, corruptos, canalhas. Cadeia neles!

quarta-feira, 22 de junho de 2022

“Me chama de corrupto, p****!”


Bolsonaro, você é um corrupto. Além de um presidente demente, incompetente, irresponsável, cafajeste, desumano, boçal, despreparado, desqualificado. Um verme.

Teu ex-ministro da Educação e o pastorzinho bandido que comandava o esquema de corrupção desviando dinheiro do ensino público para os bolsos bolsonaristas acabaram de ser presos pela Polícia Federal.

É o mesmo caminho que você, a primeira-dama e os filhos delinquentes devem tomar quando perderem a eleição e o foro privilegiado, que garante esse esquema de proteção miliciana a político vagabundo.

Que aprodreçam na cadeia, canalhas.

terça-feira, 7 de junho de 2022

7 de junho: Dia da Liberdade de Imprensa


No Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, tem todo o nosso apoio esta ação em defesa do jornalismo profissional promovida pelos jornais impressos e sites que se reúnem no consórcio de veículos de imprensa desde o início da pandemia para combater a desinformação e o negacionismo.

Além de reportagens para marcar o significado dessa data, a campanha reforça a importância do acesso à informação de qualidade pela sociedade, já que sem informação não há cidadania plena. A ação também busca defender a integridade dos jornalistas profissionais que sofrem, cada vez mais, com ataques e ameaças no exercício da profissão.

O Dia Nacional da Liberdade de Imprensa lembra um manifesto de 1977 exigindo o fim da censura à imprensa e à restrição da liberdade de informação. Assinado por quase 3 mil jornalistas, o documento, publicado no Boletim da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), denunciava a apreensão de edições inteiras de periódicos, a omissão de informações por parte do governo e a ameaça representada pelo AI-5, o ato institucional que inaugurou a fase mais dura da ditadura contra a imprensa e a sociedade brasileira.

A ditadura militar, de 1964 a 1985, foi um dos momentos da história recente do país em que essa liberdade de informar foi reprimida de forma mais nítida. Isso também ocorreu no Estado Novo de Getúlio Vargas, que durou de 1937 a 1945. E ainda hoje há quem defenda a volta da ditadura e da censura, o fechamento do Congresso e do Supremo, e até relativize crimes hediondos como a tortura. Tristes tempos.

O Brasil ocupa uma posição ruim no ranking mundial de liberdade de imprensa, feito pela organização Repórteres sem Fronteiras, que avalia a liberdade dos jornalistas para desempenhar seu papel profissional. Dos 180 países avaliados, o Brasil está a 110ª posição.

Ao citar o crescimento do discurso contra a imprensa no mundo, o relatório citou especificamente o Brasil: “Cada vez mais visíveis e virulentos, os ataques públicos enfraquecem a profissão e incentivam ações legais abusivas, campanhas de difamação e intimidação, especialmente contra mulheres, e assédio online a jornalistas críticos.”

sábado, 4 de junho de 2022

Fundos públicos bilionários para os políticos deixam todos de fundilhos à mostra


Viagens nacionais e internacionais. Hospedagens de luxo. Almoços e jantares em restaurantes caríssimos. Reuniões, eventos, cursos, passeios, brindes, presentes, favores e muita propaganda (tanto a oficial quanto aquela disfarçada, que funciona como verdadeira lavagem cerebral).

Advogados, seguranças, marqueteiros, motoristas, estrategistas, secretárias, assessores, cabos eleitorais e puxa-sacos bem remunerados. O alto salário de dirigentes partidários. Salas comerciais, casas, prédios, mansões. Carros, motos, até helicópteros e aviões particulares.

Sabe quem paga tudo isso, mensalmente, aos políticos e partidos de direita, de esquerda e de centro, praticamente sem qualquer controle e fiscalização, concordando ou não com eles? Nós. Eu, você e todos os contribuintes brasileiros. Queiramos ou não.

Dinheiro que escoa dos cofres públicos para alimentar dois fundos bilionários (na minha opinião vergonhosos) que são propostos, aprovados e mantidos pelos políticos para o privilégio deles próprios: o fundo partidário e o fundo eleitoral. Mamata das boas para quem vive de malandragem às nossas custas.

O robô que te ataca nas redes sociais, a propaganda que invade a tua caixa postal ou que chega por whatsapp ou direct. O post patrocinado. As fake news. Os stories bem produzidos. Vídeos, lives, podcasts, jingles, animações, aplicativos, livros, revistas, faixas, panfletos, drones, trios elétricos, comícios, carreatas.

Tudo pago pelo eleitor (eu e você que perdemos tempo batendo boca no facebook e no instagram e seguimos limitados às nossas bolhas polarizadas), mesmo para aquele político que você detesta. Um tapa na cara da sociedade, inclusive para o cidadão que se acha muito isento, esperto e consciente.

O encontro de negacionistas, terraplanistas, saudosos da ditadura, defensores do fechamento do Congresso e do Supremo? Você paga. A reunião das lideranças socialistas e comunistas que resistem na sua luta utópica? Você também paga. Reuniões de meia dúzia de engravatados, de mulheres para cumprir cota, de grupos de jovens, visitas de prefeitos, vereadores e aspones, festas, honrarias e homenagens a figuras inexpressivas?

Tudo sai do mesmo orçamento estatal que privilegia essa gastança vexatória enquanto falta dinheiro para saúde, segurança, educação ou para aquela obra antienchente que evitaria centenas de mortes. É ou não é muita falta de vergonha na cara? Deles e nossa, que deixamos tudo isso acontecer sem reagir. Sem dar um pé nos fundilhos destes vagabundos.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Qual é a lógica política de armar a população? E agora que todo bandido virou “caçador” e “colecionador”?


Primeiro, é mentira que as “pessoas de bem” querem se armar, né? Ao contrário da escória bolsonarista, que de “bem” não tem nada, cidadãos normais, brasileiros civilizados, pais e mães de família, não vão sair por aí como cowboys do velho oeste americano.

O argumento que é para reforçar a segurança pessoal e familiar, então, com algumas raras e pontuais exceções de quem vive em lugares isolados, por exemplo, longe dos grandes centros, é mentiroso. Típico de políticos hipócritas, corruptos, incompetentes, canalhas.

A motivação ideológica para o armamento é ainda pior. Além de falaciosa e cretina, é também criminosa. Diz o mito mitômano, sempre ele, que as pessoas devem se armar para garantir a sua “liberdade individual” e lutar contra uma fantasiosa ditadura comunista. É ridículo, surreal e doentio.

Ao invés de aumentar a nossa segurança, essas campanhas pró-armamento atendem aos interesses da indústria de armas, de munições e o crime organizado (não por acaso, todos entre os maiores financiadores de campanhas políticas, por vias legais ou paralelas). Só não vê quem não quer.

A circulação facilitada de armas atende às milícias, aos bandidos, a agentes públicos mal intencionados e a quem age ao arrepio da lei. Basta verificar a quantidade de gente que passou a adquirir armas livremente ao se declarar “caçador” e “colecionador”. Ainda que fosse mesmo para a caça, já seria absurdo. Mas quantos caçadores temos numa metrópole como São Paulo? Vão caçar o que? Pombos no telhado?

A polícia já flagrou mulheres de presidiários e líderes de facções criminosas como o PCC com verdadeiros arsenais em casa, sob alegação de serem caçadoras e colecionadoras. É para isso que servem essas leis imbecis aprovadas por políticos cafajestes e vagabundos. E quem vota nessa corja ajuda a alimentar a bandidagem. São cúmplices ou apenas otários?

No Rio de Janeiro, o Governo do Estado decidiu agora comprar armas e munições para policiais da reserva. Já não bastava Bolsonaro comprar viagra e próteses penianas para militares aposentados, os velhinhos de pijama vão atingir o ápice do estágio fálico tardio (Freud explica) saindo às ruas armados com licença para matar?

Ironias à parte, estamos numa época em que os governantes e o poder público incentivam milícias, seguranças armadas particulares e grupos paramilitares. Com a quantidade de lunáticos soltos por aí, os índices de violência e criminalidade na estratosfera, sem contar as ameaças à democracia, tem como isso acabar bem?