segunda-feira, 6 de julho de 2020

Cá entre nós, você não sente vergonha do presidente do Brasil?

Neste sábado, 4 de julho, o presidente Jair Bolsonaro comemorou o Dia da Independência dos Estados Unidos.

Que cena mais grotesca, bajuladora, submissa, colonialista, antipatriótica, subserviente. Não é este o presidente que adotou o slogan “Brasil acima de tudo?”. O tal da “nossa bandeira jamais será vermelha?”.

Pode ser o que, então? Listrada com estrelinhas? Que ridículo! Mas nada que surpreenda regredir no tempo com Bolsonaro, o bolsonarismo e os bolsonaristas. A primeira bandeira da República já foi mesmo uma cópia mal feita da americana.

Que tal resgatar aquele pavilhão de mau gosto junto com a proposta de intervenção militar, de “novo AI-5”, de fechamento do Congresso e do Supremo, de armar a população até os dentes para enfrentar a “ameaça comunista”?

Já sabemos que Bolsonaro é tosco, inepto, despreparado, desequilibrado, desqualificado. Que é incompetente para governar. Que juntou no ministério um bando de fanáticos e milicianos ideológicos. Que ajudou a eleger uma bancada de lunáticos e sociopatas.

Mas estas cenas ridículas, como os desfiles rotineiros com as bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, bem como o desprezo pela ciência, pela cultura, pela educação e pelo meio ambiente, colocam o Brasil com destaque inédito numa posição de vergonha mundial!

E não foram poucas as vezes em que Bolsonaro ficou de joelhos para os EUA: ao liberar a entrada de americanos sem visto enquanto eles seguem tratando os brasileiros como cidadãos de segunda classe, por exemplo.

Ao imitar o presidente Trump na recomendação da cloroquina contra o coronavírus, mesmo após a ciência desmentir a sua eficácia. Ao atacar a Organização Mundial da Saúde. Na fuga de Weintraub com passaporte diplomático.

Ao endossar as posições retrógradas dos EUA na ONU (isso quando não se junta às ditaduras e aos países islâmicos). Ao acreditar na promessa de que Trump iria promover a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Além do ridículo episódio da indicação do filho Eduardo Bolsonaro para a Embaixada dos Estados Unidos, apontando no currículo a suposta amizade com Trump e o fato dele ter morado no país fritando hamburguer e aprendendo inglês.

Nada pode ser mais vexatório para o Brasil do que Bolsonaro entre os líderes mundiais. Pense nos defeitos de Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma, Temer. Misture tudo, selecione o pior e nem assim se chega ao nível subterrâneo de Bolsonaro.

Mas não basta a vergonha mundial. Temos a canalhice doméstica também. Aonde está o prometido combate à corrupção, o apoio à Lava Jato, ao fim do foro privilegiado, à prisão em segunda instância?

Bolsonaro é a própria mentira. O meme que virou presidente é também o rei das fake news. O Brasil não merece este vexame. Precisamos virar a página e retomar a nossa História com democracia e dignidade.

#ForaBolsonaro #BrasilPelaDemocracia #BrasilPelaVida #Basta #EstamosJuntos #Somos70porcento #Suprapartidário #DemocraciaJá

sábado, 4 de julho de 2020

O vírus da ignorância e da falta de empatia

Esta segunda-feira, 6 de julho, marca uma das mais importantes etapas no enfrentamento da pandemia do coronavírus em São Paulo. Nossa vida está em jogo.

Afinal, qual será o efeito da reabertura de bares e restaurantes, salões de beleza e muito em breve das academias de ginástica, dos clubes e atividades esportivas, teatros, cinemas, museus, exposições e eventos culturais?

Nesta semana, o trânsito já bateu números recordes no trimestre. Aglomerações voltaram a ser rotina. Retornaram os congestionamentos, as vias paradas por excesso de carros e o transporte público superlotado. Vai piorar.

O horário limitado para o funcionamento das lojas de shopping e do comércio de rua também será ampliado, de quatro para seis horas, com a condição deste último ficar fechado três dias na semana. Uma bobagem.

Lojas, bares e academias com horário reduzido servem apenas para concentrar mais gente em menos tempo. Uma confusão. Não tem nada de científico nessa restrição. É puro capricho burocrático.

A demora para abrir os parques públicos é outro equívoco. Já insistimos tanto por aqui: onde está o maior risco de contaminação, numa caminhada num espaço a céu aberto ou aglomerado dentro de um ônibus e em ambiente fechado com ar condicionado?

A sociopatia e a irresponsabilidade criminosa do presidente Bolsonaro também não ajudam. Parcela da população que ainda segue suas sandices acredita que o uso obrigatório da máscara (que ele acaba de vetar) é desnecessário e que o isolamento social foi exagerado.

Culpam sem razão governadores e prefeitos que optaram pela quarentena e por medidas mais rígidas de distanciamento, enquanto o governo federal - ao demitir dois ministros da Saúde e desprezar a ciência - foi o grande promotor de mortes por omissão e desinformação.

Mesmo na economia, a estratégia política do bolsonarismo é jogar tudo na conta dos adversários (e aí tanto faz se são de esquerda ou de direita), como se o desemprego, a crise e a quebradeira geral fossem responsabilidade exclusiva dos estados e municípios.

O governo federal, repetem os bolsonaristas, fez a parte dele ao se posicionar contra a quarentena, liberar verbas para governadores e prefeitos, e pagar a ajuda emergencial de 600 reais para os mais necessitados.

Ora, mais fake news - como é praxe - deste governo do meme que virou presidente. Quem acha que Bolsonaro fez algo por iniciativa própria, ignora os fatos, desconhece a relação entre os poderes ou age de má fé.

Aqui em São Paulo, João Doria e Bruno Covas foram firmes nos primeiros meses da pandemia. Tomaram medidas rigorosas mesmo enfrentando a oposição dos bolsonaristas e a pressão ruidosa de setores que põem o lucro acima das vidas.

Resistiram por um tempo razoável, até, mas agora cedem ao lobby político e empresarial em pleno ano eleitoral. Eis o dilema: segurar demais e assumir a culpa pela crise econômica ou afrouxar antes do tempo e ver disparar a contaminação?

O desafio está lançado. Serão dias, semanas e meses de altíssimo risco. Nós que seguimos as regras do isolamento e valorizamos a ciência vamos esbarrar nas ruas, cada vez mais, com uma multidão que não está nem aí para nada, tem zero de empatia e de civilidade. Quem vence?

Isso me lembra uma frase clássica de Nelson Rodrigues, que resume bem o meu pensamento e a minha indignação: “Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos.”

sexta-feira, 3 de julho de 2020

O Brasil antes e depois de Bolsonaro, com 1/3 de FDPs (E você, qual é o teu terço?)

Respira fundo que lá vem textão! Mas é uma leitura útil para todos: tanto para aquele um terço de brasileiros bolsonaristas, quanto para os dois terços do anti-bolsonarismo (e, dentro desse percentual genérico, aquilo que também já foi um terço de saudosos do PT). Pensar faz bem.

Como é que tem gente que votou no Bolsonaro dizendo ser contra político corrupto, a favor da Lava Jato, contra o foro privilegiado, entre outras comprovadas mentiras, e pode seguir se declarando bolsonarista após tantas contradições?

Ou votaram no Bolsonaro só mesmo para mudar as moscas? Porque o lixo é o mesmo! Os corruptos do Centrão seguem dando as cartas. Os privilégios continuam. Bandidos - inclusive os filhos delinquentes - tem tratamento especial e são protegidos das investigações.

A Educação, sem ministro depois de três tentativas frustradas, é entregue a malucos, ignorantes, fanáticos ideológicos, falsificadores de currículos. Bolsonaro reproduz ainda pior à direita o que condenava na esquerda.

A Saúde, também no terceiro ministro, é outro festival de incompetência e incapacidade. Não consegue se acertar nem na divulgação dos números do coronavírus, quanto mais na prevenção, no combate à pandemia e no atendimento digno à população.

Aí surgem os lunáticos e milicianos virtuais com as frases feitas de sempre: “A culpa é dos governadores e prefeitos”. “A culpa é do Supremo”. “A culpa é da imprensa”... E da esquerda, e dos comunistas, e do Papa! A culpa é sempre do outro, claro!

Nunca o culpado é o presidente demente que brasileiros com pouca informação ou pouco caráter elegeram. Um inepto, despreparado, desqualificado, desequilibrado, que precisa ser afastado da Presidência para retomarmos a civilidade no País.

Ah, mas “e o PT”? “E o Lula”? Não sei, meus caros bolsonaristas alienados. O que sei é que Lula deixou a Presidência em 2010. Há longos e distantes 10 anos! Hoje está condenado e inelegível. O PT não é governo há quatro anos, desde o impeachment da Dilma. Dane-se o PT!

Estamos em 2020! Acordem! Os FDPs agora são outros. Atualizem-se! Aliás, se você é bolsonarista, saiba que também é um deles! Porque está entre os inimigos da democracia, da justiça, da cultura, do meio ambiente, da economia, da saúde, da ciência.

Um terço de FDPs

Um terço dos brasileiros votou em Jair Bolsonaro para a Presidência da República e, segundo todas as pesquisas de opinião desde então, ele vem mantendo esse índice de apoiadores.

Em 2018, este um terço de brasileiros bolsonaristas bastou para elegê-lo com a maioria dos votos válidos, tanto no 1º quanto no 2º turno das eleições presidenciais.

Somos 210 milhões de brasileiros, segundo os dados oficiais. Destes, 147,3 milhões estávamos habilitados a votar para presidente há dois anos.

Os que escolheram Jair Bolsonaro no 1º turno somaram pouco mais de 49,2 milhões (46,03% dos votos válidos, ou 33,4% do total de eleitores, ou ainda cerca de 23% da população).

Outros 57,7 milhões de eleitores - eu entre eles - optamos por algum outro entre os demais candidatos. Eram 12 (sendo Fernando Haddad, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e João Amoedo os mais votados).

Sem contar os 3,1 milhões de votos em branco e os 7,2 milhões de nulos. E tivemos ainda um índice recorde de abstenções: 29,9 milhões de pessoas, ou 20,3% do eleitorado.

Primeira conclusão política e matemática: No 1º turno, dois terços dos eleitores não votamos neste presidente.

No 2º turno, Bolsonaro teve 57,7 milhões de votos (55,13% dos votos válidos, ou 39,2% dos eleitores, ou ainda cerca de 27,5% da população).

Outros 47 milhões optaram por votar em Haddad. Os votos em branco caíram para 2,4 milhões e os nulos subiram para 8,6 milhões. As abstenções aumentaram em 1,4 milhão: foram 31,3 milhões de ausentes (ou 21,3% do eleitorado).

Segunda conclusão política e matemática: Apesar de receber pouco mais da metade dos votos válidos, 60% dos eleitores aptos a votar simplesmente não quiseram eleger Bolsonaro, optando pelo adversário ou pelo voto em branco, nulo ou abstenção.

E por que eu estou falando de todos esses números, afinal? Porque eu sinto a chamada “vergonha alheia” quando vejo postagens como #FechadosComBolsonaro, #SomosTodosBolsonaro ou #BolsonaroTemRazão.

Quem é esse um terço de imbecis que ainda idolatram o presidente demente? O que tem na cabeça essa escória que se vê personificada neste meme da internet? O que move esses fanáticos, lunáticos e milicianos bolsonaristas?

Muita gente diz que votou em Bolsonaro por conta do suposto apoio do presidente à Lava Jato, contra os corruptos da velha política, contra o foro privilegiado, contra as fake news.

Como justificar então a demissão do Moro, a associação com o Centrão, os ataques à Justiça, a proteção ao Queiroz e a outros corruptos, entre eles os filhos delinquentes?

Tudo é fake neste governo. As promessas do presidente, o currículo dos ministros, a campanha de combate ao coronavírus, a ideologia, as notícias, as reformas, os apoiadores, os inimigos (comunistas imaginários).

Bolsonaro é a própria mentira. Chega! Ninguém merece! O Brasil só vai avançar quando se livrar deste peso morto. Um bando de ineptos, irresponsáveis, despreparados e desqualificados para governar o País.

Entendeu agora ou precisa desenhar? #Basta #EstamosJuntos #Somos70porcento #DemocraciaJá #BrasilPelaDemocracia #BrasilPelaSaúde

#ForaBolsonaro


quarta-feira, 1 de julho de 2020

Eleição é adiada para 15 de novembro e deixa a disputa totalmente indefinida com provável desgaste dos políticos governistas e atuais mandatários

Esqueça tudo o que você já leu e ouviu sobre a definição dos pré-candidatos para a Prefeitura e para a Câmara Municipal. Com o adiamento do 1º turno das eleições de 4 de outubro para 15 de novembro, e de um eventual 2º turno para 29 de novembro, tudo pode mudar no cenário eleitoral de 2020.

Esses 42 dias adicionais alteram todos os prazos legais e a bolsa de apostas de azarões e favoritos, além de poder recolocar na disputa quem já era considerada carta fora do baralho.

É o caso, por exemplo, do apresentador José Luiz Datena, que hoje afirmou ao vivo, no seu programa da Band, que pode repensar e renegociar uma possível candidatura a prefeito ou vice em São Paulo. Filiado ao MDB, ele lidera todas as pesquisas de intenção de voto desde o início do ano.

Todo o contexto da pandemia e a crise que se agrava no Brasil devem influenciar no humor do eleitorado e nos rumos das eleições municipais. Não é à toa que os atuais detentores de mandato, prefeitos e vereadores que vão buscar a reeleição, e também os principais nomes do bolsonarismo, foram contra o adiamento. A paciência do brasileiro está acabando. O desgaste dos políticos governistas parece inevitável e a oposição ganha força.

Citamos o caso do apresentador Datena porque foi noticiado nesta semana que ele havia desistido outra vez de disputar uma eleição, ao seguir na TV após o prazo limite para as emissoras tirarem do ar seus apresentadores que serão candidatos. Porém, com a mudança das datas, essa definição foi empurrada de 29 de junho para o dia 11 de agosto. Serão 40 dias a mais para nomes como Datena e Celso Russomanno definirem seu futuro.

Há margem ainda para a eleição ser realizada até o dia 27 de dezembro em municípios que tenham agravada a situação pela contaminação do coronavírus. As restrições por questões sanitárias também provocaram outras mudanças, como a autorização para os partidos políticos realizarem convenções e reuniões virtualmente, entre 31 de agosto e 16 de setembro, para escolher candidatos e formalizar coligações. O objetivo é evitar aglomerações.

Vamos acompanhar o que vem por aí. A campanha será tensa e surpresas podem acontecer. Pré-candidatos a prefeito e a vereador ganham tempo de campanha, enquanto a nossa obrigação como eleitores aumenta: vamos pesquisar, buscar informações confiáveis, comparar, escutar propostas e votar de forma consciente e responsável.

Vereadores autorizam Prefeitura de São Paulo a pagar cachê aos artistas por lives nas redes sociais

Uma emenda ao projeto que concede auxílio emergencial aos voluntários do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos vai permitir também a remuneração aos artistas por apresentações virtuais, neste que agora passa a ser o “novo normal”.

É o que ficou decidido entre os líderes partidários para ser aprovado na pauta desta quarta-feira, dia 1º de julho. O primeiro item é justamente o Projeto de Lei 308/2020, sobre o programa educacional MOVA, em segunda e definitiva votação.

Será incluída uma emenda no texto com o objetivo de autorizar a Secretaria Municipal de Cultura a remunerar artistas que promovam shows ao vivo por meio das redes sociais.

O pagamento pelas lives, como são conhecidas essas transmissões via internet, passará a ser permitido de forma permanente e não apenas durante o período de pandemia.

“Vamos prever em lei que a Secretaria de Cultura possa pagar por live, remunerar o cachê artístico mediante a execução de eventos artísticos virtuais, preferencialmente ao vivo”, explicou o presidente da Câmara, vereador Eduardo Tuma.

A polêmica que sempre surge nessas apresentações artísticas pagas com dinheiro público é o critério de escolha das apresentações e o limite do valor a ser gasto. Quanto vale um show? Quem escolhe os artistas? O que é arte? O que é cultura popular? Senta que os haters vem aí...

Por exemplo, veja a agenda de lives desta semana (obviamente nenhuma delas remunerada pela
Prefeitura), apenas para termos uma ideia da variedade e diversidade de gosto e estilos:

TERÇA-FEIRA (30/06)


19h – #EmCasaComSesc – Sandra de Sá

20h – Coletivo Iabás e Djonga

22h – Teresa Cristina


QUARTA-FEIRA (1/07)

16h – Dennis DJ

16h15 – Sepultura

19h – #EmCasaComSesc - Lô Borges

22h – Teresa Cristina


QUINTA-FEIRA (2/07)

20h – “Trap Show” – Murilo Couto

22h – Teresa Cristina


SEXTA-FEIRA (3/07)

20h – Parangolé

22h – Teresa Cristina

22h45 – Joelma


SÁBADO (4/07)

18h – “Warner Pride” – Ludmilla, Pocah, Elana Dara e Nick Cruz

18h – Péricles

18h – Xande de Pilares

19h – #EmCasaComSesc – Elza Soares com participação de Flávio Renegado

20h – Avine Vinny

20h – Pixote

20h – Lexa

21h30 – Maiara & Maraisa

22h – Teresa Cristina


DOMINGO (5/07)

14h – Vou Pro Sereno

15h – Harmonia do Samba

16h30 – Fernando & Sorocaba

17h – Paula Fernandes

17h30 – Psirico

18h30 – Detonautas

22h – Teresa Cristina

terça-feira, 30 de junho de 2020

Você tem consciência da importância do seu voto para vereador?

Muita gente vive reclamando da má qualidade dos políticos, ou de que não se sente bem representado, mas poucos se dão conta que a mudança está a um toque do seu dedo: no voto!

O que te leva a escolher um candidato ou candidata? Quais critérios pesam mais nesta escolha? Você conhece a história de vida de quem você escolhe? Sabe quais são seus compromissos e os aliados? Por que ele ou ela quer se eleger, afinal?

Você se lembra em quem votou para vereador nas últimas eleições? Seu candidato foi eleito? Fez um bom mandato? Você acompanha o trabalho da Câmara Municipal? Tem informações suficientes?

Nosso foco é a qualidade da política, mas sabe o que as eleições de 2020 significam em quantidade? Neste ano vamos escolher novamente prefeitos e vereadores em 5.570 municípios brasileiros.

Serão quase 20 mil candidatos a prefeito e mais de 450 mil candidatos a vereador disputando, por 33 partidos diferentes, cerca de 57 mil cadeiras municipais no Brasil.

O vereador é o agente político mais próximo do nosso dia a dia, eleito para legislar em nosso nome na cidade. É quem vai tratar dos tributos municipais, como IPTU e ISS, vai aprovar e fiscalizar o Orçamento da Prefeitura e até interferir diretamente na destinação desses recursos por meio das emendas.

Vai cuidar das regras de zoneamento, do uso e ocupação do solo; fiscalizar as subprefeituras e a zeladoria da cidade, o comércio, os serviços e as secretarias municipais, como transporte, saúde, educação e meio ambiente.

Então, que tal procurar, pesquisar, comparar, buscar informações, investir tempo e inteligência para listar bons nomes e fazer uma boa escolha, que honre o nosso voto e possa nos representar com dignidade pelos próximos quatro anos no Legislativo?

segunda-feira, 29 de junho de 2020

#BrasilPelaDemocracia #BrasilPelaVida



Hoje, mais de 70 organizações e movimentos lançam campanha em defesa da vida e da democracia: www.brasilpelademocracia.org.br

#BrasilPelaDemocracia #BrasilPelaVida

Vídeo: João Wainer
Voz: Patrícia Pillar
Música: "O Bêbado e o Equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc (em memória).


PELA DEMOCRACIA E PELA VIDA

Defender a vida e a democracia é o propósito que nos une e mobiliza

A vida está ameaçada.

A inépcia e a descoordenação do Governo Federal enfraquecem a capacidade da sociedade brasileira de enfrentar a pandemia. A crise de saúde pública que vivemos é ainda agravada pela incapacidade de respostas consistentes e urgentes diante da insustentável realidade de pobreza, desigualdades e iniquidades, assim como pela recusa frequente de levar em consideração as orientações científicas, médicas e de profissionais e organizações de saúde.

A democracia também.

A democracia está ameaçada. As instituições, a imprensa, a cidadania e o Estado Democrático de Direito estão sob permanente e inconcebível ataque. Preceitos constitucionais fundamentais têm sido descumpridos. Vemos aviltada a soberania de decidir e conduzir nossa política econômica e o melhor e mais sustentável uso de nossos recursos estratégicos.

A sociedade precisa se unir e agir.

O momento histórico exige que a sociedade civil brasileira se coloque em movimento, em articulação e mobilização. Impõe-se a necessidade de reunir e unir todos e todas que consideram a proteção da vida e da democracia valores universais, atualmente agredidos e ameaçados pelas medidas e iniciativas de autoridades públicas do Governo Federal.

Brasil pela Democracia e pela Vida.

Trata-se de uma campanha para congregar todos e todas que compreendem como indispensável a defesa da paz e a preservação do Estado Democrático de Direito e suas instituições, de maneira a assegurar, fortalecer e expandir os ainda insuficientes espaços de participação e intervenção social. É a reunião de esforços para proteger a vida, favorecendo a solidariedade, a cooperação, a articulação e a coordenação entre governos, instituições, organizações, movimentos e cidadãos e cidadãs.

domingo, 28 de junho de 2020

Entre a civilização e a barbárie, o bolsonarismo, a oposição e o muro #ForaBolsonaro #ImpeachmentJá

Compartilho aqui uma reflexão: o protagonismo do antibolsonarismo está se dando principalmente por ações do Judiciário, da grande imprensa (Globo e Folha à frente) e de influenciadores digitais.

A política propriamente dita, formal, tradicional, institucional, está em segundo (ou último) plano. Há um vazio de grandes lideranças, além de uma falta gritante de sintonia e de credibilidade dos partidos e dos representantes eleitos.

Pesam contra a unidade da oposição, ainda, os interesses difusos das legendas à esquerda, ao centro e à direita, uma miopia eleitoral incapacitante e a disputa fratricida pelo espólio do pós-PT (espaço ocupado, não por acaso, por fanáticos e lunáticos bolsonaristas).

Estamos na era do “ativismo autoral”, como Marina Silva observa há quase uma década. Para o bem ou para o mal, as redes substituem as ruas e interferem nas urnas, fazendo despontar personagens que vão de Bolsonaro a Tabata Amaral, de Sérgio Moro a Luciano Huck, de Rodrigo Gentili a Felipe Neto, de Joice Hasselmann a Fábio Porchat, de Sara Winter a Anitta.

Cabe perguntar: para que servem os partidos? Hoje são 33 legalizados e outros tantos buscando formalização, entre eles o Aliança Pelo Brasil, sigla bolsonarista que não saiu ainda da intenção ao validar menos de 2,5% das 492 mil assinaturas necessárias.

O Poder Legislativo, se não bastasse todo o descrédito da população, parece pouco eficaz no enfrentamento institucional aos abusos de Bolsonaro, principalmente se comparado às iniciativas práticas do Judiciário, do Ministério Público, dos movimentos cívicos e da imprensa.

Lentidão, fisiologismo, corporativismo, com um misto de omissão e de cumplicidade. Assim caminha o Congresso Nacional na visão de grande parte da população, dos alienados aos mais conscientes, dos cidadãos politizados, do efeito manada e dos formadores de opinião.

Onde estão as CPIs? E uma discussão consistente sobre os crimes de responsabilidade cometidos por esse presidente psicopata? Qual a perspectiva de abertura de um necessário processo de impeachment? Com que isenção e legitimidade deputados e senadores vão defender o estado democrático de direito?

Vivemos dias complicados. Podemos chafurdar na crise ou reagir enquanto é tempo para recolocar o Brasil no rumo do desenvolvimento sustentável, da boa política, da garantia das instituições republicanas e da consolidação da democracia.

Entre a civilização e a barbárie, qual a nossa escolha? Vamos sair do muro?

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Por um Brasil com água e esgoto para todos

São 100 milhões de brasileiros sem coleta de esgoto e 35 milhões de brasileiros sem água tratada. Uma vergonha!

Muito se fala hoje sobre a aprovação do novo marco legal do saneamento básico, como esperança para melhorar a qualidade de vida, enfrentar a crise sanitária e diminuir essa miséria e a desigualdade vexatórias para o Brasil.

O projeto recém-aprovado é de iniciativa do governo. Facilita a privatização de estatais do setor e extingue o modelo atual de contrato entre os municípios e as empresas estaduais. Estabelece metas e punições para quem não entrega água tratada e esgoto.

Parte da oposição foi contra. Alega que o momento deveria ser exclusivamente de combate à pandemia e que as novas regras podem não resolver a crise e, no final, ainda acabar pesando no bolso do consumidor com preços abusivos.

Pelas regras em vigor, as companhias precisam obedecer a critérios de prestação de serviços e tarifação, mas podem atuar sem concorrência.

O novo marco transforma os contratos atuais em concessões às empresas que vierem a assumir o abastecimento de água e o tratamento de esgoto, além de tornar obrigatória a abertura de licitação, envolvendo empresas públicas e privadas.


Quem perde e quem ganha

Um ponto para o debate: Obviamente todos concordamos com a necessidade urgente do saneamento no Brasil. Está aí a crise sanitária que nos mostra diariamente o mapa do caos.

Este novo marco regulatório é necessário justamente porque nem as estatais nem as empresas já privatizadas do setor vem cumprindo as metas e atenuando a crise. Vamos ver se essa nova concorrência pelos serviços vai melhorar a situação. Esperamos que sim.

Uma questão, porém, segue intrigante com a privatização: como o serviço de água e esgoto será lucrativo no País a curto e médio prazo, principalmente diante dos investimentos necessários e da miséria de grande parte da população?

Veja, somos favoráveis ao enfrentamento deste problema crônico no Brasil. Mas não podemos ignorar pontos concretos e objetivos para debatermos, principalmente neste contexto de crise e do óbvio interesse do lucro das empresas.

Por que não se investe tanto quanto necessário em saneamento? Porque é caro, complexo e há uma carência imensa. A questão é: Por que então empresas privadas se interessariam por estes serviços de água e esgoto? Por patriotismo não deve ser. Querem lucrar, mas como?

Que sejam criados mecanismos para impedir que a briga pela privatização se dê nos grandes centros, enquanto as áreas mais carentes e necessitadas sigam desassistidas. E também para vetar que se cobrem preços injustos e exorbitantes por serviços essenciais.

Áreas ricas e áreas pobres

Veja o que ocorre em São Paulo, por exemplo, com a privatização de parques públicos. Todo mundo quer o Ibirapuera, ninguém quer aqueles espaços de periferia. Os pacotes (quem ganha uma região nobre leva junto outras tantas carentes) talvez sejam um caminho.

Citemos outros serviços privatizados, tais como o transporte coletivo, que além de não atender a população como deveria, ainda custa bilhões aos cofres públicos por meio de subsídios estatais. E o monopólio segue firme, como neste caso das empresas de ônibus.

Não somos contra as privatizações, nem fãs de monopólios estatais. O que vemos é uma diferença imensa entre uma empresa ter lucro com o investimento em transportes ou telecomunicações, por exemplo, ou em redes de esgoto. Para citar alguns setores privatizados no Brasil. Mas, enfim, aguardemos.

Modelos a seguir

A Sabesp, companhia de água e esgoto de São Paulo, é considerada o padrão de empresa a ser seguido, mas está bem longe da realidade nacional. 

Por outro lado, a Cedae, companhia de abastecimento do Rio, ficou famosa por fornecer água contaminada com esgoto à população.

O Brasil quer entregar o seu saneamento, nas próximas décadas, a uma grande Sabesp ou uma grande Cedae?

Por vários motivos - econômicos, sociais, geográficos, políticos - não dá para ter a Sabesp como modelo viável nacionalmente, embora fosse o ideal. Mas é importante evitar o padrão Cedae.

Isso porque São Paulo e Rio são as jóias da coroa para qualquer privatização. Mas vamos pensar a situação geral do Brasil, de norte a sul. Haja trabalho, planejamento e investimentos.

Além do aspecto humanitário, não podemos nos esquecer também do impacto ambiental do problema do saneamento. Cidades sustentáveis precisam de água e esgoto, obviamente. Porém, há todo um encadeamento de problemas sociais, habitacionais, culturais, urbanísticos.

Como levar água e esgoto a loteamentos clandestinos ou invasões ilegais em áreas de mananciais, como ocorre nas grandes metrópoles? Então, são desafios colocados aos gestores e a todos nós, eleitores responsáveis e cidadãos conscientes.

Enfim, esse novo marco do saneamento serve ao menos para começar a sacudir o setor, provocar discussões, reflexões e estimular mudanças.

Que não se perca em discursos e promessas vazias de políticos, nem em esquemas e negociatas. Vamos aguardar, fiscalizar e cobrar resultados.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Vereadores aprovam reforma administrativa do prefeito Bruno Covas que privatiza serviço funerário, limpeza urbana e iluminação pública

Num processo de votação bastante confuso, misturando votos presenciais e à distância, os vereadores de São Paulo aprovaram nesta quarta-feira, 24 de junho, um plano de reorganização da administração municipal apresentado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB).

A intenção, segundo o prefeito, é "expandir e melhor qualificar a prestação de serviços públicos aos munícipes", principalmente adequando a situação ao plano de concessões e privatizações da Prefeitura.

Está proposta a redução de 22 para 14 do número de entidades da chamada "administração indireta", bem como a promessa de cortar cargos efetivos e em comissão, ainda sem muito detalhamento.

Por outro lado, afirma que pretende "fortalecer o poder regulatório e de indução da administração municipal" com a criação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo, a SP Regula, e da Agência Paulistana de Desenvolvimento e Investimentos, a SP Investe.

A SP Investe deverá acumular as atuais responsabilidades da Agência São Paulo de Desenvolvimento (ADESAMPA) e da São Paulo Negócios (SP Negócios). A SP Regula, por sua vez, será criada para controlar e fiscalizar as concessões de serviços que hoje funcionam em órgãos diversos, como Limpeza Urbana (AMLURB e LIMPURB), Serviço Funerário e Departamento de Iluminação Urbana (ILUME).

Para se ter uma ideia, pelo novo projeto essa autarquia funcionará com uma diretoria colegiada de cinco membros, incluindo um diretor-presidente, e até 800 novos servidores de carreira, sendo 200 analistas de regulação e 600 técnicos em fiscalização, a serem admitidos por concurso público.

Estão propostas outras mudanças, como a extinção da Fundação Paulistana de Educação, Tecnologia e Cultura, conhecida como Fundação Paulistana, que terá suas funções incorporadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Isso atinge, por exemplo, o Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes e a Escola Técnica de Saúde Pública Professor Makiguti, que serão transferidos respectivamente às pastas do Trabalho e da Cultura.

Na área da Saúde, será extinta a Autarquia Hospitalar Municipal (AHM). Outros órgãos considerados obsoletos ou já inativos serão formalmente extintos, como a Fundação Museu da Tecnologia de São Paulo e a Autarquia Municipal de Serviços Auxiliares de Saúde. Será extinta ainda a atuante e importante São Paulo Turismo S/A (SPTuris).

Atenção milícia bolsonarista: já pode começar a surtar contra esse post, contra os vereadores paulistanos e o educador Paulo Freire

Num País sem ministro da Educação (com dois exonerados em um ano e meio do governo Bolsonaro por absoluta incompetência), os vereadores de São Paulo abrem a sessão extraordinária desta quarta-feira, 24 de junho, com um importante gesto ao ensino e aos professores.

Mais que isso, na direção contrária dos dois ex-ministros bolsonaristas da bolha ideológica do guru fake Olavo de Carvalho, dois lunáticos deseducadores que se sentiam ameaçados por comunistas imaginários vistos em todos os cantos, do fantasma de Paulo Freire, patrono da Educação no Brasil, a reitores, diretores, professores e estudantes.

Pois a sessão de hoje da Câmara paulistana será aberta justamente com a aprovação de uma ajuda de custo emergencial aos professores e voluntários do Mova, o programa de alfabetização de jovens e adultos do município de São Paulo, que funciona desde o ano de 1989, quando Paulo Freire foi secretário da Educação na gestão da prefeita Luiza Erundina.

O ex-ministro Abraham Weintraub, que acabou de entrar ilegalmente nos Estados Unidos com o “jeitinho” brasileiro, usando passaporte diplomático para tentar fugir do alcance das leis brasileiras, é um dos bolsonaristas que baba de ódio de Paulo Freire.

A maioria nem sabe quem foi o educador e muito menos no que consiste o seu método para combater o analfabetismo entre jovens e adultos. Aliás, não deixa de ser inusitado que os maiores opositores de Paulo Freire se mostrem, na prática, eles próprios analfabetos funcionais.

O pernambucano Paulo Freire (1921-1997), educador e filósofo, ganhou notoriedade na década de 60, quando alfabetizou 30 cortadores de cana em apenas 45 dias, na cidade de Angicos, interior do Rio Grande do Norte. O feito abriu caminhos para o reconhecimento de uma nova maneira de ensinar a ler e a escrever.

Hoje o Mova funciona numa parceria da Prefeitura de São Paulo com organizações da sociedade civil, igrejas, escolas, creches, associações e empresas. Mais de 300 mil jovens e adultos já foram alfabetizados nesse programa.

Sobreviveu às administrações de Erundina, Maluf, Pitta, Marta, Serra, Kassab, Haddad, Doria e Covas. Não serão os efeitos da pandemia nem os lunáticos do bolsonarismo que acabarão com essa bela história da boa educação.

Na sequência da sessão na Câmara, aprovada em 1ª votação essa ajuda emergencial aos professores e voluntários do Mova, a pauta do dia segue com discussão para segunda e definitiva votação da reforma administrativa proposta pelo prefeito Bruno Covas e uma lista de projetos dos vereadores. Voltaremos ao tema.

terça-feira, 23 de junho de 2020

Vamos malhar? Vamos comer? Vamos morrer?

Pressão política e econômica vencem a ciência e o bom senso; São Paulo vai flexibilizar mais o isolamento no pior momento da pandemia.

Não deve ser fácil governar. Mas se o presidente, governadores e prefeitos se dispuseram a disputar eleições, que tenham competência, responsabilidade e dignidade para exercer suas funções.

Do presidente não esperamos mais nada. É comprovadamente um inepto, psicopata, tosco, desqualificado. Do governador e do prefeito, esperávamos mais. Começaram bem ao decretar o necessário isolamento social por recomendação de médicos e cientistas. Agora recuam.

Sabemos da dificuldade que é agradar a todos. Vemos a pressão diária pela flexibilização da quarentena nestes quatro meses de pandemia. Certamente não é simples manter a economia paralisada, ainda que o motivo seja nobre: preservar vidas.

Até porque a turma do contra, influenciada principalmente pelo presidente demente, acusa os próprios governadores e prefeitos pela crise. Como se quem tenta proteger a saúde da população fosse o carrasco, e quem defende “vida normal” tivesse a razão.

Por tudo isso, precisamos criticar desde já o avanço para a “fase amarela” (depois da vermelha e da laranja e rumo à verde) do isolamento em São Paulo. Com os números atuais, não faz nenhum sentido baixar a guarda e expor mais gente ao vírus.

O comércio terá uma abertura menos restritiva, permitindo o funcionamento parcial com acesso das pessoas em bares, restaurantes, salões de beleza e até academias. Somados aos shopping centers, às aglomerações nas ruas e ao transporte superlotado, teremos o cenário do caos completo.

Ao mesmo tempo, segue proibido frequentar espaços abertos como parques públicos, praças e clubes. Qual é a lógica? Dizem as autoridades que é para desestimular a saída desnecessária das pessoas às ruas.

E você se convenceu disso? Quer dizer então que ir ao shopping ou à academia é mais importante ou saudável que frequentar um espaço público, aberto? Por que?

Entendemos que salões, lojas e academias precisam da presença dos clientes para sobreviver. Mas justamente agora? Vamos pagar para morrer mais bonitos, em forma e arrumadinhos?

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Crime institucionalizado: Bolsonaristas fazem apologia da insubordinação da PM

Deputados estaduais e federais bolsonaristas são declaradamente golpistas.

Fazem até apologia de insubordinação da PM contra os governadores. Isso é crime e dá cassação do mandato!

Num momento em que policiais militares cada vez mais são flagrados em atos desnecessários de violência abusiva, racismo e até o assassinato de cidadãos inocentes, isso é preocupante.

Se não bastasse na semana passada a morte “por engano” do menino Guilherme, de 15 anos, assassinado por PMs criminosos, temos imagens diárias dos excessos condenáveis que precisam ser punidos.

Ontem, em Carapicuíba, foi pego um jovem de 19 anos dirigindo sem habilitação. Sofreu dois desmaios por sufocamento, com um mata-leão e com o joelho no pescoço, como o mundo assistiu e repudiou na morte de George Floyd.

Não é possível que essas cenas se repitam dessa forma. É a barbárie vencendo a civilização. Que as autoridades fiquem em alerta. A sociedade precisa reagir.

Ministério Público, Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior Eleitoral, Governo do Estado, Secretaria da Segurança Pública, Corregedoria da PM, Assembleia Legislativa, Congresso Nacional.

Não podemos aceitar que maus políticos e maus policiais ameacem as instituições republicanas nem atentem contra o estado democrático de direito!

Criminosos precisam responder aos limites da lei. Sejam eles fardados ou engravatados, concursados, nomeados ou eleitos. 

Precisamos de agentes da lei, não de milicianos. E representantes do povo que atuem com decoro e probidade, jamais fanáticos e lunáticos ideológicos.

Somos pela Constituição. Fora golpistas!


sábado, 20 de junho de 2020

50 mil brasileiros mortos e um momento histórico de William Bonner e Renata Vasconcelos no Jornal Nacional



Fala fortíssima, corajosa e histórica de William Bonner e Renata Vasconcelos no Jornal Nacional sobre os 50 mil mortos do coronavírus no Brasil, a importância do jornalismo e a negligência, omissão e ignorância da parcela que prefere idolatrar o meme que virou presidente.

Vivemos a época do “liberou geral”?

Um milhão de casos confirmados de Covid-19 no Brasil. 50 mil mortos. E daí? Liberou geral.

Está todo mundo de volta às ruas. É vida que segue. Todo mundo vai morrer um dia. Liberou geral.

Mercados, lojas, praias, escritórios, concessionárias, shopping. Liberou geral.

Está todo mundo em pé nos ônibus, espremido, aglomerado. Liberou geral.

O Flamengo volta a jogar. Morre gente no hospital de campanha do Maracanã. Os números continuam subindo. Liberou geral.

Os times de São Paulo retornam aos treinos. O Jô voltou pro Corinthians. Felipe Melo e Alexandre Pato vão na posse do ministro do Bolsonaro. Liberou geral.

Mario Frias entra no lugar da Regina Duarte na Cultura. Floribella substitui Porcina. Ex-Malhação contra ex-Rainha da Sucata. Dá na mesma. Liberou geral.

Queiroz tá preso. Flávio tá envolvido. O pai tá puto. O Brasil tá f*****. Ninguém tem nada com isso. Liberou geral.

Dinheiro pra escola da filha. Dinheiro pro plano de saúde. Rachadinha pra milícia. Depósito na conta da primeira dama. E você aí correndo pela ajuda de 600 reais. Liberou geral.

Sérgio Moro na oposição. Centrão ganhando cargos no governo. É a raposa solta no galinheiro. Corrupto com a chave do cofre. Liberou geral.

Não tem ministro da Saúde. Não tem ministro da Educação. Não tem decoro na Presidência. Não tem rumo este governo. Liberou geral.

Não tem CPI? Não tem impeachment? O Congresso não se mexe? O povo não tá nem aí? Ninguém tem vergonha na cara? Não ia ser tudo diferente? Liberou geral.

Bolsonaro por Ruy Castro, genial


sexta-feira, 19 de junho de 2020

O perigo da “segunda onda” do vírus: como prevenir e curar

Existe a preocupação justificada com um possível novo surto e o consequente agravamento da crise, após o breve recuo que nos dá uma falsa impressão de controle da doença. É assim com qualquer vírus, como ocorreu com a gripe espanhola e pode se repetir com a Covid-19.

Mas não me refiro aqui e agora à pandemia do novo coronavírus, apesar de que isso também certamente nos preocupa e nos mobiliza para a urgente ajuda humanitária e para a busca de soluções racionais para a crise sanitária mundial.

Estou falando do bolsonavírus, essa infecção política e ideológica que atinge o estado democrático de direito e pode ser letal para todas as conquistas que tivemos com a redemocratização, fragilizando as instituições republicanas e sufocando os nossos direitos e as liberdades individuais e coletivas.

O vírus do bolsonarismo chega como ameaça de ser a segunda onda do golpe de 64 no Brasil, com todas as características do período militar original. Os sintomas são a instabilidade institucional, a crise econômica, o vazio de lideranças e o fantasma de um comunismo surreal, que geram uma reação conservadora desproporcional.

A tática golpista aposta exatamente na polarização política burra e estreita, no confronto social que sobrepõe a emoção à razão, o ódio ao diálogo, o dissenso ao consenso, o obscurantismo ao iluminismo, o populismo à constituição, a barbárie à civilização.

Todos os alertas da iminente tentativa do golpe bolsonarista, essa segunda onda autoritária no Brasil, estão dados. Os ataques ao sistema político, ao judiciário e à imprensa, o parasitismo ideológico, o negacionismo da cultura e da ciência, a contaminação da democracia com fake news e manifestações fascistas.

Atos pelo fechamento do Congresso e do Supremo, a idolatria por ditadores e torturadores, o empoderamento de fanáticos e lunáticos, a nomeação de um ministério de ineptos, o desmantelamento das medidas contra a corrupção, a aproximação com o Centrão e o loteamento fisiológico do governo.

A traição das promessas eleitorais mais gerais, que atenderiam todo o conjunto dos brasileiros que votaram em Bolsonaro por acreditarem no fim da política do “toma lá dá cá”, nas propostas reformistas do Estado e na adoção do liberalismo clássico.

Em vez disso, o presidente se mostra um reacionário cada vez mais restrito à sua bolha familiar e ideológica, vinculado a milicianos virtuais e reais, fazendo apologia diária do autogolpe, derrubando pontes institucionais, envergonhando e fechando as portas do mundo para o Brasil.

O distanciamento de apoiadores importantes e simbólicos, do ex-juiz Sérgio Moro a parlamentares bolsonaristas eleitos com recorde histórico de votos, como as deputadas Joice Hasselmann e Janaína Paschoal, ou o senador Major Olímpio, por exemplo, acentua essa sensação de traição e o isolamento crescente.

Os episódios desta semana mostram que o fim deste governo é inevitável: número recorde de mortos pelo coronavírus; busca, apreensão e prisão de aliados nos inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos; demissão ruidosa e traumática de Weintraub; a prisão do Queiroz, escondido na casa do advogado da família Bolsonaro.

O meme que virou presidente, um despreparado, desqualificado, sociopata, doente, precisa ser parado, afastado, isolado, tratado, interditado. O Brasil não pode se sujeitar a continuar exposto a este vírus letal. A cura está no remédio constitucional. A vacina é o impeachment já!

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Prefeitura de São Paulo abre consulta pública para concessão de parques na região da Avenida Paulista; enquanto isso, a Mooca também grita pelo seu parque!

Parques Trianon, Mário Covas e a praça Alexandre Gusmão poderão ser concedidos à iniciativa privada por 35 anos. Valor mínimo de outorga estabelecido pela gestão Bruno Covas (PSDB) é de R$ 500 mil.

Em área nobre é tudo mais fácil, né? Sem dúvida a preocupação com a manutenção de parques e a preservação de áreas verdes deve ser prioridade de uma gestão sustentável. Isso funciona até como marketing.

Assim como foi a solução do Parque Augusta. Houve acordo com a construtora para cessão da área verde de sua propriedade em troca de outro espaço para exploração imobiliária.

Queremos saber da Prefeitura de São Paulo e da Câmara Municipal de São Paulo por que o mesmo não pode ser feito em outras áreas fundamentais de preservação?

E veja que não falamos apenas de bairros periféricos, principalmente da zona leste, que são os mais carentes de áreas verdes e merecedores da atenção das autoridades.

Citamos aqui o Parque da Mooca, localizado praticamente no centro expandido de São Paulo, mas também neste bairro que é o recordista negativo com os menores índices de árvores e de áreas verdes por habitante.

E insistimos nessa reivindicação porque estamos na iminência de perder o antigo terreno da Esso, uma área de aproximadamente 96 mil metros quadrados que foi contaminada por décadas e é um dos últimos espaços disponíveis para implantação de um parque.

A reivindicação da população é justa e antiga. O poder público tem um dever histórico de atender a vontade do povo. Estamos nessa luta e seguiremos cobrando. Principalmente neste ano eleitoral.

Enquanto as atenções se voltam para a pandemia ou para a concessão dos parques da Paulista, a construtora acelerou seu projeto na Mooca para erguer torres residenciais aonde precisamos manter nosso pulmão verde.

Queremos ação! Queremos solução! #MoocaVerde #QueremosParque #ParqueNaMoocaJá

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Vereadores de São Paulo retornam ao plenário com prorrogação da anistia para imóveis irregulares

A Câmara Municipal de São Paulo retoma nesta quarta-feira, 17 de junho, suas sessões extraordinárias para votação de projetos do Executivo e dos 55 vereadores, com a participação mista dos parlamentares, alguns presentes no plenário e outros virtualmente.

O primeiro projeto a ser votado é o que prorroga até 31 de março de 2021 a anistia para imóveis e construções irregulares e em desacordo com a lei de zoneamento na cidade de São Paulo. Bom para quem precisa, péssimo para a coletividade ao legalizar e estimular o caos urbano com improvisos, gambiarras e puxadinhos.

Na sequência serão apreciados em 1ª votação projetos de iniciativa dos vereadores, que vão desde a autorização para exploração de publicidade em peruas de transporte escolar até a criação de cotas para ex-presidiários em empresas.

Há outras propostas inusitadas, como serviços de zeladoria da Prefeitura em loteamentos irregulares (outro estímulo à ilegalidade), colocação de placas de alerta para direção segura em pontes e viadutos (uma obviedade), e até a instalação de mictórios ecológicos em banheiros públicos.

A partir da próxima semana, a Câmara retoma as sessões ordinárias às terças, quartas e quintas, bem como as extraordinárias, para votações, às quartas-feiras. Os vereadores querem mostrar trabalho em ano de reeleição.

Será reiniciada ainda a discussão, para encaminhamento de uma segunda e definitiva votação, da reforma administrativa da Prefeitura de São Paulo, proposta pelo prefeito Bruno Covas. Vamos acompanhar.

terça-feira, 16 de junho de 2020

#VidasNegrasImportam (Será?)

Mais um jovem negro e pobre assassinado pela PM. O argumento? Foi morto por “engano”. 

Os policiais pensaram que Guilherme Silva Guedes, de apenas 15 anos, fosse um bandido. Foi engano.

Claro! Moleque preto e pobre, bem vestido, na rua de madrugada, só pode ser bandido na mentalidade racista institucionalizada no Brasil.

As “famílias de bem” exigem que a polícia faça essa faxina social. Elimine os suspeitos. Acabe com essa raça. Corte o mal pela raiz.

Se estava na rua era bandido. Se nasceu preto e pobre, era bandido. Se estava com roupa boa, era bandido. Só pode! Se não era, paciência, foi morto por engano. Mais um.

Ossos do ofício para a corporação que é treinada para matar. Tanto faz se boa parte dos policiais também seja de pretos e pobres, ou de brancos mal pagos. A PM mata!

Quantos mais vão morrer? Quantas vidas negras e pobres vão virar estatística? Quantos CPFs vão ser cancelados, como bradam políticos canalhas e populistas e apresentadores de programas sensacionalistas?

Dessa vez foi o Guilherme. Saiu da casa da avó na hora errada, no lugar errado. Foi levado pela polícia por engano. Engano? 

Reapareceu morto com tiros nas mãos e na cabeça. A população da comunidade de Americanópolis fechou a Avenida Cupecê, fez barricadas, queimou caçambas e pneus, depredou ônibus.

Por que a revolta? Porque o povo pobre e preto acusou a PM, com razão, mas o comando da PM, branco e rico, negou que os assassinos fossem policiais.

Corporativismo. Cumplicidade. Negligência com a cultura do genocídio, do preconceito e do fascismo que pairam no ar.

Quando as atenções dos brancos se voltaram para o protesto e as imagens de câmeras vizinhas comprovaram o “engano” da polícia, todos se renderam às evidências.

Mas Guilherme não volta mais. Não era bandido. Não teve chance de se tornar alguém. Um piloto, como sonhava. Nem adulto vai ser. Por engano.

No máximo, Guilherme virou mais um número em tinta preta para o Estado. Personagem de matérias na imprensa. Vai ser lembrado pela família e pelos amigos. Mas a sociedade logo o esquece, no próximo “engano”.

E assim nomes se tornam números. Negros, brancos, favelados. Vidas que pouco importam. Guilherme, João Pedro, Marcos Vinícius, Ághata Felix, Khaylane, Breno, os nove jovens de Paraisópolis... Quantos mais?

Somos livres para escrever a nossa História, mas vivemos sob constante ameaça do terror

Uma hora a bomba vai explodir. O pavio está aceso. O Brasil é um barril de pólvora. Qualquer faísca tem potencial para causar um estrago enorme. Miséria, fome, desemprego, recessão, crise sanitária, violência, descrença na política e nos políticos. O fogo está se aproximando.

Na Presidência da República temos um inepto, populista, promotor do ódio e do confronto institucional. Um legítimo Nero ou Napoleão de hospício, que ameaça com seus fanáticos e milicianos dar um golpe se o estado de direito “esticar muito a corda”.

Ora, isso é apologia ao crime. Mas nem é novidade para este sociopata que tem como herói um torturador e afirma que a ditadura matou pouco. Que advoga o fechamento do Congresso e do Supremo. Que enxerga o mundo por um viés ideológico inexistente, surreal, psicótico, esquizofrênico.

O meme não virou presidente por acaso, mas quase por acidente. Era o títere que estava ali mais à mão para personificar a escória política reprimida e que precisava de um representante para se empoderar. O eleitorado resolveu então fazer um upgrade no voto de protesto que já teve Cacareco, Enéas, Macaco Tião e Tiririca. Elegeu a maçaroca disso tudo.

Os movimentos políticos são cíclicos e com reflexos mundiais. Há ondas liberais e conservadoras, progressistas e reacionárias, de esquerda e de direita, iluministas e obscurantistas. Vivemos um dos
piores momentos da História. Basta espiar por aí o deserto de ideias e de lideranças. Não se vislumbra o horizonte.

Os protestos que se espalham pelo mundo vão chegar por aqui com força. A indignação está represada. A reação dos injustiçados e oprimidos vai ser extravazada, mais cedo ou mais tarde. Os que hoje sofrem o tal “cancelamento” virtual, como fascistas, racistas, preconceituosos, machistas, misóginos, homofóbicos, corruptos, criminosos, assistirão a revolta transpor as redes e ir para as ruas e para as urnas.

No melhor cenário, uma frente democrática ampla vai afastar este presidente demente e seus milicianos lunáticos dentro da legalidade e da civilidade que se espera num mundo ideal. Por outro lado, pode haver tentativa de golpe, reação armada, saques, vandalismo, depredações, uma verdadeira guerra civil.

Escrever esse roteiro depende de todos nós. Como virar a página, de que forma corrigir o erro, como superar essa fraquejada da democracia. Faremos a nossa escolha por meio de atos, palavras e pensamentos. Por nossas ações e omissões. Pelo protagonismo que quisermos ter, a sensibilidade e a sabedoria para por um ponto final nesse capítulo infeliz do Brasil.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

João 8:32 “Conhecereis a verdade...”

Não sei o que é pior num bolsonarista: a falta de cérebro, de coerência ou de caráter. Ou os três: como 01, 02, 03 - as três fraquejadas inservíveis da familícia.

O coronavírus não passava de um gripezinha. Uma mentira comunista. Não ia matar ninguém. Agora mata tanto que Bolsonaro tenta até esconder o número diário de mortos.

E o presidente recomenda a cloroquina como salvação milagrosa. Mas é contra a vacina. Faz sentido?

Desaconselha o isolamento social mas bolsonaristas chamam de genocidas os governadores e prefeitos que flexibilizam a quarentena.

Vai entender...

João 8:32

A Terra não é plana. O coronavírus não é uma gripezinha. O isolamento social não é brincadeira. Não se trata de invenção da imprensa nem de conspiração comunista. O bolsonarismo não é democrático. Antifascismo não é terrorismo. Fazer oposição não é ser petista. Basta?

Bolsonaristas defendem a criminosa Sara Winter. Defendem os corruptos do Centrão. São cúmplices de Roberto Jefferson e de outros condenados da Lava Jato. Gostam de torturadores e de milicianos. Atacam Sergio Moro, o Congresso, o Supremo, a imprensa. Precisa dizer mais alguma coisa?

A gente sabe que não está sendo fácil, mas o pior vai passar.

Vamos vencer esta doença.

Poderemos voltar às ruas de maneira consciente, manifestar nossa felicidade, expor nossas qualidades, retomar nossos projetos e sonhos.

Somos mais fortes que este inimigo.

#ForaBolsonaro

Bolsonaristas saíram do armário. O Brasil está sufocado. A política está contaminada. Será que tem cura?

Criticamos diariamente aqui o presidente Jair Bolsonaro por ser um sujeito tosco e um político medíocre. Inepto, irresponsável, despreparado, desqualificado, incompetente, preconceituoso, desumano.

Mas o meme não virou presidente por acaso. Se o mitômano se tornou mito para uma parcela considerável do eleitorado, a ponto de abocanhar a maioria dos votos válidos e manter ainda cerca de um terço de apoiadores, é porque sintetiza ou mimetiza estes brasileiros bolsonaristas.

A escória política saiu do armário com o bolsonarismo. Apologistas do golpe, do ódio, da censura e da tortura, extemporâneos caçadores de comunistas reais e imaginários, racistas, xenófobos, fascistas, lunáticos e fanáticos da pior espécie. Perderam a vergonha.

Essa perseguição doentia e insensata aos opositores, tachando todo e qualquer crítico invariavelmente de comunista, petista ou esquerdalha, enxergando conspirações por todos os lados, é um dos sinais mais claros dessa esquizofrenia política.

Para eles, a democracia foi um instrumento válido apenas para legitimar a chegada ao poder do tirano escolhido para reprimir a oposição e instalar um novo regime, ou uma “nova política”, que é a antítese da própria política. E a tendência é piorar.

O que se vê é um desprezo absoluto pela democracia eleitoral, pelas liberdades individuais e coletivas, e pelo estado democrático de direito. Os ataques às instituições republicanas, a aversão à imprensa, à cultura e à ciência. Um horror!

Tudo isso expõe o obscurantismo desse grupo barulhento, de golpistas e milicianos que descobriram nas redes sociais, protegidos pelo anonimato, o espaço adequado para disseminar o comportamento de manada e os ataques covardes àqueles identificados como inimigos.

E todo não-bolsonarista vira inimigo. Tanto faz se sou liberal ou socialista, democrata de esquerda, de centro ou de direita, político, ativista, artista, jurista, ambientalista, feminista, estudante, intelectual, jornalista, anti-fascista.

Todo mundo que vive fora - e ai de quem ousa sair - da bolha ideológica que agrupa esses fanáticos, lunáticos, fundamentalistas, oportunistas, golpistas e milicianos bolsonaristas, precisa ser combatido, humilhado e destruído. Selva!

O bolsonavírus está disseminado na sociedade. Fragiliza, causa indisposição, dor e desconforto. Precisamos nos exercitar democraticamente, redescobrir o poder de nos mobilizarmos por uma causa comum, reoxigenar o país. Sairmos vivos da UTI.

Uma frente ampla contra Bolsonaro. A legalidade é o remédio. A Constituição é a vacina. CPIs no Congresso. Ações no TSE e no Supremo. Polícia neles! Impeachment Já! Reação nas redes, nas ruas e nas urnas. Essa é a cura.

sábado, 13 de junho de 2020

Será que Datena e Russomanno podem mudar o cenário da disputa pela Prefeitura de São Paulo?

Nesta semana analisamos aqui o cenário da disputa eleitoral paulistana. Até o dia 30 de junho, apresentadores de TV podem seguir fazendo normalmente o seu trabalho, com enorme apelo popular, em nítida vantagem sobre outros candidatos que já precisaram se desincompatibilizar de suas funções públicas.

É o caso de José Luiz Datena (MDB), da Band, e Celso Russomanno (Republicanos), da Record. Aliás, ambos lideram todas as sondagens de intenção de voto desde o ano passado. A definição oficial de candidatos ocorre entre julho e agosto.

Datena e Russomanno aparecem praticamente em empate técnico, muito à frente dos demais pré-candidatos, como Bruno Covas (PSDB), Marcio França (PSB), Jilmar Tatto (PT), Joice Hasselmann (PSL), Guilherme Boulos (PSOL) e Marta Suplicy (Solidariedade), entre outros.

A dúvida - que permanece - é se ambos vão mesmo entrar na disputa. Datena ameaça ser candidato desde as últimas eleições. Tanto em 2016 (filiado ao PP) quanto em 2018 (ao DEM) acabou desistindo. Agora, ele - que também foi filiado 13 anos ao PT - cogita novamente ser candidato a prefeito ou vice (de Covas) pelo MDB.

Já o deputado federal Celso Russomanno, no seu 6º mandato, foi filiado ao PFL (atual DEM), ao PSDB (onde se elegeu pela primeira vez em 1994), ao PP de Paulo Maluf e, desde 2011, ao Republicanos, braço político da Igreja Universal e agora também da família Bolsonaro.

Em 2012 e 2016, sempre liderando as pesquisas de intenção de voto, Russomanno foi candidato a prefeito de São Paulo e acabou derrotado no 1º turno. Disputou também sem sucesso o Governo do Estado, em 2010, e a Prefeitura de Santo André, em 2000.

Nas movimentações de hoje, Datena é bastante cotado para uma dobradinha com o prefeito Bruno Covas. Essa vaga de vice é certamente a mais disputada, entre os próprios tucanos e os prováveis aliados do DEM, do MDB, do PL, do Cidadania e até do PSL.

No Republicanos, a meta é lançar um candidato com a chancela oficial do apoio de Bolsonaro. Russomanno e o também deputado Marco Feliciano, recém-filiado após ser expulso do Podemos, são os dois nomes cotados. Mas o partido, com quatro vereadores, segue ainda na base de Covas.

Dois fatores, porém, pesam contra essa articulação: primeiro, a possibilidade de Bolsonaro não querer se envolver diretamente na eleição paulistana, temendo o desgaste por uma eventual derrota; e também a pressão de seus novos aliados do Centrão, como Gilberto Kassab, que deve lançar pelo PSD o ex-tucano Andrea Matarazzo.

Então restam aí essas três dúvidas que devem ser respondidas nos próximos dias: 1) Datena e/ou Russomanno vão entrar na disputa? 2) Bolsonaro terá um candidato a prefeito de São Paulo? 3) Sem candidatos fortes do petismo e do bolsonarismo, a tendência da eleição será polarizar entre Bruno Covas e Márcio França?

A conferir.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Feliz Dia dos Namorados com o Centrão, Bolsonaro

É um namoro do jeito Bolsonaro de ser. Hetero, claro. Apesar de Bolsonaro ter sentado no colo de Roberto Jefferson, Valdemar Costa Neto, Gilberto Kassab e outros réus da Lava Jato. Com prazer.

Jurou fidelidade a Sergio Moro, mas no fim aplicou mesmo um belo golpe do baú eleitoral. Trocou o casamento arranjado com o ex-juiz engomadinho pela orgia do Centrão e agora flerta com o dono de outro Baú, o da Felicidade.

Ele mesmo: Silvio Santos! Afinal, quem não é feliz ficando milionário às custas de uma concessão pública de TV no Brasil, com patrocínio estatal ofertado por todos os presidentes desde o regime militar e agraciado hoje com um genro Ministro das Comunicações?

Pois Bolsonaro presenteou o deputado Fábio Faria, genro de Silvio Santos, apadrinhado pelo Centrão e filiado ao PSD de Kassab, com um Ministério novinho, feito sob medida.

É ou não é uma baita prova da oficialização do compromisso nesse Dia dos Namorados? Feitos uns para os outros. A escória da política, apaixonada por cargos e verbas públicas, trocando mimos e juras de amor com o meme que virou presidente, a fraquejada da democracia.

Namoro na TV, Porta da Esperança, Show de Calouros, Topa Tudo Por Dinheiro... Vou lembrando dos programas mais famosos do Silvio Santos e percebo que nada mais precisa ser falado. Deixa assim, subentendido. Isso aí é o Brasil!

quinta-feira, 11 de junho de 2020

No País do 01, 02, 03... Não passamos de números!

Você viu as filas inacreditáveis na reabertura dos shoppings? E a muvuca no comércio de rua? E a aglomeração nos ônibus, no trem, no metrô?

Em uma semana de sucessivos recordes de mortos e infectados, apesar dos esforços para esconder a realidade, cada vez mais nós percebemos que não passamos de números para o poder público.

Quantos passageiros no transporte público? Quantas mortes a maquiar nos boletins diários? Quanto custamos ao governo? Qual o tamanho do prejuízo à economia e quanto de desvalorização do PIB representou priorizar a saúde e a vida humana nestes últimos meses?

Somos números, meras estatísticas, coisas sem tanta importância diante da necessidade de mostrar progresso, pujança, desenvolvimento. Massa de manobra de interesses políticos, econômicos, partidários, eleitorais, ideológicos.

Comércio reaberto, escritórios reabertos, shoppings reabertos, parques fechados. Faz algum sentido? Nenhum! Enquanto isso, dá-lhe mais abertura de covas e fechamento de caixões. Abertura dos cofres públicos e contas que não fecham.

E a ciência, que em tese guiou alguns governantes nestes 75 dias de quarentena, foi descaradamente abandonada por pressão das elites econômicas e empresariais, por políticos ineptos, pelos donos do mercado, do dinheiro e da p**** toda.

No momento em que os números de doentes e mortos atingem seu pico no Brasil, justamente quando o isolamento social se mostrava mais necessário, vem o relaxamento, a flexibilização, a volta às ruas por necessidade ou saco cheio de ficar preso dentro de casa.

E criam-se marcas, grifes, slogans, tudo vira marketing. É a tal da flexibilização inteligente, a reabertura consciente, a quarentena heterogênea. Tudo balela de quem faz política como quem vende sabonete.

E a “cidade linda” fica cada vez mais feia porque deixa gente sem casa, gente sem emprego, gente sem comida, gente sem saúde. Aí vem o presidente demente e te oferece uma esmola de 600 reais. Viva! Ou morra, tanto faz. Importante mesmo é fazer a economia girar.

E a partir de hoje, nova ordem: você corre para comprar roupa, fazer unha, fazer cabelo e ficar bonito para ser jogado num corredor de hospital lotado, com equipamento superfaturado, e se tiver alguma sorte pode até ser enterrado bem maquiado - como os dados oficiais do coronavírus.

Alô, São Paulo! Alô, Mooca! Cadê o Parque?

Vamos ficar atentos, vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, prefeito Bruno Covas e governador João Doria!

Turma do Viva Mooca! Muda Mooca! Parque na Mooca Já!  Movimento Mooca Verde! #MoocaVerde #QueremosParque #ParqueNaMoocaJá Olho vivo e mobilização, sempre!

Enquanto o mundo segue em marcha lenta e preocupado com o enfrentamento ao coronavírus, o movimento parece acelerado na preparação para obras no famoso terreno descontaminado da antiga Esso, no bairro da Mooca.

Isso significa que a Construtora São José, proprietária do terreno de quase 100 mil metros quadrados (e também de empreendimentos vizinhos, como o Mooca Plaza Shopping), quer retomar o deplorável projeto de erguer condomínios e torres residenciais aonde nós queremos um parque!

Voltamos de novo à mesma história que se arrasta há décadas: vale mais o poder do dinheiro e a exploração imobiliária ou a preservação da saúde e da qualidade de vida dos cidadãos paulistanos?

Será que não podemos ter o nosso tão importante e reivindicado parque nesta que é a última área natural disponível nessa região do centro expandido de São Paulo, marcada justamente pela ausência de espaços verdes?

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Quem responderá pela Prefeitura de São Paulo a partir de 1º de janeiro de 2021?

Ainda não se sabe ao certo nem mesmo a data das eleições municipais deste ano, que podem ser adiadas de outubro para novembro ou dezembro por conta do coronavírus.

Mas já podemos identificar com alguma clareza quem são os principais candidatos à Prefeitura de São Paulo e quem já está fora do páreo.

Por exemplo, Celso Russomanno e José Luiz Datena, dois nomes que sempre despontam com maior favoritismo nas pesquisas de intenção de voto, optaram por permanecer na TV e com isso definitivamente abriram mão de disputar estas eleições (ou não?).

Isso significa que Republicanos e MDB, partidos aos quais Russomanno e Datena são filiados, permanecem soltos no “mercado”. Mesmo que não apresentem candidaturas próprias, já valorizaram o passe para negociar apoio ao prefeiturável que apresentar o dote mais atraente.

Quem agrega mais partidos até agora é o atual prefeito Bruno Covas (PSDB), candidato à reeleição com provável apoio do DEM, PL, PSC, Podemos e Cidadania.

Pelo PSB, com apoio possivelmente do PDT, do PV e da Rede Sustentabilidade, o candidato será o ex-governador e ex-prefeito de São Vicente, Márcio França.

O PT optou por Jilmar Tatto, forte nas bases do partido mas com índice inexpressivo nas pesquisas de intenção de voto. Anote aí: candidatíssimo a ter o pior desempenho do PT nos últimos 30 anos.

O PSD de Gilberto Kassab deve lançar o ex-ministro e ex-vereador Andrea Matarazzo. Pelo PSL, partido que elegeu Bolsonaro, o nome mais forte é o de Joice Hasselmann, ex-aliada do presidente e hoje proponente do seu impeachment.

Mais à direita, o Patriota apresenta a candidatura do deputado estadual Arthur do Val (Mamãe Falei), quase como uma franquia do MBL, e o Novo deve lançar Filipe Sabará, ex-secretário na administração de João Doria.

Mais à esquerda, o PSOL deve apostar numa dobradinha do ex-presidenciável Guilherme Boulos, do MTST, com a ex-prefeita Luiza Erundina, embora os deputados Carlos Giannazi e Sâmia Bomfim sigam pleiteando a vaga. Pelo PCdoB, o deputado federal Orlando Silva também é pré-candidato.

Outro nome forte, cotado para vice tanto de Bruno Covas quanto de Márcio França, é o da ex-prefeita e ex-senadora Marta Suplicy, que está filiada ao Solidariedade depois de deixar o PT, passar pelo MDB e ser cortejada por outros partidos.

Diante deste cenário, uma conta não fecha. Será que Bolsonaro não terá nenhum candidato para mobilizar o apoio dos bolsonaristas em São Paulo?

E, mais importante, ninguém para defender abertamente a sua gestão num contexto em que o antibolsonarismo vem crescendo tão rapidamente?

Dois nomes vem ciscando nesse campo minado, mas que em tese ainda concentra um terço do eleitorado: Andrea Matarazzo e o deputado federal Marco Feliciano, expulso do Podemos e recém-filiado ao Republicanos exatamente para tentar viabilizar uma candidatura com o aval do bolsonarismo e dos evangélicos. O tempo é curto e o risco, alto.

Mas, e aí? Você apostaria em qual nome como o mais cotado para se eleger à Prefeitura de São Paulo? E quem afinal merece o seu voto?