sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Bolsonarices: Uma porcaria, um lixo!

Quando o mundo vê Jair Bolsonaro falar sobre o Greenpeace se pergunta “Quem é Bolsonaro?” e depois reafirma o óbvio “Bolsonaro é uma porcaria!”, “um lixo!”.


Leia mais:

''Quem é essa porcaria chamada Greenpeace? Isso é um lixo'', diz Bolsonaro

A vida em São Paulo é só mais um número?

Enchentes, assaltos, atropelamentos, buracos, deslizamentos e... choque elétrico! Viver em São Paulo é um perigo diário.

O Carnaval está aí. Milhões de pessoas vão para as ruas paulistanas, atrás dos blocos, em ritmo de alegria e correndo sério risco de não voltar para casa.

Você se lembra que há dois anos um jovem folião morreu eletrocutado após encostar num poste energizado na esquina da rua da Consolação com a Matias Aires?

E que há um mês outro jovem, um morador de rua, morreu ao tentar se abrigar da chuva num ponto de ônibus na avenida Rio Branco e receber uma descarga elétrica fatal?

Pois agora foi um cavalo da Polícia Militar que morreu eletrocutado na Praça da República, também no centro de São Paulo, por onde passam diariamente milhares de pessoas e aonde também se concentrarão vários blocos neste Carnaval.

Durante o patrulhamento de rotina, o animal encostou em uma tampa de metal eletrizada e não resistiu ao choque.

Foi um cavalo. Poderia ser você.

Na região da praça, a fiação é subterrânea e o acesso é feito por meio de tampas na calçada. Um fio desencapado é suficiente para matar alguém.

Afinal, pouco importa se a (ir)responsabilidade é da Prefeitura ou de alguma prestadora de serviços. Enel? Ilume? Outra empresa contratada? Tanto faz, como tanto fez.

O que não pode existir são mortes absurdas de cidadãos que estão simplesmente andando pelas ruas de São Paulo. Não somos números, estatísticas.

Morreu mais um? Quem vai ser o próximo?

Aonde vamos parar?

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Vereadores aprovam revitalização do centro antigo; população dos bairros reivindica programas de reurbanização como o PIU Vila Leopoldina

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira, 12 de fevereiro, o programa "Triângulo SP", que prevê a revitalização social, econômica e turística da região central.

O programa abrange os distritos da Sé, Luz e República, ao incentivar, por exemplo, o funcionamento 24 horas do comércio e dos serviços ali prestados, sete dias por semana, e pretende deixar a região mais atraente e convidativa.

Para tanto, o prefeito Bruno Covas (PSDB) promete tornar o ambiente mais seguro e adequado para a circulação e permanência dos frequentadores e trabalhadores ao valorizar as atrações turísticas; melhorar o trânsito, as calçadas e a iluminação; recuperar fachadas e a infraestrutura; e diversificar as atividades ali desenvolvidas, facilitando principalmente a instalação da chamada economia criativa, priorizando as áreas de gastronomia, lazer, entretenimento, turismo e inclusão social.

PIU Vila Leopoldina

Mais de 100 moradores da região da Lapa (basicamente das comunidades Linha, Nove e Cingapura), região bastante castigada com as chuvas desta semana, estiveram na Câmara para reivindicar dos vereadores a aprovação do PIU Vila Leopoldina, um programa de intervenção urbanística que trata principalmente da solução dos problemas de alagamentos e sub-moradias.

O PIU Vila Leopoldina pode reurbanizar uma área de 300 mil m², que inclui a Marginal Pinheiros (junto à Ponte do Jaguaré), as avenidas Queiroz Filho e Dr. Gastão Vidigal, e a rua Professor Ariovaldo Silva.

Foi defendido em plenário pelos vereadores Soninha Francine e Cláudio Fonseca, dupla do Cidadania, Police Neto (PSD), Paulo Frange (PTB), Antonio Donato e Eduardo Suplicy, ambos do PT. A expectativa é que o PIU Vila Leopoldina seja pautado para ser votado logo após o Carnaval.

O curioso é que, enquanto há projetos urbanísticos com discussão bastante avançada e visivelmente desejados pela população, outros como o PIU Bairros do Tamanduateí pode ter consequências deletérias, como construir até 20 mil unidades habitacionais na área verde que é reivindicada por toda a população para implantação do Parque da Mooca, no terreno da antiga Esso. Estamos de olho!

Aprovação de 32 projetos dos vereadores

Foram aprovados outros 32 projetos de vereadores, entre eles a obrigatoriedade de todos os estabelecimentos comerciais informarem em cartaz, de forma visível, quando o prazo da mercadoria à venda tiver o seu prazo de validade inferior a 30 dias.

Trata-se de uma medida de claro interesse do consumidor, que depende agora da sanção do Executivo. Equivocadamente, porém, em nome de um "liberalismo" enviesado, os vereadores Janaína Lima (Novo) e Fernando Holiday (DEM) votaram contra. É o tipo de ideologização burra.

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O que esperar dos Projetos de Intervenção Urbana? Não queremos nem mais um "PIU" dos vereadores sem ouvir a população sobre o futuro da cidade de São Paulo

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A natureza resiste nesses 466 anos de São Paulo

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Para além do BBB, falta mandar para o paredão os "chernoboys" e milicianos virtuais do bolsonarismo

Enquanto a galera lacradora da internet se mobiliza para excluir do Big Brother Brasil os "chernoboys" que expõem no jogo incontáveis cenas de machismo, assédio, misoginia e grosseria, potencializando a audiência do #BBB20, falta o mesmo empenho e empatia aqui do lado de fora para enfrentar toda a mentira, a canalhice e o mau caratismo da máfia obscurantista que saiu do armário na vida real e chegou ao poder com a escória bolsonarista.

Quando a gente pensa que já viu de tudo nesse esgoto da política, o boçalnarismo ainda nos surpreende.

Total solidariedade à jornalista Patricia Campos Mello, atacada de modo covarde, violento e absolutamente inaceitável num depoimento mentiroso, leviano e cafajeste na CPI das Fake News.

Pior, se não bastasse a acusação canalha (comprovada por A+B que é mentirosa) de querer "trocar informação por sexo", o que era para ser uma CPI de combate às fake news acabou virando ela própria uma plataforma de lançamento e disseminação de mentiras.

E quem espalha as mentiras? OH, QUE SURPRESA! A linha de frente do bolsonarismo, incluindo seus filhos e a milícia virtual de fanáticos e lunáticos que segue o "mito" dos tolos, o meme que virou presidente.

As postagens do deputado federal Eduardo Bolsonaro são repugnantes. Se isso não for motivo para cassação por falta de decoro, a Câmara dos Deputados estará sendo cúmplice dessa canalhice e das mentiras abjetas em plena CPI das fake news. Cobramos aqui diretamente o presidente Rodrigo Maia e cada parlamentar sério e digno. Nosso total repúdio a essa sordidez.

Afinal, na cabeça desses imbecis machistas, qualquer mulher só pode ter algum talento na cama - se bem que, apesar da pose, nem todos gostam da coisa. Freud explica. Está aí se revelando diariamente um bando de enrustidos que são só machões virtuais, na hora de fazer arminha com os dedos ou soltar impropérios nas redes sociais, principalmente contra mulheres. Cara a cara afinam.

Enquanto Jair Bolsonaro dá uma "banana" para jornalistas independentes, sua corja de bajuladores amestrados segue o modus operandi da calhordice que levou esses ineptos à Presidência. Não dá pra ter meias palavras. Não dá para tergiversar. São bandidos, mafiosos, criminosos.

Meu BBB é outro: Basta de Bolsonaro, Brasil!

Câmara de São Paulo pode votar reforma administrativa e projetos de vereadores, mas precisa definir nova CPI

Nas sessões extraordinárias desta semana, convocadas para esta quarta-feira, 12 de fevereiro, os vereadores paulistanos pretendem voltar a discutir o projeto de reforma administrativa (já aprovado em 1ª votação na semana passada) e programas de reurbanização, como o "Triângulo SP", além de votar seus próprios projetos (veja a pauta de PLs do Executivo e outra dos vereadores).

Porém, merece atenção o fato de que há uma única Comissão Parlamentar de Inquérito em andamento, a CPI das Antenas, enquanto o regimento da Câmara Municipal de São Paulo determina que devem funcionar obrigatoriamente um mínimo de duas e um máximo de cinco CPIs.

Desde a entrega do relatório final da CPI da Sonegação Tributária, em dezembro do ano passado, deveria ter sido apresentada e votada ao menos mais uma nova CPI. Há dezenas de temas propostos e não se chega a nenhum acordo sobre o assunto prioritário, nem sobre a quantidade de comissões que deve ser aprovada e funcionar neste ano eleitoral.

Veja também:

Importante: além dos discursos e promessas, fomos pesquisar quais são as ações efetivas dos vereadores para amenizar os problemas das enchentes

O #Suprapartidário e a fiscalização sobre os vereadores

Vereadores aprovam em 1ª votação plano de reforma administrativa do prefeito Bruno Covas que mexe com serviço funerário, limpeza urbana e iluminação pública, mas preserva Fundação Theatro Municipal de São Paulo

Primeira sessão da Câmara de São Paulo pretende discutir reforma administrativa e revitalização urbana

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Importante: além dos discursos e promessas, fomos pesquisar quais são as ações efetivas dos vereadores para amenizar os problemas das enchentes

A paralisação de São Paulo ontem foi causada pela combinação caótica de uma quantidade recorde de chuvas com os efeitos catastróficos de um conjunto histórico de omissões sociais e governamentais.

Desde o crescimento desordenado e sem planejamento da cidade, em grande parte erguida na ilegalidade, passando pelo descuido ambiental e pelo desprezo com as mudanças climáticas, há múltiplos fatores que precisam ser analisados.

O assunto mobiliza a atenção dos políticos, como não poderia deixar de ser, ainda mais em ano eleitoral. Mas não serão apenas promessas de campanha ou discursos panfletários que resolverão os casos repetitivos de enchentes, deslizamentos, prejuízos materiais e mortes.

Porém, uma busca no portal oficial da Câmara Municipal proporciona uma visão mais abrangente do que vem sendo discutido de fato pelos vereadores (quase todos candidatos à reeleição), muito além dos discursos oportunistas e demagógicos, para contribuir efetivamente para a solução ou pelo menos para amenizar esses problemas que se arrastam há décadas.

Em um ano, foram postadas 21 notícias com a palavra-chave "enchentes". Sendo que mais da metade se refere aos trabalhos do Comitê de Chuvas e Enchentes, sob a presidência do vereador Gilberto Natalini (PV) e a relatoria da vereadora Soninha Francine (Cidadania), criado em março de 2019 devido as enchentes terríveis que atingiram São Paulo no ano passado (fato que se repete ano a ano).

A seguir, as dez notícias mais recentes sobre o tema:

(16/01/2020)

Para evitar enchentes, projeto torna obrigatória instalação de canteiros permeáveis

Em tramitação na Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal, o PL (Projeto de Lei) 39/2018, de autoria do vereador Camilo Cristófaro (PSB), torna obrigatória a instalação de canteiros permeáveis em obras de readequação geométrica, rotatórias, estreitamento de vias e casos similares (...)

(19/12/2019)

Comitê de Chuvas e Enchentes apresenta relatório com problemas a sanar e propostas

Nesta quinta-feira (19/12), o Comitê Extraordinário de Chuvas e Enchentes apresentou o relatório final com as conclusões do trabalho realizado em 2019. Instalado em março deste ano, o comitê analisou as iniciativas de combate a enchentes e ouviu especialistas, moradores e representantes de órgãos públicos para propor soluções (...)

(04/12/2019)

Projeto que ameniza enchentes passa na Comissão de Administração Pública

Na reunião da Comissão de Administração Pública, realizada nesta quarta-feira (04/12), os vereadores integrantes do colegiado aprovaram pareceres relativos a 13 Projetos de Lei. Também foram aprovados três requerimentos. Entre os projetos analisados, o PL 114/2017, de autoria do vereador Ricardo Teixeira (DEM), dispõe sobre a implantação de asfalto permeável (...)

(26/10/2019)

Combate a enchentes é destaque em audiência do Orçamento 2020 no Itaim Paulista

O combate às enchentes foi uma das principais demandas apresentadas pelos moradores de bairros das subprefeituras de São Miguel Paulista e Itaim Paulista, na zona Leste de São Paulo, em Audiência Pública na tarde deste sábado (...)

(26/10/2019)

Audiência no Itaim Paulista debate enchentes

O combate às enchentes foi uma das principais demandas apresentadas pelos moradores de bairros das subprefeituras de São Miguel Paulista e Itaim Paulista, na zona Leste de São Paulo, em Audiência Pública na tarde deste sábado (26/10). Foi a terceira audiência regional da Câmara Municipal para discutir o Orçamento 2020 da cidade (...)

(24/10/2019)

Comitê de Chuvas e Enchentes visita bairros da zona Leste com histórico de alagamento

O Comitê de Chuvas e Enchentes da Câmara Municipal de São Paulo visitou, no dia 15 de outubro, bairros da zona leste da cidade com histórico de alagamento. A intenção dos vereadores integrantes do comitê é pressionar o Executivo a realizar obras de contenção e drenagem, antes do início da temporada de chuvas (...)

(15/10/2019)

Comitê de Chuvas e Enchentes visita bairros

O Comitê de Chuvas e Enchentes da Câmara Municipal de São Paulo visitou, no dia 15 de outubro, bairros da zona Leste da cidade com histórico de alagamento. A intenção dos vereadores integrantes do comitê é pressionar o Executivo, portanto, a realizar obras de contenção e drenagem.

(10/10/2019)
Diante da proximidade do período de chuvas, o Comitê Extraordinário de Chuvas e Enchentes da Câmara Municipal divulgou ação que o grupo de vereadores pretende realizar, para verificar obras de drenagem em pontos críticos da cidade (...)

(10/10/2019)

Chuvas e Enchentes são focos de Comitê

Diante da proximidade do período de chuvas, o Comitê Extraordinário de Chuvas e Enchentes da Câmara Municipal divulgou ação que o grupo de vereadores pretende realizar, para verificar obras de drenagem em pontos críticos da cidade. O anúncio foi feito na Sessão Plenária desta quinta-feira (10/10). Ações do Comitê de Chuvas (...)

(30/05/2019 – 19h16)

Moradores de áreas de risco são ouvidos no Comitê de Chuvas e Enchentes

Em reunião nesta quinta-feira (30/05), o Comitê Extraordinário de Chuvas e Enchentes ouviu o depoimento de moradores de regiões da capital paulista sujeitas a alagamentos e enchentes. Eles foram convidados por meio de requerimentos aprovados na reunião anterior do comitê. Wanda Herrero, presidente do CONSEG (Conselho Comunitário de Segurança) da Mooca (...)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Como diria Seu Creysson: “Seus problemas se acabaram-se!”

Hoje, no twitter, na TV e no facebook descobrimos que todos os pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo tem a solução mágica para as enchentes. Ufa! Que alívio!‬

‪Basta eleger Márcio França, Andrea Matarazzo, Fernando Haddad, Guilherme Boulos, Joice Hasselmann, Datena, Mamaefalei ou o até o próprio Bruno Covas...

‪Mas será que esses pré-candidatos sabem mesmo do que estão falando?‬

‪Como pensam resolver em quatro anos um problema que se arrasta e se agrava há décadas, há séculos?‬

‪Quando alguém vai assumir que não resolverá tudo?‬

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Uma banana para o "mito" da republiqueta de bananas

A baixaria mais recente do meme que virou presidente foi dar uma banana para os jornalistas, depois de se queixar outra vez que os "aidéticos são custosos para o país".

Mas precisam avisar Jair Bolsonaro que, além de destilar esse preconceito desprezível, típico de obscurantistas do século passado, ele falou mais uma besteira das grandes.

Que qualquer paciente do SUS consome recursos do Orçamento não é novidade, obviamente. Mas estigmatizar o portador de HIV é de uma canalhice sem tamanho.

Sabe quanto o governo gasta, em média, com o tratamento de pacientes com HIV? O custo fica em torno de R$ 5 mil por ano, com internações, consultas, medicamentos etc.

Por outro lado, sabe quanto custa aos cofres públicos manter cada militar inativo ou pensionista de militar, por exemplo? Anote aí: R$ 89.925,30 - ou seja, 17 vezes mais.

Para cada "aidético custoso" temos "17 militares custosos" no Brasil do militarista Bolsonaro.

Mas privilégio para milico de pijama os adoradores-bananas do boçalnarismo não reclamam, né?

Que Jair Bolsonaro é inepto, desqualificado, preconceituoso, desequilibrado, bárbaro, bizarro, rancoroso, tosco e ignorante todos os não-fanáticos e quem possui ao menos dois neurônios funcionando já perceberam.

Mas a irresponsabilidade e a desinformação deste personagem vergonhoso e caricato ultrapassa qualquer limite do bom senso, do decoro e da liturgia da Presidência da República.

A banana para os jornalistas e o preconceito monstruoso na fala contra os portadores de HIV denotam o caráter digno de um presidente de republiqueta de bananas, o mito de tolos e lunáticos.

Já sei... Agora a milícia bolsonarista vai soltar um: "e o Lula?", "e a Dilma?".

Pois eu respondo: não sei onde estão Lula e Dilma, nem me interessa, danem-se ambos. Já foram, são passado! Assim como torcemos para que Bolsonaro caia fora logo, com seus filhotes delinquentes e os seguidores desvairados.

Não sou lulista, não sou petista, não sou bolsonarista, não sou tucano e também não sou isentão. Eu simplesmente me dou ao direito de me opor aos fanáticos dos dois lados dessa polarização burra.

Ditaduras de esquerda ou de direita são igualmente condenáveis, assim como os haters e hooligans dessas bolhas ideológicas, com todo esse fanatismo ridículo, a idolatria e uma necessidade insana de se inventar mitos, ídolos ou salvadores da pátria.

Nosso repúdio aos extremistas, intolerantes, adoradores e entusiastas descontrolados destes dois fãs-clubes que se espelham na bajulação a seus tiranetes de estimação e no ódio simbiótico e conveniente entre eles.

Por um Brasil mais digno, com lideranças políticas que nos representem sem causar asco ou vergonha. Será impossível?

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

O #Suprapartidário e a fiscalização sobre os vereadores

Como todo mundo sabe, 2020 é ano eleitoral. Hora de eleger prefeitos e vereadores em mais de 5.500 municípios brasileiros, neste momento em que nós vivemos uma situação bastante crítica e peculiar.

A política tradicional, os partidos e os políticos vem sendo duramente confrontados. As instituições republicanas e até a própria democracia enfrentam forte resistência de parte significativa da população.

Por isso mesmo é importante esclarecer sobre a importância fundamental das câmaras municipais e do papel essencial do Legislativo na relação de freios e contrapesos do Estado Democrático de Direito, juntamente com os poderes Executivo e Judiciário. Neste ano, especialmente, temos novas regras eleitorais, como a proibição de partidos se coligarem para eleger seus vereadores.

Enfim, para que servem as câmaras municipais? Qual a importância de elegermos bons vereadores? Ora, se nós queremos cidades inteligentes, bem planejadas, bem estruturadas, com uma gestão responsável e eficiente, leis justas, viáveis e eficazes, e o poder público funcionando com agilidade, ética e transparência, precisamos votar certo e de forma bem consciente.

Você acha que a política é uma droga? Então precisa ler a bula para conhecer a sua composição, apresentação, formas e formulações, informações técnicas, interações, precauções, recomendações, efeitos colaterais, contraindicações, princípios ativos e o modo de usar.

Para melhorar a política é preciso ter um olhar crítico sobre os fatos. Para criticar é preciso conhecer. Para conhecer é preciso reunir informações confiáveis, ir além do noticiário oficial, receber notícias sem filtro ideológico ou corporativista, saber o que ocorre no dia-a-dia, tudo aquilo que acontece nos bastidores e passa despercebido da imprensa e da maioria dos cidadãos.

É para isso que existe, para citar dois exemplos, o trabalho do #CâmaraMan e do #Suprapartidário. Trincheiras da resistência democrática. Referências de credibilidade, bom jornalismo e fonte de informação de qualidade para uma imensidão de leitores e de seguidores nas redes sociais e para a própria imprensa.

Que tal saber em primeira mão o que verdadeiramente acontece na Câmara Municipal de São Paulo e decifrar a caixa preta da política paulistana? Ter os vereadores em tempo real na sua timeline? Poder monitorar toda semana se os políticos estão de fato representando os interesses da cidade, cumprindo os compromissos assumidos com o eleitor e com a região que possibilitou a sua eleição?

É assim que funcionam estes espaços: como a tal bula do remédio, a tradução simultânea do "politiquês" em uma linguagem de fácil compreensão e útil para a cidadania, para que você se mantenha bem informado e esclarecido sobre a política, com transparência sobre os acontecimentos que interferem no seu cotidiano, no trânsito, no transporte, na saúde, no trabalho, na educação, na segurança, no meio ambiente, no bem-estar social e na qualidade de vida.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

"Inflável Bolsonaro": à imagem e semelhança do pai, o "mito", e os R$ 4 milhões dos cofres públicos gastos num único dia de campanha do então candidato do PSL

O presidente Jair Bolsonaro gosta de dizer por aí que não gastou nenhum centavo do fundo partidário para a sua campanha eleitoral, mas não é bem isso que mostram os números.

Até os bonecões infláveis do então candidato do PSL foram pagos com o meu, o seu, o nosso dinheiro que sai dos cofres públicos para financiar os partidos e seus candidatos em busca de voto.

Na prestação de contas de 2018 do PSL estão lá os valores: R$ 33 mil reais de recursos públicos foram usados num único dia, num evento São Paulo, para a confecção de 14 bonecos infláveis, sendo dois em tamanho mega-mito, de 5 metros de altura (um de Bolsonaro e outro idêntico do presidente da sigla, o deputado federal Luciano Bivar).

O tal dia, em 17 de agosto de 2018, foi divulgado pelo PSL como "dia nacional de filiação" e custou R$ 4 milhões dos cofres públicos para atrair militantes e simpatizantes em plena campanha eleitoral do então presidenciável Jair Bolsonaro, que vivia ainda em clima de lua-de-mel com o partido pelo qual acabaria se elegendo.

Todo esse dinheiro, gasto num único dia, foi tirado do fundo partidário para pagar bonecos, camisetas, lanches, ônibus, faixas e aparelhos de som - tudo aquilo que o bolsonarista-raiz, por exemplo, acusa o petista-mortadela de fazer, mas que no fundo (partidário... rs) ambos fazem igualzinho.

Agora os bolsonaristas não podem mais repetir feito papagaio que Bolsonaro nunca se beneficiou de dinheiro público, ou eles correm o risco de transformar o mito em mitômano - ou mentiroso, mesmo, na linguagem popular. De candidato da legenda 17 em 171 no código penal. Elerê!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Vereadores aprovam em 1ª votação plano de reforma administrativa do prefeito Bruno Covas que mexe com serviço funerário, limpeza urbana e iluminação pública, mas preserva Fundação Theatro Municipal de São Paulo

Os vereadores de São Paulo aprovaram nesta quarta-feira, 5 de fevereiro, com 31 votos favoráveis, em primeira votação, um plano de reorganização da administração municipal apresentado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB).

Houve acordo para exclusão, no texto a ser apresentado em segunda votação, da ideia de extinção da Fundação Theatro Municipal de São Paulo. São necessárias duas votações para o projeto seguir à sanção do Executivo.

A intenção, segundo o prefeito, é "expandir e melhor qualificar a prestação de serviços públicos aos munícipes". Está proposta a redução de 22 para 14 do número de entidades da chamada "administração indireta", bem como a promessa de cortar cargos efetivos e em comissão, ainda sem muito detalhamento.

Por outro lado, afirma que pretende "fortalecer o poder regulatório e de indução da administração municipal" com a criação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo, a SP Regula, e da Agência Paulistana de Desenvolvimento e Investimentos, a SP Investe.

A SP Investe deverá acumular as atuais responsabilidades da Agência São Paulo de Desenvolvimento (ADESAMPA) e da São Paulo Negócios (SP Negócios). A SP Regula, por sua vez, será criada para controlar e fiscalizar as concessões de serviços que hoje funcionam em órgãos diversos, como Limpeza Urbana (AMLURB e LIMPURB), Serviço Funerário e Departamento de Iluminação Urbana (ILUME).

Para se ter uma ideia, pelo novo projeto essa autarquia funcionará com uma diretoria colegiada de cinco membros, incluindo um diretor-presidente, e até 800 novos servidores de carreira, sendo 200 analistas de regulação e 600 técnicos em fiscalização, a serem admitidos por concurso público.

Estão propostas outras mudanças, como a extinção da Fundação Paulistana de Educação, Tecnologia e Cultura, conhecida como Fundação Paulistana, que terá suas funções incorporadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Isso atinge, por exemplo, o Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes e a Escola Técnica de Saúde Pública Professor Makiguti, que serão transferidos respectivamente às pastas do Trabalho e da Cultura.

Na área da Saúde, será extinta a Autarquia Hospitalar Municipal (AHM). Outros órgãos considerados obsoletos ou já inativos serão formalmente extintos, como a Fundação Museu da Tecnologia de São Paulo e a Autarquia Municipal de Serviços Auxiliares de Saúde. Será extinta ainda a atuante e importante São Paulo Turismo S/A (SPTuris).

No acordo dos vereadores, como já informado, caiu a proposta de extinção da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, recentemente envolvida em uma série de suspeitas e escândalos, e que teria suas atividades transferidas diretamente à Secretaria da Cultura.

A próxima sessão extraordinária da Câmara Municipal de São Paulo, com projetos do Executivo e dos próprios vereadores, deve ser convocada para a próxima quarta-feira, 12 de fevereiro.

Primeira sessão da Câmara de São Paulo pretende discutir reforma administrativa e revitalização urbana

O ano político recomeçou - mas calma lá que em duas semanas tem Carnaval!

O ritmo na Câmara Municipal de São Paulo vai esquentando aos poucos. Na primeira sessão extraordinária de 2020, marcada para esta quarta-feira, 5 de fevereiro, estarão pautados projetos de vereadores remanescentes do ano passado e projetos do Executivo como a reforma administrativa, que voltará a ser discutida após 46 dias de recesso.

Para depois do Carnaval serão nomeadas as comissões permanentes da Casa e se tentará consenso para aprovação de novas CPIs - missão impossível no semestre passado, quando não se chegou a nenhum acordo para escolha dos assuntos prioritários.

Para o início de março também será pautado, segundo o presidente da Câmara, vereador Eduardo Tuma (PSDB), um projeto que promete benefícios aos taxistas (contra os aplicativos de transporte privado), polêmica que travou as sessões no fim-de-ano devido a um gritante conflito de interesses.

Do Executivo, além da reforma administrativa, as prioridades anunciadas pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) para esse reinício dos trabalhos são basicamente os projetos de revitalização urbana, como o "Triângulo SP", focado no centro velho da cidade, e diversos PIUs (Programas de Intervenção Urbanística) apresentados e debatidos há anos (alguns desde a gestão petista). Veja aqui mais detalhes.

Projeto "Triângulo SP"

A Prefeitura pretende criar o "Triângulo SP" na região central, objetivando a revitalização social, econômica e turística desse território que inclui os distritos da Sé, Luz e República ao incentivar, por exemplo, o funcionamento 24 horas do comércio e dos serviços ali prestados, sete dias por semana, e tornar a região mais atraente e convidativa.

Para tanto, o prefeito Bruno Covas promete um ambiente mais seguro e adequado para a circulação e permanência dos frequentadores e trabalhadores ao valorizar as atrações turísticas; melhorar o trânsito, as calçadas e a iluminação; recuperar fachadas e a infraestrutura; e diversificar as atividades ali desenvolvidas, facilitando principalmente a instalação da chamada economia criativa, priorizando as áreas de gastronomia, lazer, entretenimento, turismo e inclusão social.

Reforma administrativa

No plano de reorganização da administração municipal que voltará a ser discutido no plenário da Câmara a partir desta quarta-feira, o objetivo desejado é "expandir e melhor qualificar a prestação de serviços públicos aos munícipes".

A Prefeitura propõe reduzir de 22 para 14 o número de entidades da chamada "administração indireta", bem como promete cortar cargos efetivos e em comissão, ainda sem muito detalhamento. Por outro lado, afirma que pretende "fortalecer o poder regulatório e de indução da administração municipal" com a criação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo, a SP Regula, e da Agência Paulistana de Desenvolvimento e Investimentos, a SP Investe.

A SP Investe deverá acumular as atuais responsabilidades da Agência São Paulo de Desenvolvimento (ADESAMPA) e da São Paulo Negócios (SP Negócios). A SP Regula, por sua vez, será criada para controlar e fiscalizar as concessões de serviços que hoje funcionam em órgãos diversos, como Limpeza Urbana (AMLURB e LIMPURB), Serviço Funerário e Departamento de Iluminação Urbana (ILUME).

Para se ter uma ideia, pelo novo projeto essa autarquia funcionará com uma diretoria colegiada de cinco membros, incluindo um diretor-presidente, e até 800 novos servidores de carreira, sendo 200 analistas de regulação e 600 técnicos em fiscalização, a serem admitidos por concurso público.

Estão propostas outras mudanças, como a extinção da Fundação Paulistana de Educação, Tecnologia e Cultura, conhecida como Fundação Paulistana, que terá suas funções incorporadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Isso atinge, por exemplo, o Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes e a Escola Técnica de Saúde Pública Professor Makiguti, que serão transferidos respectivamente às pastas do Trabalho e da Cultura.

Também deve ser extinta a Fundação Theatro Municipal de São Paulo, recentemente envolvida em uma série de suspeitas e escândalos, passando suas atividades diretamente à Secretaria da Cultura. Na área da Saúde, será extinta a Autarquia Hospitalar Municipal (AHM). Outros órgãos considerados obsoletos ou já inativos serão formalmente extintos, como a Fundação Museu da Tecnologia de São Paulo e a Autarquia Municipal de Serviços Auxiliares de Saúde. Será extinta ainda a atuante e importante São Paulo Turismo S/A (SPTuris).

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Vereadores retomam atividades de olho na reeleição

O que esperar dos Projetos de Intervenção Urbana? Não queremos nem mais um "PIU" dos vereadores sem ouvir a população sobre o futuro da cidade de São Paulo

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

O que esperar dos Projetos de Intervenção Urbana? Não queremos nem mais um "PIU" dos vereadores sem ouvir a população sobre o futuro da cidade de São Paulo

Entre os mais importantes e polêmicos projetos que podem ser levados à pauta da Câmara Municipal de São Paulo neste ano de 2020 estão os chamados PIUs, ou Projetos de Intervenção Urbana.

Eles preveem principalmente o adensamento populacional das regiões abrangidas, como os já apresentados PIUs do Centro, da Vila Leopoldina, do Arco Pinheiros (no encontro dos rios Tietê e Pinheiros) e dos Bairros do Tamanduateí (Cambuci, Mooca, Ipiranga, Vila Prudente e adjacências).

Se, por um lado, esses projetos prometem destinar moradia de interesse popular a famílias sem teto ou que hoje vivem em situação precária, por outro lado podem agravar problemas crônicos que já existem nesses bairros, como nós intransponíveis no trânsito, carência de áreas verdes, quedas de energia, falta d´água, aumento das filas em creches, escolas e hospitais, insegurança e sucateamento do transporte público.

O que mobiliza esses PIUs é o interesse econômico envolvido: tanto do mercado imobiliário quanto de grandes obras viárias e de empresas que recebem incentivos fiscais para se instalar nessas regiões. O risco é que o interesse social não passe de maquiagem política para tapear a população, que sofrerá as consequências de um crescimento desordenado e mal planejado.

Cada cidadão paulistano deve ficar atento para essas discussões, tanto no plenário da Câmara quanto nas audiências públicas que são levadas aos bairros, e fazer marcação cerrada nos 55 vereadores - principalmente em ano eleitoral.

O que for decidido nesses projetos urbanísticos terá efeitos definitivos para a vida de todos e para o futuro de São Paulo, mas nem sempre o que guia essas decisões são os princípios mais democráticos e republicanos. Vamos ficar de olho!

Vereadores retomam atividades de olho na reeleição

Enfim a Câmara Municipal de São Paulo retoma os trabalhos em plenário nesta terça-feira, 4 de fevereiro, após 46 dias de recesso desde a última sessão do ano passado, com a aprovação do Orçamento da cidade para 2020.

O último ano desta legislatura, como de praxe, será marcado pela preocupação de todos com a própria reeleição. Dos 55 vereadores, apenas um já anunciou que não pretende disputar um novo mandato: o atual 2º vice-presidente da casa, Celso Jatene (PL) - e até por isso cotado para assumir interinamente a Prefeitura se o prefeito Bruno Covas (PSDB) se afastar temporariamente por conta do tratamento de saúde.

Lembrando que a legislação eleitoral proíbe que o vereador que assumir interinamente a Prefeitura, mesmo que por um único dia, a partir de abril, possa disputar a reeleição para o cargo. A linha sucessória de Bruno Covas tem hoje o atual presidente reeleito da Câmara, Eduardo Tuma (PSDB); seguido pelo 1º vice-presidente, Milton Leite (DEM).

O foco principal de muitos vereadores neste ano será a aplicação das emendas que cada um apresentou para seus redutos eleitorais. Foram acolhidas 590 emendas, a maioria destinada às 32 subprefeituras da cidade, que receberão um reforço de caixa de R$ 243 milhões com a assinatura do parlamentar-candidato.

Vamos seguir acompanhando o dia-a-dia dos vereadores paulistanos, as atividades e prioridades do Legislativo e do Executivo para 2020, bem como os bastidores da Câmara e da Prefeitura e os desdobramentos da campanha eleitoral. Olho neles!

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Para que serve o bom jornalismo, afinal?

O jornalismo vive dias difíceis. Os inimigos da boa informação, da luz sobre os fatos e da transparência dos acontecimentos estão por toda parte.

Houve um tempo em que jovens idealistas sonhavam em ser jornalistas. Traduzir para o maior número de pessoas o quê (a ação), quem (o agente), quando (o tempo), onde (o lugar), como (o modo) e por que (o motivo) já foi uma profissão de respeito.

Era uma época em que não se discutia mais se a Terra era plana ou redonda, que ditaduras de esquerda e de direita eram igualmente repudiadas, que censores e torturadores eram odiados ao invés de serem idolatrados, e o obscurantismo estava fora de moda.

Hoje o bom jornalismo é raro de se encontrar. E, quando se encontra, os inquilinos do poder, os obscurantistas, os facínoras, os opressores, os lunáticos tratam logo de tentar desqualificar.

Afinal, não há nada mais incômodo e inoportuno do que revelar as entranhas do poder, as engrenagens do sistema, os bastidores daquilo que se tenta esconder do grande público. Mais ainda quando não se consegue calar o jornalista pela influência do poder político ou econômico, da ameaça física ou psicológica, nem mesmo pela força da lei.

Jornalismo raiz, verdadeiro, isento, corajoso, independente, crítico, fiscalizador, investigativo é uma ameaça terrível para esquemas criminosos, para maus políticos, autoritários, corruptos, irresponsáveis, populistas, hipócritas e demagogos em geral.

Mas o bom jornalismo resiste. Não com a falsa ideia de um jornalismo imparcial, pois temos lado. Defendemos objetivamente o estado democrático de direito e os princípios republicanos, damos voz às minorias e aos excluídos, denunciamos os usurpadores do poder, combatemos o ódio, a intolerância e o preconceito.

Queremos a vitória da civilização contra a barbárie. Priorizamos a ética e o bom senso. Valorizamos a educação, a ciência, as artes e a cultura. Ouvimos todos os lados da notícia, damos visibilidade a todo o amplo espectro político, mas jamais nos rendemos às armadilhas da polarização partidária, nem ao fanatismo das bolhas ideológicas.

Enquanto incomodarmos da mesma maneira a esquerda, a direita e o centro, estaremos cumprindo bem o nosso papel.

Que satisfação indescritível é ser acusado de esquerdalha pelos bolsonaristas, ou de ser tachado ao mesmo tempo de lulista e de anti-petista, como se isso fosse possível, enquanto ambos tentam te carimbar de isentão mas também quebram a cara quando acusamos o fisiologismo e o corporativismo do centrão.

Rótulos não nos definem. Não vão conseguir nos enquadrar, nem dispor nas prateleiras emboloradas da velha política e do mau jornalismo a serviço dos interesses de grupos ou quadrilhas. Pensamos fora da caixa, mas não andamos fora do trilho. Estamos do lado da justiça, da verdade e do interesse público. Então, se vira aí porque estamos de olho, mané!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

De Covas a Covas: 35 anos, 11 prefeitos, 10 eleições

Outro dia dissemos aqui, sem nenhuma manifestação de preferência pessoal, que Bruno Covas desponta com algum favoritismo na eleição de 2020 para a Prefeitura de São Paulo. Foi o que bastou para despertar reações indignadas. O coro dos descontentes chiou, mas ninguém foi capaz de apontar outro nome como "favorito".

Pois nesse contexto em que Bruno Covas aparece na mídia numa enxurrada de matérias simpáticas e favoráveis combatendo um câncer, conta com o apoio declarado de pelo menos 10 partidos e ampla maioria na Câmara Municipal, além do monopólio do tempo de propaganda oficial e a maior fatia do fundo eleitoral, não tem como não considerá-lo, hoje, o principal favorito, ainda que possamos criticar a sua gestão.

Por outro lado, se é verdade que a possibilidade de reeleição favorece a vida de qualquer político detentor de mandato, que já controla a máquina pública e, em tese, tem maior exposição midiática, influência da maioria governista e realizações a apresentar ao eleitorado, parece que essa condição nunca foi muito vantajosa para quem ocupa a Prefeitura de São Paulo.

Nos últimos 35 anos, de Covas a Covas, São Paulo teve 11 prefeitos. Do avô Mario, que foi o último dos chamados prefeitos "biônicos" (indicados pelo governador), ao neto Bruno, mandatário da cidade desde 6 de abril de 2018, quando o então prefeito João Doria, de quem era vice, renunciou ao cargo para disputar e vencer a eleição de governador.

Desses 11 prefeitos, em nove eleições, apenas um (Gilberto Kassab, em 2008) foi reeleito. Aliás, em condições semelhantes às de Bruno Covas. Lembre que Kassab era o vice de José Serra, eleito prefeito em 2004, que renunciou ao cargo em 2006 para disputar e vencer a eleição de governador.

Outra curiosidade: nesses 35 anos, de 11 prefeitos (Mario Covas, Jânio Quadros, Luiza Erundina, Paulo Maluf, Celso Pitta, Marta Suplicy, José Serra, Gilberto Kassab, Fernando Haddad, João DoriaBruno Covas), apenas Maluf conseguiu eleger como sucessor um apoiador, ou alguém do mesmo partido (Pitta, em 1996).

Em nove eleições disputadas, São Paulo teve sete vitórias de um candidato de oposição (Jânio em 1985, Erundina em 1988, Maluf em 1992, Marta em 2000, Serra em 2004, Haddad em 2012 e João Doria em 2016). Ou seja, o placar é de 7 x 2 para a oposição. Exceção foram os situacionistas Kassab e Pitta. Como será em 2020?

Registre-se ainda que, desde a eleição de Erundina, a primeira prefeita petista eleita em São Paulo, o PT vem alternando a primeira e a segunda colocação nas eleições.

Ora elege o prefeito (como a própria Erundina em 1988, Marta em 2000 e Haddad em 2012), ora perde no 2º turno para o prefeito eleito (Eduardo Suplicy ficou em 2º em 1992; Erundina em 1996; Marta em 2004 e 2008; e Haddad ficou em 2º em 2016, com a eleição encerrada pela primeira vez em turno único).

Qual a sua aposta para 2020? Arrisca um favorito ou vai ficar em cima do muro?

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Por 366 dias de visibilidade trans, dignidade e respeito



Neste 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade de Transexuais e Travestis, desejamos o óbvio sobre todas essas importantes datas alusivas à conscientização de direitos: que tenhamos todos os 365 dias do ano - ou 366 dias, em anos bissextos como 2020 - de visibilidade, respeito, dignidade, empatia, justiça, cidadania, igualdade, consideração, civilidade, humanismo.

Para celebrar este Dia da Visibilidade Trans, vale assistir o #ProgramaDiferente especial sobre o filme "Divinas Divas", com destaque para uma das últimas entrevistas exclusivas com Rogéria, que se definia como a travesti da família brasileira e morreu em setembro de 2017.

Dirigido pela atriz Leandra Leal, o documentário retrata com bom humor e sensibilidade a vida de artistas transformistas pioneiras dos anos 60, desafiando tabus e preconceitos. O tema da Diversidade é sempre necessário. Assista.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Lula e Bolsonaro: Só para fanáticos e lunáticos

Faz tempo que dizemos por aqui: Lula e Bolsonaro são os dois lados da mesma moeda da velha política.

Tem gente que ainda dá valor, mas parece algo cada vez mais restrito às milícias virtuais e aos círculos de fanáticos e lunáticos que os seguem e idolatram.

Fetiche de colecionadores de velharias e fake news.

Hoje um editorial da Folha de S. Paulo, que reproduzimos abaixo, mostra como Lula e Bolsonaro se aproximam nos ataques à imprensa, na criação de bolhas ideológicas e na aversão à transparência e à verdade.

Da mesma forma, lulistas e bolsonaristas são idênticos na cegueira apaixonada e na adoração por seus gurus falastrões, que vivenciam suas realidades paralelas, absurdas e polarizadas (até quando?).

Lula sincerão

Em entrevista, ex-mandatário petista revela também o que o aproxima de Bolsonaro

Governantes não gostam de imprensa livre. Ter a administração constantemente exposta a reportagens que iluminam aspectos inconvenientes ao grupo no poder não é algo que lhes dê prazer. É um fator de incômodo que, nas democracias, são obrigados a tolerar. 

Luiz Inácio Lula da Silva não foi exceção à regra enquanto ocupou o Palácio do Planalto. Restringiu entrevistas coletivas, deu preferência, inclusive financeira, ao espectro de veículos chapa-branca em torno do petismo e flertou com dispositivos para controlar a mídia.

O curioso foi ter embarcado agora, na oposição, numa espécie de flashback aos tempos em que chefiava o Executivo. Em entrevista ao UOL, endossou parte da ofensiva que o presidente Jair Bolsonaro tem capitaneado contra a imprensa.

Lula não apenas deu razão ao atual mandatário como agiu à maneira dele ao atropelar os fatos e acusar a TV Globo de não ter dado cobertura às mensagens obtidas pelo The Intercept Brasil que questionam a parcialidade da Lava Jato.

Trata-se de erro crasso de informação, pois a emissora veiculou reportagens sobre o tema. Também ao contrário do que disse Lula, a Globo noticiou a denúncia estapafúrdia de um procurador contra o fundador do site, GlennGreenwald —acusação ofensiva ao exercício do jornalismo que deveria ser de pronto rejeitada pelo Judiciário.

A verborragia fora de órbita e de lugar histórico do ex-presidente prosseguiu com comparações entre a atitude da emissora e o nazismo e com mais elogios a Bolsonaro por supostamente estar, com o emprego das redes sociais, “provando que é possível fazer notícia sem precisar dos jornais”.

“Fazer notícia”, nas palavras confusas de Lula, equivale a transmitir a visão adocicada e autoindulgente do situacionismo sobre a realidade sem o crivo crítico do jornalismo profissional. Não difere da propaganda, mas é o sonho acalentado por todo governante, de falar sem ser contraditado.

A sensação que fica é a de que Lula gostaria de voltar ao cargo e valer-se de ferramentas de comunicação direta, ataque e boicote à imprensa desenvolvidas por Bolsonaro. A intenção de alvejar uma rede de TV também é compartilhada.

Num rompante de sinceridade, o principal líder da oposição revela não apenas o que o distancia, mas também o que o aproxima do atual presidente. Lula sincerão, para usar a gíria dos jovens, não deixa de esclarecer o debate público.


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Ei, o que você acha do encontro de lunáticos que foi pago com o seu, o meu, o nosso dinheiro?

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Bruno Covas, favorito para se reeleger em outubro, é o entrevistado desta noite no programa Roda Viva

Não é simples palpite, muito menos torcida. Mas uma análise rigorosa dos fatos e dados disponíveis nos dá margem segura para afirmar: o prefeito Bruno Covas, que disputará a reeleição em outubro e será o entrevistado desta noite no programa Roda Viva (27 de janeiro, às 22h, na TV Cultura), é favoritíssimo para permanecer no comando da Prefeitura de São Paulo a partir de 1º de janeiro de 2021.

Jovem, dinâmico, com sobrenome de peso e querido também por conta do avô, o ex-governador Mario Covas, terá apoio de pelo menos uma dezena de partidos, domínio do tempo e dos recursos na propaganda tradicional e bom trânsito em todos os setores da sociedade paulistana. Além de vencer uma doença gravíssima, o maior desafio do prefeito em 2020 será mostrar as suas realizações.

Quais outros candidatos poderiam atrapalhar a reeleição de Bruno Covas? Talvez o apresentador José Luiz Datena ou o também apresentador e deputado federal Celso Russomanno sejam os nomes com maior potencial eleitoral, principalmente se tiverem o apoio declarado do presidente Jair Bolsonaro. Mas não é impossível que algum deles seja escolhido até mesmo vice de Covas.

Outros pré-candidatos não chegam a incomodar, sendo que entre todos os nomes cogitados os mais fortes seriam o ex-governador e ex-prefeito de São Vicente, Marcio França; a ex-bolsonarista Joice Hasselmann e qualquer nome a ser indicado nas prévias do PT (já se apresentaram Jilmar Tatto, Eduardo Suplicy, Carlos Zarattini, Paulo Teixeira, Alexandre Padilha e Nabil Bonduki), tendo provavelmente como vice a ex-prefeita Marta Suplicy.

Essa escolha interna do PT será decisiva também para a definição de um eventual 2º turno. Uma indicação partidária equivocada pode levar a uma inédita exclusão dos petistas da disputa final desde a instituição dos dois turnos, nas eleições de 1992 (quando, na sucessão de Luiza Erundina, ainda no PT, Eduardo Suplicy disputou o 2º turno contra Paulo Maluf, que acabou eleito).

Em todas as eleições subsequentes o PT esteve na disputa do 2º turno: em 1996, Luiza Erundina perdeu para Celso Pitta; em 2000, Marta Suplicy venceu Paulo Maluf; em 2004, Marta Suplicy perdeu para José Serra; em 2008, Marta Suplicy voltou a perder para Gilberto Kassab; em 2012, Fernando Haddad venceu José Serra; e em 2016, Fernando Haddad perdeu a reeleição para João Doria ainda no 1º turno.

O nome forte do PT seria novamente Fernando Haddad, que tem como foco principal a disputa presidencial em 2022 e por isso reluta em disputar pela terceira vez a Prefeitura de São Paulo. Lembrando que o mau resultado de uma candidatura a prefeito implica quase sempre na diminuição dos votos da chapa de vereadores. Atualmente, o PT tem a segunda maior bancada da Câmara Municipal de São Paulo, com nove parlamentares (atrás apenas dos dez do PSDB).

Realizações de Bruno Covas

"A prefeitura tem a clareza de qual é seu foco: lutar para corrigir as desigualdades e tornar São Paulo uma cidade melhor para todos", afirma o prefeito Bruno Covas. "São Paulo tem de ser expressão de tolerância, de diálogo, de consensos e de construção coletiva. São Paulo é, e também deve seguir sendo, a capital dos direitos civis. Essa tem sido nossa motivação para administrar a cidade."

E Covas complementa: "Nosso jeito de administrar está fundado em princípios básicos: respeitar o dinheiro do contribuinte, desestatizar, criar novos mecanismos de controle apoiados em tecnologia e inovação, diminuir distorções sociais. Nossa ação é pautada por prioridades claras: terminar todas as obras, melhorar tudo que já existe e inovar nas políticas públicas."

Entre as vitrines da atual gestão, serão explorados principalmente os programas "Mãe Paulistana" e "Avança Saúde", a entrega de 12 CEUs deixados inacabados pelo PT, a redução da fila de espera nas creches (com a distribuição de vouchers para matrículas na rede privada), a revitalização do Vale do Anhangabaú e ainda R$ 1 bilhão de investimentos em habitação apenas neste ano eleitoral.

Na área cultural, o prefeito também tem se posicionado de maneira muito clara e firme, num contraponto ao obscurantismo do governo Bolsonaro. Eventos como o "Verão Sem Censura", realizado nesta semana até o dia 31 de janeiro, e um apoio inédito ao Carnaval de rua, com o número recorde de 800 blocos oficiais e desfiles, pela primeira vez, em todas as 32 subprefeituras da cidade.


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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Muda o ano e o prefeito, permanecem os problemas

São Paulo, 450 466 anos: até quando vai permanecer atual o artigo denunciando as mazelas da cidade, que circula há exatos 16 anos sem perder a sua essência?

Escrito originalmente para os 450 anos de São Paulo, publicado em 2004 nos jornais Diário do Comércio, Jornal da Tarde e Diário de S. Paulo, e republicado anualmente pelo autor, encontra em Bruno Covas o seu sexto prefeito neste período, depois de Marta Suplicy, José Serra, Gilberto KassabFernando Haddad e João Doria. O que mudou?


450 ANOS. E DEPOIS?
Maurício Huertas


A cidade de São Paulo, escondida sob um falso espetáculo de progresso e gigantismo, é na verdade uma metrópole desgovernada, mal planejada, centro principal da fragilidade administrativa, social, econômica e da degradação urbana, moral e política.

Rios mortos, poluição incontrolável, trânsito caótico, pedintes e desempregados por todos os pontos, favelas que proliferam diante da cegueira governamental, hospitais sucateados, escolas deterioradas, insegurança crônica. São Paulo é uma cidade em que mais de 10 milhões de pessoas se aglomeram em atividade frenética, fundamentalmente individualista e predatória.

Prefeitos se sucedem no poder, sob a promessa de construir uma sociedade mais moderna e mais humana, da qual os paulistanos possam com justo motivo se orgulhar. Pois não se deve duvidar do potencial e da inesgotável energia de nossa população, consagrada na imagem da "cidade que amanhece trabalhando".

Afinal, que outro centro urbano do país reúne tantas condições para consolidar a ponte para o futuro, se não a cidade que é a capital financeira nacional, que detém as maiores e melhores universidades, a excelência na medicina e no setor de pesquisa científica?

Apesar desse potencial, São Paulo completa seus 450 anos marcada pela crise que praticamente sufoca qualquer esperança de dias melhores. Seria ilusório acreditar que este cenário catastrófico tenha sido causado simplesmente pela atual crise econômica, ou mesmo pela herança nefasta de gestões mafiosas.

A verdade é que São Paulo não encontrou ainda a sua identidade, porque não tem um projeto para si mesma. Diante da inoperância governamental e da apatia da sociedade, nossos defeitos chamam mais a atenção do que nossas qualidades.

São Paulo não tem rosto nem personalidade, é um amontoado de retalhos, embora o marketing, a publicidade e a cosmetologia de Marta Suplicy se esforcem para provar o contrário. A cidade sempre esteve – e permanece – nas mãos de aventureiros que seguem destruindo e descaracterizando ruas, prédios, bairros e praças, descartando e ocultando monumentos e marcos de referência histórica, cultural e geográfica.

O que São Paulo tem a oferecer hoje, ao contrário de outras metrópoles mais desenvolvidas, ou mesmo de outras cidades com apelo turístico, é a anti-paisagem. Uma cidade constantemente em obras que somam quase nada ao desenvolvimento e à melhora da nossa qualidade de vida.

Particularmente nas gestões de Paulo Maluf e de Celso Pitta, ficamos reféns de um bando de vereadores corruptos, despreparados e incompetentes. Assistimos impassíveis o crescimento monstruoso da dívida pública para ajudar a manter o poder nas mãos do crime (des)organizado, que loteou a cidade e enlameou a política municipal.


O mais trágico é que o PT foi eleito exatamente com a bandeira da mudança, mas não bastaram seus candidatos-milagreiros com promessas eleitoreiras para fazer, em quatro anos, São Paulo despertar para a necessidade vital de uma verdadeira transformação.

O que precisamos, depois de encerradas as inúmeras festividades pelo aniversário de São Paulo, é conscientizar e mobilizar os paulistanos para a criação e a manutenção de um ambiente social saudável, com planejamento, organização comunitária, responsabilidade eleitoral e a diminuição de privilégios.

Entendemos que o nosso papel, a partir de agora, deveria ser justamente o de chamar as lideranças sociais e políticas para o debate programático e para a construção de uma cidade mais humana, justa, ética e solidária. Uma cidade com políticas públicas e parcerias sociais que possibilitem mais rapidamente a inserção dos excluídos, a radicalização da democracia, a plena transparência dos poderes e a construção mais sólida e eficaz das bases da cidadania.

Mas, sobretudo, com ética, moral, sensatez e com o desafio de construirmos uma cidade “nova” em seus 450 anos, que respeite a sua história e a sua vocação, fortaleça democraticamente as suas estruturas e apresente um programa viável para conquistarmos mais dignidade, igualdade e justiça social. Enfim, que nos dê motivos reais e legítimos para festejar.


Maurício Huertas é coordenador da ONG Vergonha Nunca Mais!, pela ética na política.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

A natureza resiste nesses 466 anos de São Paulo



Na semana em que a cidade de São Paulo comemora os 466 anos da sua fundação, relembramos aqui como a vida e a natureza são maravilhosas (se o ser humano não atrapalhar!).

Essa imagem vem diretamente da Mooca, bello! (Ôrra, meu!), com um BOM DIA especialmente verde, vivo e simpaticamente barulhento.

Bandos de ararinhas maracanãs-nobres (ou diopsittaca nobilis, seu nome científico), que alguns confundem com periquitos ou maritacas, são algumas das espécies que sobrevivem no meio da selva urbana de São Paulo. Essas aqui do vídeo atendem um chamado para se alimentar. Assista.

Só mais um dos motivos óbvios da nossa luta pela implantação e a preservação de parques, praças e áreas verdes, como essa antiga reivindicação do Parque Verde da Mooca na área de 100 mil metros quadrados da antiga Esso, que por décadas foi ocupada e contaminada por produtos químicos.

Queremos o parque nesse que é o bairro com menor índice de área verde por habitante, e ainda assim proporciona cenas como essa das maritacas, nossas vizinhas tão amistosas.

Um grito de socorro da natureza!

A nossa luta terá fim apenas quando a Câmara Municipal de São Paulo aprovar o projeto do parque e o prefeito Bruno Covas sancioná-lo. Já que 2020 é ano eleitoral, quem sabe os nossos vereadores e gestores públicos não prestam mais atenção nos pedidos da população?

E viva a vida! A Mooca, a natureza e São Paulo merecem!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A cara e o sotaque paulistano no #ProgramaDiferente

Na semana de mais um aniversário de São Paulo, relembramos alguns dos inúmeros episódios especiais do #ProgramaDiferente que retratam mais diretamente a nossa cidade e a nossa gente, para celebrar esses 466 anos da fundação da cidade.

Assista aqui:

As vozes da periferia no #ProgramaDiferente

Os 30 anos do Memorial da América Latina no #ProgramaDiferente

Dia do Samba com o sotaque paulistano de Adoniran Barbosa

#ProgramaDiferente festeja os 70 anos de Rita Lee

Os 30 anos dos Racionais MC´s no #ProgramaDiferente

A ocupação do espaço público no #ProgramaDiferente

Arte e Cultura: Os 70 anos do MASP no #ProgramaDiferente

"Pelo amor dos meus filhinhos", uma homenagem a Silvio Luiz

Exclusivo: acompanhe os bastidores do 28º título paulista do Corinthians

Especial: Casagrande e seus demônios no #ProgramaDiferente

Pixação no #ProgramaDiferente: arte, protesto ou vandalismo?

Dzi Croquettes, 45 anos: crítico, provocador e irreverente

Uma das nossas fontes de inspiração: o repórter Ernesto Varela, criação de Marcelo Tas

O rapper Rico Dalasam fala de música e preconceito no #ProgramaDiferente

Os 40 anos do Premê e o jornalista Carlos Brickmann no #ProgramaDiferente

Ato contra R$ 3,80 termina em confronto e vandalismo

O centro da cidade está (e sempre esteve) vivo no #ProgramaDiferente

Zé Celso x Silvio Santos: A polêmica do Teatro Oficina no #ProgramaDiferente

Os 30 anos da eleição de Luiza Erundina para a Prefeitura de São Paulo


#ProgramaDiferente: 35 anos da Cidade Tiradentes, modelo do caos urbano e do erro de planejamento na periferia das grandes cidades

Dia de obscurantismo na Câmara de São Paulo: o vídeo do pai indignado com a professora que afirmou que menino pode usar brinco, saia e pintar a unha

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

De volta para o futuro com o #Cidadania23

A imprensa vem destacando (merecidamente, aliás) a abertura do #Cidadania23 para os movimentos cívicos - enquanto outros partidos à esquerda e à direita, como o PDT e o NOVO, por outro lado, decidiram vedar expressamente essa aproximação.

Justiça seja feita, ainda que desperte só agora a atenção do grande público, não chega a ser novidade a busca dessa nova formatação política que surge do diálogo do ex-PPS com jovens lideranças de organizações como o Agora!, o Livres, o Acredito, a RAPS e o RenovaBR, entre outros.

Muito antes das manifestações de 2013, às quais se atribui grande parte da inspiração para essas mudanças cobradas pela sociedade dos agentes políticos e que estão transformando de modo irreversível os nossos partidos e as próprias instituições democráticas, o então PPS já sinalizava para a necessidade deste "aggiornamento" (ou uma atualização disruptiva do sistema).

Há 10 anos surgia, por exemplo, o conceito da #REDE23, iniciativa do Blog do PPS que seria incorporada oficialmente pelo partido no seu Congresso de 2011. E que dizia basicamente o seguinte:
"Na democracia contemporânea os partidos não se bastam. Dependem, para fazer política, do estabelecimento e manutenção de redes de relações com movimentos, instituições, grupos na internet e até com personalidades influentes nos temas que trabalham. 
O partido não pode manter mais a posição de vanguarda da época da circulação restrita da informação e deve assumir a postura de interlocutor dos movimentos, co-formulador de suas reivindicações à luz de suas diretrizes mais gerais e seu tradutor na linguagem das leis e das políticas públicas. 
Para tanto, surge a #REDE23, um movimento de discussão e mobilização em torno de objetivos comuns, que abrange outras siglas partidárias, entidades, organizações, sindicatos, associações, cidadãos interessados e grupos organizados na internet. 
Os conceitos de #REDE e da #NovaPolítica não são exclusividade de uma só legenda, uma única liderança ou um grupo restrito. É uma iniciativa que reúne gente de bem, de dentro e de fora dos partidos!"
Faz todo o sentido, portanto, quando o veteraníssimo presidente nacional do Cidadania, o ex-senador e ex-deputado federal Roberto Freire, afirma que não há de se falar em "velha" ou "nova" política, mas sim de "boa" ou "má".

Afinal, é justamente este partido, o #Cidadania23 (com a sua origem quase centenária, como herdeiro do PCB, fundado em 1922, e refundado como PPS, em 1992), que se mostra mais aberto e disposto para formatar esse novo jeito de ver e fazer política.

Diga-se de passagem, outras inovações recentes, como os atuais mandatos coletivos e até mesmo as campanhas com custo reduzido, através da divulgação espontânea pelas redes sociais, também foram propostas apresentadas pelo PPS há mais de doze anos.

Veja que na campanha para as eleições municipais de 2008, essas ideias já estavam todas reunidas no projeto do "vereador virtual", que chegou a ser encampado formalmente pelo então candidato a vereador do PPS Heraldo Correa (foto).

Ou seja, ainda na era pré-Facebook, pré-WhatsApp e mais de dez anos antes de se tornar realidade, com as deputadas e deputados que foram eleitos em 2018 pelo conceito das candidaturas coletivas e das bancadas ativistas, o PPS já vislumbrava o que viria pela frente.

É ou não é uma política diferenciada e voltada para o futuro? Pois então, parabéns aos envolvidos e sucesso ao #Cidadania23.

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Como o #Cidadania23 chega para 2020 e vai buscar a reeleição de Soninha Francine e Claudio Fonseca

Na primeira eleição do #Cidadania23, em 2020, será também a primeira vez em que os dois vereadores eleitos pelo PPS paulistano no início da legislatura (Soninha Francine e Claudio Fonseca) vão buscar a reeleição pelo partido - e outros vereadores ainda podem se somar à nova legenda na chamada "janela partidária" que se abrirá de março a abril.

Para completar o ineditismo, por força da legislação eleitoral, será ainda a primeira vez em que as coligações partidárias estarão proibidas na composição das chapas proporcionais. Portanto, cada partido terá até 83 vagas (sendo ao menos 27 destinadas obrigatoriamente às mulheres), para disputar individualmente as 55 cadeiras da Câmara Municipal de São Paulo.

Há 20 anos, desde as eleições municipais de 2000, o PPS vem elegendo dois vereadores. Foram cinco eleições até aqui. Em 2016, foram eleitos Soninha Francine e Claudio Fonseca. Em 2012, Ricardo Young e Ari Friedenbach. Em 2008, Claudio Fonseca e Milton Ferreira. Em 2004, Myryam Athiê e Edivaldo Estima. Em 2000, Raul Cortez e Roger Lin.

Na mais recente eleição municipal, em 2016, o PPS esteve coligado com o PMN e o PHS. Além dos dois vereadores do PPS, Soninha com 40.113 votos e Claudio Fonseca com 18.444 votos, foi eleito ainda Zé Turim pelo PHS (atualmente ele está no Republicanos), com 14.957 votos.

Algumas curiosidades marcaram essa trajetória de 20 anos. Em 2016, por exemplo, o PPS ficou momentaneamente sem nenhum parlamentar. O vereador Ari Friedenbach já havia migrado para o PROS em 2013, para apoiar a gestão do então prefeito Fernando Haddad (PT), e Ricardo Young entrou na recém-fundada Rede Sustentabilidade para ser candidato à Prefeitura de São Paulo. Ainda assim, num gesto de extrema ética e lealdade, ele manteve a estrutura da Liderança do PPS na Câmara.

Antes, porém, na eleição de 2008, o PPS já havia dado uma demonstração incrível da sua prática política diferenciada: ao convidar, um ano antes, a vereadora Soninha Francine, que estava descontente no PT, para ser candidata a prefeita, comunicou seus dois vereadores (Estima e Myryam) que não tinha interesse de reeleger nenhum deles pela legenda, liberando-os para procurar outros partidos. Era a senha para a nova formatação partidária que originaria o #Cidadania23.

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PPS paulistano renova direção em congresso marcado pela defesa da diversidade, da tolerância e pela autocrítica do atual sistema político-partidário

PPS de São Paulo busca unidade e convergência do "centro democrático" para escolher seus candidatos à Presidência da República e ao Governo do Estado

PPS de São Paulo recebe Geraldo Alckmin e João Doria, elege novo diretório presidido por Arnaldo Jardim e prega unidade do centro democrático para 2018

PPS paulistano elege Soninha e Claudio Fonseca

Faltam 23 dias para a eleição: #Vote23 pra vereador

Soninha e Claudio Fonseca precisam voltar à Câmara

Chegou a hora de eleger Soninha 23023 e Claudio Fonseca 23000 para a Câmara de São Paulo